Friday, October 26, 2007

Eclipse.

Ela acordou com aquele mal pressentimento que a avisava do dia horrível que se seguiria. Percebeu que seria ownada desde o momento que falara com sua mãe pela primeira vez e ouvira uma patada sem necessidade. A escola, as pessoas que estavam nela, tudo que se seguira não fora menos bizarro do que aquele primeiro instante estúpido do seu dia.

Fora tudo um borrão naqueles tempos calmos e de felicidade que antecederam ao dia fatídico. Não parecera parte do cotidiano, parecia que tudo fora feito para dar errado. A cabeça explodia de dor, o corpo não aguentava de cansaço e parecia pedir um tempo de qualquer atividade, qualquer coisa.

O jogo parecia lhe distrair, uma droga entre o meio de tantas outras com baratos menos fortes. Até mesmo a outra parecia saber que o dia fora difícil pois ela a levara na escola, junto com todas as pessoas normais. Queria, talvez, desejar boa sorte à sua menina.

Ele sorria, ela não sabia se ele entendia, mas tinha que confiar, como sempre, pra variar, porque era assim que se construia um amor. Ela deitava a cabeça no seu colo e esperava confiar e confiava e descansava. Era um barato no meio de tantos outros. Ela o amava.

A Lua estava linda naquele que pra ela era um fim de noite. Cheia, adornada em volta por nuvens rasteiras que nunca cobririam seu esplendor. "Ótimo", pensou ela, ao olhar para cima então. " Onde estará o lado escuro da Lua agora?"

Nem chorar a deixavam mais, mas no fundo, acho que ela não sentia falta disso.


Remember when you were young,
you shone like the sun.
Shine on you crazy diamond.
Now there's a look in your eyes,
like black holes in the sky.

[...]
Come on you boy child, you winner and loser, come on you miner for truth and delusion,
and shine!.

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