" Home...Home again.
I like to be here, when I can.
When I come home, cold and tired.
It's good to warm my bones besides the fire.
Far away, across the field, the toiling of the Iron Bell, calls the faithful to their knees, to hear the softly spoken magic spells."
- Time - Pink Floyd.
Então, ele decidiu ficar na vila.
Afinal, Ian de Canterville não tinha nada a perder. A casa onde morara sua mãe e sua irmã estava abandonada, ninguém ia se importar muito se ele a ocupasse por uns tempos, ainda mais sendo filho da última moradora.
Não tinha mais para onde ir, também. Sua existência até o momento se resumira numa busca que resultara num fracasso quase completo. O máximo que poderia fazer por ali era colher informações com os mais velhos, sobre quem teria sido sua família. Poderia descobrir coisas interessantes, quem sabe, até nomes de outros parentes a quem buscar ou mesmo um objetivo de vida. Era moço estudado, formado em uma faculdade renomada de medicina, poderia ser útil para alguma coisa- o velho doutor Paracelsius já estava à beira da cova mesmo.
Violet cuidara de seu ferimento com tanta meticulosidade que ele já nem sentia mais doer. A moça, depois de saber de suas origens e ambições, passara a tratar-lhe com muito mais simpatia. Até se oferecera para interceder junto ao prefeito quando fizesse oficialmente o pedido de 'apossar-se' da casa.
Ela era realmente bonita, Ian não tinha a menor dúvida. Deveria estar com o casamento marcado a essa altura. Segundo o que ela lhe contara do lugar, da sua família e sobre si mesma, tal possibilidade era extremamente real.
Que lugarzinho mais exótico que ele fora se instalar. Leeland ficava no sopé da montanha e parecia uma daquelas típicas cidadezinhas paradas no tempo. As pessoas provavelmente seriam ou xenófobicas ou então, receptivas demais. Não as conhecia, não poderia julgar, mas sua experiência no íntimo o alertava para isso.
Teria que tentar ganhar sua simpatia, claro.
O relógio de pêndulo badalou algumas vezes e o sol estava se pondo quando ele considerou dormir um pouco. Fazia dias que não dormia direito e aquela tarde com certeza tinha sido agitada. Violet e aquele irmão dela, Oliver, haviam ficado o dia todo conversando com ele.
Que moleque interessante era o tal Oliver. Com quatorze anos, era mais vivo do que muito rapaz que encontrara em suas andanças, e olha que suas possibilidades de aprender a se virar tinham sido bem escassas. Era bem uma pena que ele não parecesse nem um pouco interessado em travar amizade. O que não era de todo culpável, afinal, eles haviam se conhecido brigando.
Tanta coisa havia sido vista aquele dia e ele mal tinha tido tempo de pensar na aparição que vira. Seu inconsciente dizia que era sua irmã, mas como poderia ter tanta certeza? Era um assunto a ser matutado durante horas e horas, naquele tempo longo entre 'deitar-se na cama' e 'dormir'. Gostaria de chegar numa resposta, mas, àquela altura do campeonato, não tinha pressa.
Estava prestes a começar uma pequena vidinha calma, para variar. Só por uns tempos. Até decidir o próximo passo, de novo, a Casa da Montanha, ele consideraria seu mais novo...lar.
4 comments:
Estou a gostar muito desta tua história.Está perfeita! Mal posso esperar para ler a continuação.
Ps.Sorry não ter vindo comentar estes dias, o horário escolar anda a apertar um bocadinho...
Bjx!
Eu continuo amando...Tem uma coisa meio gaimaniana nessa história, algo que me lembra Stardust...
Estou doida para ver o que vai acontecer...
E para te deixar feliz, o cap. do Ludo e da Lucy
http://www.freewebs.com/expressohogwarts/DP/memory/cap18.htm
bjs
esperando ansiosamente por linhas do próximo capítulo.
^^
faço das palavras da yara as minhas :)
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