A risada fluia como se viesse de outro mundo, da mesma forma como o vinho que ela tomava não parecia ter gosto, nem entrar direito em seu sangue. A descontração não parecia acontecer, ela tinha um certo receio de dirigir de volta pra casa, mas àquela altura do campeonato...que tudo fosse pro inferno!
No carro, o mundo parecia passar como um amontoado de luzes e drogas, flashes dispersos que ela não conseguia entender. Ouvindo uma versão de Toccatta, ela tinha a nítida impressão de que numa próxima batida, o mundo ia ruir e se tornar bizarramente mau.
Sorriu para o rapaz de sobretudo preto que cruzou o seu caminho e ele sorriu de volta, com os caninos ligeiramente pontiagudos. Ela não notou que seus olhos eram vermelhos e que as pessoas ao redor pareciam ter medo dele.
As estrelas piscaram uma, duas, três vezes e sumiram. A noite era apenas e tão somente da Lua, por mais estranho que a cena soasse, ela parecia perfeitamente condizente com a menina totalmente outline que dirigia a lamborginni vermelha.
A cidade iria amanhecer dali a alguns instantes e quando ela colocou os pés em casa, esperava apenas que estivesse melhor quando acontecesse.
Thursday, May 10, 2007
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
1 comment:
Ei moça,
adorei o texto. Não sei porque me lembrou algo evocado pela Desespero e pela Dellirium dos Perpétuos.
Passo também para avisar novamente que PSnM foi atualizado:
http://www.freewebs.com/expressohogwarts/DP/memory/cap25.htm
Eis a morte da Betsy
Beijos mil
Post a Comment