Tuesday, March 13, 2007

O Tempo.

O Tempo é um santo remédio. Uma mistura de anestésico, analgésico, uma borracha pra apagar o que está errado. É matreiro, enganador - afinal, remédio de veneno, diferença está na dose.

Os ponteiros completavam voltas e mais voltas no relógio - e o que isso significava? Tempo era um remédio que se potencializava em combinação com o psicológico.

Dias viravam noites, que viravam novos dias e assim seguiam meses, eras, anos.

Ela esperava e esperava, e o próprio tempo parecia ser a única ferida que não curava.

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