Friday, January 30, 2009

Pulseiras.

Gosto de pulseiras. Com berloques significativos. Com moedinhas de cigana. Ainda terei uma.

Wednesday, January 21, 2009

Me?

I'm just a lawnmower. You can tell me by the way I walk.

Friday, January 02, 2009

Steal Your Fire.

Ela pegou o fogo da vida em suas mãos e ficou quieto, em seu canto, sorrindo feito um idiota louco. A garota olhou para ele, sem vida, presa em suas mãos frias, deixando seu fogo queimar, queimar, queimar, até quase se extinguir. E aí, quando ela estava quase livre, ele assoprou a brasa, só um pouquinho, mas o suficiente para ela reavivar. A menina suspirou com fervor e ele sorriu, maléfico.

Thursday, January 01, 2009

As melhores coisas do mundo são...

Amigos, família e namorado.

[mentira, porra. São MP3, Livros e Álcool.]

Chegou e partiu. [meu coração em pedaços]

Eu sabia que esse dia chegaria. O dia em que eu o conheceria e o veria passar na minha frente, não sei se com aquela fagulha de mútuo reconhecimento de que sim, era eu. Aquela que o iria amar e o fazer feliz pelo resto de sua vida - ou então, que deveria.

Chovia, como sempre. Não havia um único fim de ano que não chovesse em minha vida. Os fogos de artifício estouravam como supernovas no céu e uma chuva de estrelas era derramada sobre nossas cabeças. Eu estava lá, maravilhada com o espetáculo, que parecia divino, mas era tão somente humano.

Divino de verdade era ele, ao meu lado, como quem nada quer. Com o cachorro de poucos meses no colo, adormecido, num outro mundo, à parte das piruetas que aconteciam lá em cima. Olhávamos de esguelha um para o outro, tentando nos identificar mutuamente.

Não, não nos conhecíamos e não chegaríamos a travar esse tipo de intimidade. As luzes refletiam uma aliança na mão esquerda, e eu não era aquela pessoa que gostava de destruir lares felizes. Me perguntei, no entanto, porque ela não o acompanhava.

Os fogos rugiam em resposta. Sorri de forma melancólica e fiquei com os pés mergulhados na areia, esperando que ela me engulisse e poupasse de ver que alguém já tinha capturado-o.

Ele me encarou, os olhos fixos nos meus. Em seu reflexo, podia ver tudo aquilo que teríamos sido e eu fiquei me perguntando se ele teria visto a mesma coisa nos meus, embaçados já pelas lágrimas.

Espera inútil. O show acabou e ele, lentamente, como que hesitante, foi embora da praia e, subsequentemente, da minha vida.
E os céus se encheram de explosões de estrelas novas, coloridas, belas e altivas. Tanto que, até o último minuto, a chegada do apocalipse foi confundida com a do ano novo...