O Tempo é um santo remédio. Uma mistura de anestésico, analgésico, uma borracha pra apagar o que está errado. É matreiro, enganador - afinal, remédio de veneno, diferença está na dose.
Os ponteiros completavam voltas e mais voltas no relógio - e o que isso significava? Tempo era um remédio que se potencializava em combinação com o psicológico.
Dias viravam noites, que viravam novos dias e assim seguiam meses, eras, anos.
Ela esperava e esperava, e o próprio tempo parecia ser a única ferida que não curava.
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