Um dos meus maiores medos sempre foi esquecer. Esquecer de tudo, o anulamento da memória, não lembrar do que e de quem me é importante, isso tudo me apavora. Talvez seja por isso que escrevo.
Às vezes, a memória tem certos gatilhos... só não posso me esquecer deles também.
Escrevo feito uma condenada para nunca me esquecer do que é verdadeiro. Das minhas conquistas, das minhas quedas, em quem devo ou não confiar. Minha memória às vezes me é tão traiçoeira, sinto-a como uma grande praia, que às vezes, bate um vento e leva alguns grãos de areia pra longe.
Acho que, talvez, o pior flagelo pra mim não seja a morte, mas sim ter aquelas doenças que nos fazem esquecer progressivamente. Não quero nunca esquecer do verão de 2006 para 2007, porque acho que nunca terei um verão tão mágico quanto aquele. Foi a melhor coisa que já me aconteceu na vida e eu gostaria que isso ficasse registrado aqui para sempre.
Eu sou uma pessoa muito nostalgica pra sobreviver a um golpe desses.
Minto, sobreviver, sobreviverei: como é que posso sentir falta de algo que não lembro?
Sunday, October 07, 2007
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NEOQEAV
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