Tuesday, February 16, 2010

Não deixe o samba morrer?

Quando as linhas demoram a sair, elas ficam tortas, enferrujadas e infelizes. São miseráveis restos de ser humano, espremidos num texto ridículo do qual o autor morre de vergonha ao reler. Mas ele precisa daqueles fiapos, daquela miséria e de tudo que extrair daquela alma que morre aos poucos.

Num futuro (não muito próximo, nem muito distante), ele talvez olhe pra trás e perceba o quão inútil foi tal sofrimento, tal desagrura (existe tal sofrimento? desagrura é uma palavra de verdade?).

O Poeta dizia que Navegar é preciso, mas ele escrevia, não?

3 comments:

Reivly said...

Anda sumida!
Sinto falta dos seus textos!

nao said...

esses malditos fiapos que não nos deixam em paz!!!

vício da escrita

Anonymous said...

Olha, está em estado de semi-vida o país da arlequinada.
favoritei, só de precaução.
saudades.