Ela prometeu a si mesma.
Prometeu não só uma, mas várias coisas. Por exemplo, que não deixaria que ele interferisse mais na sua vida ou que a partir de agora, ela cumpriria suas promessas.
Foi entrando de mansinho na sala de aula, com seu sorrisinho quieto, meio em desespero. Acabara de se lembrar que ele viajaria com ela, dali a duas semanas. Como poderia resistir?
Sentou-se no fundo da sala, esperando que ele fosse sentar com os moleques, de costume. Ah, esse era o problema de se apaixonar por alguém do mesmo grupo. Os amigos são os mesmos, os encontros mais frequentes e... ah, por que ela tinha que gostar dele?
Ele então, apareceu. Como num dia normal, ele sentaria longe dela, só para provocar, talvez, ele sentou-se do lado dela. Com aquele sorriso. Aquelas mãos. Principalmente, aquele olhar encantador.
Ah, não podia estar mais apaixonada, mas ela não iria se machucar, não mesmo. Ele não viera pisando inconscientemente em todos os pedaços de seu coração partido? Ora. Ela que superasse.
Respirou e afundou o rosto entre os braços. Seria um longo, longo dia.
Mas ela sobreviveria.
Ouvindo: "Ocean Gipsy" - Blackmore's Night.
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1 comment:
Todos sobrevivemos. É isso que sempre nos deixa mais fortes.
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