- If you want it to.
Ela acordou com o sol batendo em sua cara e um sorriso envergonhado do sonho que havia tido. Era um sonho completamente besta que ela não sabia se deveria acreditar ou não. Não havia chego numa conclusão do que era amor, então, não sabia se o casamento era o melhor meio de amar.
Bom, foda-se, ela pensou. Estou muito longe disso pra ficar me preocupando com essas coisas. Ainda tinha que estudar, se formar numa faculdade qualquer e ter dinheiro pra pensar em fazer um monte de coisas. Uma lista enorme se estendia antes da palavra "casamento" e outra ainda maior antes de "filhos".
Ela não vivia exatamente na Terra, por assim dizer. Metade das coisas que acreditava e que lhe davam forças não eram coisas mundanas. Puta merda, no geral, essas coisas eram as que a abatia. Isso às vezes a incomodava, puxar sua energia de coisas que ela, de vez em quando, percebia que o resto das pessoas normais não viam.
Alter-egos, planos de coisas que nunca iam acontecer, reações que nunca teriam uma oportunidade pra serem levadas em conta (não, ela não iria ajudar as pessoas contra uma invasão de zumbis. Nem de vampiros. Nem ia matar um lobisomem no mano-a-mano. Talv..hmm, pensando bem, não. Mesmo.). Sonhos que ela levava a sério demais, pressentimentos que ela confiava e que no geral, não se concretizavam, mas ela continuava acreditando mesmo assim.
Blá, foda-se, ela pensou de novo, enquanto fazia o café da manhã e se trocava pra ir pra escola. Quem liga se o resto do mundo não acredita nisso. Eu ligo. Ou não. - ela não se decidia sobre que atitude tomar então simplesmente resolveu não pensar em mais nada.
Terminou de se trocar e pensou no dia longo que teria pela frente. Jesus, odiava segundas-feira. Dia longo, chato, e com coisas que ela no geral não estava com paciência de fazer.
Ainda bem que ia ver o namorado no fim do dia. Ainda bem. Alguma coisa pela qual esperar, além de toneladas de lições que ela ia ter que fazer por causa de uma prova estúpida no fim do ano que decidiria o rumo da sua vida - ou quase.
Nos breves instantes os quais ela tomava seu café, ela repassou na cabeça tudo que tinham vivido, dos problemas até o atual estado de "felicidade" no qual se encontravam. Estavam felizes entre si, mas felicidade completa só se alcança com todo o resto no lugar e essa parte que tava dificultando as coisas.
Bom, como dizia a música, Love will find a way, if you want it to, love will find a way for me and you.I believe there's a way, if you want it to.
É, é, é, era isso que ela dizia pra todos aqueles que vinham procurá-la, quase como um guru, quando tinham problemas com moças. Gostava de ouvir os problemas dos outros, ela não se sentia sozinha com suas dilemáticas chatas. Riu e falou em voz alta: "Irônico. Seis bilhões de pessoas se sentindo sozinhas. Todas elas.".
"Seres humanos são umas ilhas chatas com uns coqueirinhos engraçados, que a gente reclama pra caralho de ficar. Quando a gente vê outra ilha, achamos que lá é mais legal, e quando chegamos lá, não aguentamos ficar por causa do inferno são os outros. E aí, voltamos, só pra reclamar mais um pouco e escrever um diário que deve vender muito bem, porque todo mundo é capaz de escrever um igualzinho, e aí parece que a distância entre uma ilha e outra diminui. Duvido que consigamos um dia construir um continente. Um paíséco. Um conglomerado como o Japão. Mas é um sonho tão bonito. "
Kingdom Hearts: There are many worlds, but they share the same sky. One sky - one destiny.
"Não sei se acredito nisso, mas é uma frase de efeito legal pra caramba."
Ela riu riu riu riu riu HAHAHAHAHA bem alto, acordando o irmão mais novo que imediatamente gritou "Putamerda, tamo atrasado" e ela não teve tempo pra essas coisas mais.
Sunday, March 09, 2008
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1 comment:
Texto Brilhante pequena, muito bom mesmo!
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