Sunday, November 19, 2006

Lilás.

Os olhos dela eram lilases.

Ou pelo menos, assim ele achava.

Nunca havia visto olhos como os dela, nem em seus sonhos mais psicodélicos. Duvidava até mesmo que Delírio tivesse olhos tão perfeitamente desiguais. Eram lindos, eram hipnotizantes como cristais.

Refletiam a luz, briluzes, com o sorriso de criança que ela sempre estampava-se nela quando o por-do-sol estava perto.

Também, era ela uma criança, no auge dos seus dezesseis anos. Por mais que mostrasse as formas de uma moça quase-adulta, nada batia aquele sorriso e aqueles olhos lilases de quem está prestes a aprontar alguma.

Tinha mil apaixonados, claro, era natural que tivesse. Uns bonitos, outros mais, uns burros, outros geniais. Ele não era nenhum desses, nem fazia parte do ranking ou da lista. Era só mais um admirador daqueles olhos.

A diferença é que era o único admirado por eles, do alto de seu lilás.

3 comments:

Anonymous said...

Bonito o texto. Nada mal para um final de tarde meio conturbado =)

Gabriel Lupos Black said...

Bonito.

Meio confuso, achei.

Mas bonito. Deixo os comentarios inteligentes e baseados em algum conhecimento para o Rafal. ;)

Thiago said...

Eu conheco alguem com um sorriso de quem "está prestes a aprontar alguma".....