Wednesday, October 10, 2007

Piano Bar

Todos os dias venho ao mesmo lugar e às vezes ele parece tudo que há mais de diferente nesse mundo. O neón que colore a avenida faz parecer que há mil luas espalhadas no céu. Era como se o ser humano estivesse tentando competir com a lua pelo brilho do sol.

Ontem à noite, eu conheci uma menina. Ela era a menina mais bonita, mais brilhante que todos os sóis e luas humanos ou não. O fogo que brilhava em seus olhos era tão intenso, tão mágico, que parecia tão fugaz. Foi o princípio do precipício, caí feito um condenado diante dela.

Ela apareceu, parecia tão sozinha, quase parecia que era minha aquela solidão... e talvez por isso que as luzes faltaram e os neóns se apagaram, talvez fosse só aquele brilho nos olhos. Essa é a magia: toda vez que falta luz (o neón), toda vez que algo nos falta (a solidão), o invisível nos salta aos olhos.

Eu tinha certeza de que já a conhecia, foram tantos carnavais, tantas fantasias, e eu tinha cada vez mais firmeza, mesmo sem falar nada, que ela era destinada a ser a pessoa mais importante do meu universo. E o "nada" que eu dizia, era uma palavra esperando tradução...

Seus olhos brilhavam, o fogo da paixão queimava, o dia amanhecia. Ela pagou a cerveja, o café, terminou a música no piano, levantou e foi embora.

Mas tudo bem.

Todos os dias eu venho ao mesmo lugar, toda vez que falta luz, a Menina me salta aos olhos e é um salto no escuro na piscina.

[;)]

1 comment:

Rodrigo Sérvulo said...

Que lindo. =)

Apaixonante este texto. =D