Paint it Black.
Wednesday, August 29, 2007
Thursday, August 23, 2007
Crônica de uma parada num ponto.
A porta do ônibus se fechou, mas ele ainda ficaria parado por alguns segundos até que o sinal abrisse e o trânsito colaborasse. O rapaz que havia entrado acenou para a namorada que o deixara no ponto, mas daquela vez ela não foi embora.
Primeiro, ela sorriu e mostrou a língua, ao passo que ele deu uma risadinha e começou a fazer caretas. Em seguida ele levantou e performou algo engraçado e, embora o ônibus inteiro tivesse dado aquele meio-sorriso amarelo, a moça gargalhava do lado de fora, mesmo sem poder escutá-lo.
O ônibus deu um solavanco e ele quase caiu, voltando a se sentar no lugar. Ela mandou um beijo e ele desenhou um coração no ar.
A senhora de óculos que observou toda a ação sorriu e naquele instante, pode voltar a acreditar no amor.
Primeiro, ela sorriu e mostrou a língua, ao passo que ele deu uma risadinha e começou a fazer caretas. Em seguida ele levantou e performou algo engraçado e, embora o ônibus inteiro tivesse dado aquele meio-sorriso amarelo, a moça gargalhava do lado de fora, mesmo sem poder escutá-lo.
O ônibus deu um solavanco e ele quase caiu, voltando a se sentar no lugar. Ela mandou um beijo e ele desenhou um coração no ar.
A senhora de óculos que observou toda a ação sorriu e naquele instante, pode voltar a acreditar no amor.
Tuesday, August 21, 2007
Infected
A palavra morreu na ponta da pena assim como o grito morreu no fundo da garganta. Ela pôs as mãos em volta do pescoço e tentou (não) sufocar.
Sunday, August 19, 2007
While My Guitar Gently Weeps.
E ela sonhou com os dois dançando ao luar, como ele provavelmente a guiaria entre suas mãos fortes. Encostaria a cabeça em seu ombro, ou no que alcançasse, pois ele era mais alto. Dançariam com calma enquanto alguém tocava uma melodia familiar ao fundo.
O cheiro de especiarias exóticas orientais que desprendia do pescoço dele a entorpecia e ela se deixava levar pelo ritmo que a confortava entre os braços daquele que ela admirava.
Eram tão parecidos e tão diferentes que ela mal podia acreditar que esse momento estava acontecendo. Não era possível que as negações haviam sido deixadas de lado e eles dançavam ao som da única música que provavelmente os dois gostavam.
O som terminou e ele relutou em soltá-la, por um instante, até lembrar de quem ela supostamente deveria ser. Ignorou que seu coração acelerado e abraçou-a firmemente, beijando-a no rosto antes de ir para o outro lado da festa.
A menina do ocidente sorriu e deixou-se ficar no meio da pista de dança, pensando ainda naqueles momentos. Nem tudo que vinha do Oriente era ruim, afinal...
O cheiro de especiarias exóticas orientais que desprendia do pescoço dele a entorpecia e ela se deixava levar pelo ritmo que a confortava entre os braços daquele que ela admirava.
Eram tão parecidos e tão diferentes que ela mal podia acreditar que esse momento estava acontecendo. Não era possível que as negações haviam sido deixadas de lado e eles dançavam ao som da única música que provavelmente os dois gostavam.
O som terminou e ele relutou em soltá-la, por um instante, até lembrar de quem ela supostamente deveria ser. Ignorou que seu coração acelerado e abraçou-a firmemente, beijando-a no rosto antes de ir para o outro lado da festa.
A menina do ocidente sorriu e deixou-se ficar no meio da pista de dança, pensando ainda naqueles momentos. Nem tudo que vinha do Oriente era ruim, afinal...
Thursday, August 16, 2007
Over the Hills and Far Away.
Olhou-se no espelho de novo e de novo procurando algum sinal, alguma coisa que a identificasse. Sua mancha estava sumindo, não sabia o que aquilo significava e, embora ela quisesse que fosse algo especial, provavelmente deveria ser um começo de câncer.
Revirou-se quase do avesso e não achou nada, quedando-se em frente ao espelho, triste e nua por alguns instantes até ir procurar suas roupas, com vergonha de si mesmo. Muitas coisas haviam mudado nela naqueles tempos onde o certo parecia muito mais incerto do que nunca.
Buscou seus mantos e resolveu que partiria ao amanhecer, como faziam nos grandes livros. Não havia marca nenhuma que ela iria ser mesmo a nova princesa, e, se fosse, provavelmente era isso mesmo que faria.
A guerra nas fronteiras, o calor da batalha a chamava para unir esforços naquele mundo de homens.
Mundo de homens.
Aquelas palavras martelaram na cabeça da menina por alguns momentos enquanto ela se vestia. O mundo era um brinquedo dos homens, ela quase conseguia acreditar nisso. Tudo era feito para seu bel prazer, as guerras, as mulheres, as fortunas e as bebidas. Nada cabia às mulheres, exceto a dura tarefa de parir e esperar.
Não, não era verdade. Ela fechou os olhos e lembrou de todos os livros que lera sobre mulheres que corriam com lobos e lutavam como homens. Nada de princesa abandonada, perdida esperando para ser socorrida pelo aventureiro mais próximo, nada de esperar um casamento confortável e uma vida "fácil". Por acaso esquecera de quem ela era?
...ou talvez só crescera.
Não!
Não era verdade, não era porque ela não deixaria que fosse. Preparou-se para sair. Se o mundo era o brinquedo dos homens, ela poderia mostrar que esse não era um privilégio só deles, não importa o quanto Deus ou a Mãe Natureza tivesse favorecido aquela espécie.
Revirou-se quase do avesso e não achou nada, quedando-se em frente ao espelho, triste e nua por alguns instantes até ir procurar suas roupas, com vergonha de si mesmo. Muitas coisas haviam mudado nela naqueles tempos onde o certo parecia muito mais incerto do que nunca.
Buscou seus mantos e resolveu que partiria ao amanhecer, como faziam nos grandes livros. Não havia marca nenhuma que ela iria ser mesmo a nova princesa, e, se fosse, provavelmente era isso mesmo que faria.
A guerra nas fronteiras, o calor da batalha a chamava para unir esforços naquele mundo de homens.
Mundo de homens.
Aquelas palavras martelaram na cabeça da menina por alguns momentos enquanto ela se vestia. O mundo era um brinquedo dos homens, ela quase conseguia acreditar nisso. Tudo era feito para seu bel prazer, as guerras, as mulheres, as fortunas e as bebidas. Nada cabia às mulheres, exceto a dura tarefa de parir e esperar.
Não, não era verdade. Ela fechou os olhos e lembrou de todos os livros que lera sobre mulheres que corriam com lobos e lutavam como homens. Nada de princesa abandonada, perdida esperando para ser socorrida pelo aventureiro mais próximo, nada de esperar um casamento confortável e uma vida "fácil". Por acaso esquecera de quem ela era?
...ou talvez só crescera.
Não!
Não era verdade, não era porque ela não deixaria que fosse. Preparou-se para sair. Se o mundo era o brinquedo dos homens, ela poderia mostrar que esse não era um privilégio só deles, não importa o quanto Deus ou a Mãe Natureza tivesse favorecido aquela espécie.
Wednesday, August 15, 2007
E quem sabe...
... na próxima encarnação eu não me saia como uma menina branquinha de longos cabelos pretos e anelados, com olhos oblíquos e sorriso de frio.
... ou quem sabe, eu não saia com tantos problemas de auto-aceitação!
... ou quem sabe, eu não saia com tantos problemas de auto-aceitação!
Monday, August 13, 2007
Focar em qualquer coisa.
Focar em qualquer coisa.
Focar em qualquer coisa.
Focar em qualquer coisa.
Focar em qualquer coisa.
Focar em qualquer coisa.
Focar em qualquer coisa.
Em qualquer coisa.
Em qualquer coisa.
Em qualquer coisa.
Em qualquer coisa.
Em qualquer coisa.
Qualquer coisa.
Qualquer coisa.
Qualquer coisa.
Qualquer coisa.
Qualquer.
Qualquer.
Qualquer.
Qualquer.
Coisa.
Focar em qualquer coisa.
Focar em qualquer coisa.
Focar em qualquer coisa.
Focar em qualquer coisa.
Focar em qualquer coisa.
Focar em qualquer coisa.
Em qualquer coisa.
Em qualquer coisa.
Em qualquer coisa.
Em qualquer coisa.
Em qualquer coisa.
Qualquer coisa.
Qualquer coisa.
Qualquer coisa.
Qualquer coisa.
Qualquer.
Qualquer.
Qualquer.
Qualquer.
Coisa.
E como Álvaro de Campos, ela vivia seu próprio movimento futurista. Era um futuro da humanidade pessimista e ao mesmo tempo, brilhante com todas as luzes que haveriam de existir em todo esse mundo.
Gritos despojados tocavam em seu aparelho de música e ela se sentia como imersa numa enorme fantasia obscura com robôs e máquinas e engrenagens girando. E ela via aquele ser humano com a mesma atitude que a dela, aquele Foda-se implícito em todas as suas atitudes, seus olhos pesados e cansados desse mundo.
"Maybe they've been brainwashed too."
Como um Mad Max, ele surgia daquela paisagem desolada com areia e bolas de feno, quase um Vash, quase um Alucard. Sorria maniacamente, como só alguém já condenado poderia, e ele sorria, sorria e sua arma reluzia ao brilho de tantas luzes e sois artificiais.
O playboy brincava em sua mansão de vida artificial, usando as drogas mais pesadas que a humanidade e a tecnologia puderam criar para seu bel prazer, enquanto meia dúzia de putas se aglomeravam em volta dele, para, quem sabe, conseguir uma passagem de terceira classe para aquele seu paraíso.
A massa trabalhava, una, comandada pelo Grande Irmão que Orwell tão bem previra em seu 1984, com o atraso de um milênio. Television would rule the nation.
Fuck
The
System.
Fuck
The
System.
Fuck
The
System.
Again.
Again.
[x 3]
Gritos despojados tocavam em seu aparelho de música e ela se sentia como imersa numa enorme fantasia obscura com robôs e máquinas e engrenagens girando. E ela via aquele ser humano com a mesma atitude que a dela, aquele Foda-se implícito em todas as suas atitudes, seus olhos pesados e cansados desse mundo.
"Maybe they've been brainwashed too."
Como um Mad Max, ele surgia daquela paisagem desolada com areia e bolas de feno, quase um Vash, quase um Alucard. Sorria maniacamente, como só alguém já condenado poderia, e ele sorria, sorria e sua arma reluzia ao brilho de tantas luzes e sois artificiais.
O playboy brincava em sua mansão de vida artificial, usando as drogas mais pesadas que a humanidade e a tecnologia puderam criar para seu bel prazer, enquanto meia dúzia de putas se aglomeravam em volta dele, para, quem sabe, conseguir uma passagem de terceira classe para aquele seu paraíso.
A massa trabalhava, una, comandada pelo Grande Irmão que Orwell tão bem previra em seu 1984, com o atraso de um milênio. Television would rule the nation.
Fuck
The
System.
Fuck
The
System.
Fuck
The
System.
Again.
Again.
[x 3]
Thursday, August 02, 2007
Era um porco normal, até que recebeu aquela picada inesperada de uma aranha bêbada com césio e plutônio. Em vez de virar toicinho, o tal porco, então, foi isolado até que se pesquisasse/decidisse o que fazer com ele.
Ninguém poderia esperar que ele virasse um super-herói, conhecido pelas fazendas como o "Incrível Porco Aranha."
"Spider-pig. Spider-pig. Does whatever a... spider-pig does. Looooook out! He's Spider-pig!"
Ninguém poderia esperar que ele virasse um super-herói, conhecido pelas fazendas como o "Incrível Porco Aranha."
"Spider-pig. Spider-pig. Does whatever a... spider-pig does. Looooook out! He's Spider-pig!"
Wednesday, August 01, 2007
Às vezes, é deixar as coisas fluírem, às vezes, é lutar contra os instintos naturais. Às vezes é saber onde procurar a felicidade, às vezes, é ficar feliz com o que se encontra por lá, engolir as frustrações e bom, sorrir que as coisas melhoram.
Eu realmente gostaria de ter ido pelo caminho mais longo e ter visto o sol se pôr.
Eu realmente gostaria de ter ido pelo caminho mais longo e ter visto o sol se pôr.
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