Quando sentei para escrever alguma coisa aqui, pensei primeiramente que gostaria de escrever algo quentinho.
É difícil querer escrever sem ter uma história, sem ter um fio da meada, mas de meu livro de inspiração eu faço o mundo - e o mundo hoje está realmente frio. Estava um dia nem feio nem bonito, cheio de pessoas doentes e gripadas, com seus narizes escorrendo e arrastando o passo pelo corredor da escola.
E quando eu cheguei no fundo da classe, sentada na frente de uma moça de casaco listrado verde e cinza, um tanto quanto falante que me cumprimentou hoje com um "Nossa, você está acabada", percebi que seria um dia realmente frio se eu não fizesse alguma coisa.
Coloquei um casaco e isso aqueceu meu corpo e acalentou minha alma. Voltei-me para as pessoas ao meu redor e tentei sorrir, ser simpática e fazer graça com as melecas do meu nariz - que fungava, fungava e fungava.
O moço ao meu lado estava um tanto quanto sorridente hoje, o que tornou nossa convivência um pouco mais agradável do que vinha sendo ultimamente. O "arcanjo" - como ele costumava se apelidar nas histórias infindáveis que ele escreve no mesmo caderno desde sempre - estava mais parecido com um ser gente hoje.
A moça já citada do casaco listrado estava contente porque seus planos estavam correndo muito bem e eu a via se dando cada vez melhor com o rapaz ao seu lado: um ser smurfético de lentes de contato que às vezes desfocavam. Eles riam e eu percebia que eles não pareciam ter frio hoje.
Olhei para o outro lado: pessoas muito ocupadas em seus afazeres, mas que mesmo com frio procuravam-se se esquentar. O moço alto que costuma ser meu melhor amigo, parecia de bom humor, especialmente porque seu nariz - costumeiramente cheio de 'atchoos' - estava cooperando com seu estado de espírito.
Uma moça de cabelos ruivos estudava e estudava, mas sei que ela pensava num show de guitarra que faria numa sexta-feira próxima. Assim como outra, de cabelo sempre preso em coque e sorriso engraçado, de olhos verdadeiros, que ansiava por alguma coisa que eu não sabia bem o que.
Era com isso que me aquecia: tentando adivinhar o que cada um estava pensando. Sei que a querida estressada estava estudando física compenetradamente, mas em qual dos rapazes que ela vinha me falar estaria pensando?
No fim do dia, eu merecia um descanso enquanto pensava no que vir escrever aqui, e tudo se resumiu com o moço de cabelos compridos falando sobre uma certa (eu) moleca quentinha...
Quentinha, quentinha...
Acho que hoje eu entendo a importância do Superman ser quentinho, Lois... ;D
Monday, May 12, 2008
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2 comments:
NHACK!
/abraça quentinho
AMO VOCê PUCCA!
Gostei do post. =)
Muito legal ver a descrição das pessoas que eu conheço. =)
E sim, o meu nariz não estava cheio de atchoos. =)
Beijo.
Melhoras, dona Raçança.
E vc me deve uma PML. ;) Ou quer disputar as outras duas? =P
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