Tá-tum-tá-tum-tá-tum-tum-tá-tum-tá.
Ela ainda não havia se levantado, embora passasse do meio-dia. Seu coração brincava com o ritmo acelerado que parecia ter assumido desde o dia anterior. A casa estava movimentada e, desde o momento em que tinha acordado, já ouvira três brigas de família. Ela não queria levantar.
Abriu lentamente os olhos, esfregando-os cuidadosamente com as costas das mãos. Não queria nem lavar o rosto. Abraçou-se ao travesseiro e cobriu-se melhor com os lençóis. Sua mente ainda vagueava procurando lembrar o que sonhara.
Tinha sido um sonho confuso, e associado à músicas que ela ouvira recentemente. Quase poderia se lembrar de uma passagem que brincava perigosamente com seus valores mais preciosos, mas ela escapava por entre os dedos finos de sua memória.
Os barulhos na casa se tornaram mais nítidos, mas ela sentia que, apesar de ter um dia cheio pela frente, aquele dia, ela poderia considerar como morto.
Assim como seu estado de espírito.
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1 comment:
Ei, vamos parar com isso. Vou ser obrigado a dar uma voadora em alguém.
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