Tuesday, November 13, 2007

Do me a favour.

Eu havia acordado com aquela história na cabeça, ela ainda vívida na cabeça do sonho que tivera naquela noite. Eu via as palavras aparecendo na tela do computador, no caderno durante as aulas, em todos os lugares possíveis e a história fosse tomando forma e preenchendo o vão que ficara dentro de mim.

Era uma boa história, eu havia dito para mim mesma, era uma boa história e que valia ser contada. Eu pensara em matutá-la e maturá-la até que ficasse no ponto certo para que eu pudesse mostrá-la para quem quisesse ver.

Alguém que já tinha visto essa história provavelmente não havia gostado dela e quando a oportunidade apareceu, não surgiam as palavras que eu antes havia visto e apreciado com tanto prazer.

Só pensamentos escusos de situações que eu não gostaria de reviver, pensamentos escusos que eu não teria coragem de mostrar pra ninguém e quanto mais a mim mesma. Mágoas e risadas que eu não tinha coragem de dividir, um alívio ou uma certeza muito perigosa que surgiam em minha mente nos momentos em que ela supostamente não deveria estar trabalhando nisso.

Não há tempo, não há cabeça, não há uma chance para fazer brotar a história e eu temo que ela será relegada ao limbo como todas as outras que eu um dia dediquei esse tipo de pensamento ao acordar e um suspiro antes de dormir.

E é uma pena, certamente.

Era uma boa história.


How to tear apart the ties that bind,
Perhaps fuck off, might be too kind.

1 comment:

Deba said...

Oi Raíssa, é a Deba.
É madrugada e estou cá lendo seus posts. Não sei porque, mas sinto-me na maior parte do tempo, descrita nas linhas que escreve.
Eu também sinto uma grande dificuldade em mandar alguém se foder...
Eu me segurei tanto tempo, que parece estranho me impor de tal maneira. Mas quando não o faço, depois choro de remorso.
Espero um dia, ser mais verdadeira e falar para os que me incomodam, o quão insuportáveis o são.
Obrigada pela reflexão noturna.
Um abraço =D