Thursday, October 19, 2006

November Rain.

É engraçado constatar o quanto o tempo muda as pessoas - ou seriam as pessoas que mudam com o tempo?

Amigos que, na minha infância, eram tão próximos e parecidos comigo, hoje, seguem caminhos totalmente opostos.

Reencontrei, dia desses, um dos meus colegas de quarta série. Do tipo rapaz quietinho, que ninguém nunca sabia a voz. Quando ele me reconheceu - e sim, ele me reconheceu - tinha uma cabeleira enorme, bonita até o meio das costas, correntes no pulso e usava uma camisa do Slipknot!

Outro colega, com quem havia perdido contato na quarta série também, fui rever pelo meu falecido orkut. Está vivendo em Zurique, com a mãe, há dois anos e de vez em quando vem para o Brasil. Quando marcamos de nos encontrar, ele continuava tão igualzinho ao que me lembrava, que fiquei impressionada.

Cresci ao lado de duas primas minhas, muito importantes. Quando pequenas, ouviamos as mesmas coisas, variadas, ecléticas - de Vivaldi a sambinhas bizarros. Atualmente, uma delas gosta de Teatro Mágico, clássicos e MPB, a outra, descambou para o pagode e o funk, enquanto eu fico com o metal, o progressivo e o melódico.

Uma de minhas melhores amigas do prézinho, virou emo. Outro, está tão inexplicavelmente lindo, com aqueles olhos verdes que eu sempre achei tão fofos.

Caminhos e mais caminhos. Parti junto com essas pessoas, lado a lado, e em algum ponto, tomamos direções distintas. Olho pra elas de vez em quando, no álbum da memória, e me bate a saudade. Outras vezes, as vejo por aí nas esquinas da cidade, e sinto um orgulho de ver no que elas cresceram e se tornaram.

E me pergunto... o quanto eu mudei...

3 comments:

Thiago said...

Viu como sou semrpe o primeiro a ler?

=D

Anonymous said...

As pessoas, como o mundo, estão sempre dando voltas. Algumas para melhor, outras para pior. Mas no fundo no fundo, todas ainda conservam suas características originais, apenas aprendem novas formas de mostra-la ao mundo. Ou esconde-las.

Gabriel Lupos Black said...

Orgulho ou saudade?