Ela detestava quando isso acontecia.
Provavelmente, era a pior parte de inventar histórias: quando ela fazia enredos tão bem feitos e tão bonitinhos, amarradinhos, cabíveis que simplesmente começava a acreditar nisso de verdade. O mais irritante de tudo é que cada vez mais o que era coisa rara tornou-se lugar comum.
Começou como uma mania para dar mais profundidade às suas histórias. A idéia, a princípio, era melhorar o enredo até que ficasse algo tão plausível, mas tão plausível que ela pudesse simplesmente acreditar sem ter medo.
Era legal quando isso acontecia com histórias de fantasia - países mágicos, portais interdimensionais, fadas e coisas do gênero dão um pouco de magia à vida que pode fazer uma melhora sensível no humor de alguém, que passa a se tornar desperto, curioso e bem... feliz.
Foi avançando devagarzinho para outras áreas, conforme ela ia migrando de gênero pra escrever. Chegou a pensar em montar uma agência de detetives quando teve a idéia para seus amigos "Jack e Lia.", o clássico casal que lembrava muito o seriado "A Gata e o Rato". Ficava prestando atenção em qualquer coisa fora do normal nas redondezas e passou a ter o telefone da polícia no celular. Comprou até um sobretudo classe A, apesar do calor infernal que fazia na cidade onde morava.
Cansou do estilo rápido. Agatha Christie começou a se tornar repetitivo, e Hercule Poirot deixou de ser um gênio pra se tornar só um chatinho belga com bigodes engraçados. Entretanto, a parte de policial acabou levando para outro terreno, até então, pouco explorado: quadrinhos. Foi aí que a vida começou a ficar mais fácil.
Nao que ela ligasse muito pra imagens - no geral, ela preferia as mil palavras do que a tal "boa foto" - mas depois de descobrir o mundo mágico das hq's, ela percebeu que facilitava muito seu trabalho de acreditar, afinal, se as figuras não substituem as palavras, elas ajudam bastante a complementar.
Ultimamente, entretanto, andava pendendo para assuntos um tanto quanto apavorantes. Depois de ler "Lovecraft", em quadrinho, resolveu abrir os velhos livros dos quais tinha medo quando criança e que agora pareceriam um pouco mais inofensivos.
Aí o velho hábito pegou. Suas noites nunca mais foram tão bem dormidas e apesar de, no fundo no fundo, ela sabia que gostava de sentir medo, percebeu que, talvez, fosse hora de procurar um psiquiatra para tratar dessa sua pequena mania.
"Psiquiatra, não, né. Psicólogo. Ainda não cheguei neste grau de loucura.", pensou consigo mesma naquele dia que refletia sobre tudo isso na rua.
Ela estendeu a mão e pensou ter sentido uma gota de água. Era só o que faltava. Depois de seis mil aulas naquele dia, com um sol de rachar lá fora, quando ela finalmente encontrava-se livre para aproveitar o universo, TINHA que chover.
Respirou fundo e procurou não praguejar: esse era outro hábito de gente louca que ela não podia se dar ao luxo de incorporar. "Só um já tá bom, por enquanto.". Sorriu pra si mesma, sarcasticamente. "Mas que dá vontade de mandar tomar no... dá."
A chuva apertou e ela se abrigou no primeiro lugar que apareceu. Sabia que era um perigo ficar embaixo de uma marquise de concreto mal feita e com mais de cinquenta anos, mas não tinha muita importância. Do jeito que detestava tomar chuva sem estar no humor pra isso, preferia o concreto. Sem sombra de dúvida.
Olhou o relógio e constatou que ia se atrasar para o jantar em família. Vida de pedestre é dureza, especialmente se é dureza o suficiente de estar sem grana pra ônibus. "Andar é bom e emagrece, mas andar na chuva ninguém merece. Olha só, rimou!". Bateu palmas como uma criança feliz ou como uma louca retardada.
Virou-se para observar a loja atrás e constatou que era uma daqueles estabelecimentos de brinquedos antigos. Não que fossem antigos de verdade, em idade, mas aquelas coisas que a gente não vê mais todo dia: marionetes, bonecos de madeira, bonecas de macela, casinhas para brincar, forte apache, tudo feito pelas mãos habilidosas de um artesão que ela conseguia visualizar quase como um Gepetto.
Ela ainda se sentia muito criança, às vezes. Seu olhar ficou fascinado nas formas que via. Era o tipo de lugar que muito provavelmente poderia ganhar vida à noite, enquanto ela não estivesse olhando! E aí, teria uma princesa de macela como aquela, o palhaço da corte de massinha como aquele e...
E seus pensamentos voltaram-se para aquela bruxa de marionete. Ela a encarava de volta com seu olhar de boneca de madeira e seu sorriso imóvel entalhado. Imediatamente não gostou dela. Portava uma varinha tosca que parecia mais uma estaca pronta para apunhalar alguém do que uma coisa meio etérea de condão.
Pior que tudo é que era uma fucking marionete! Os fios... eles poderiam ser usados como uma arma à parte! Será que ela dava vida à todos? Será que eram todos como Chuck, o Boneco Assassino, na época em que ele era realmente assustador e não um terror trash de rir?
Será que eram pessoas transformadas em bonecas? Será que elas queriam ajuda? Ou será que só queriam vingança? Será que ela estava sendo atraída lá para dentro por uma força misteriosa?
Será que a porta da loja estava aberta?
[...continua?...]
Tuesday, August 05, 2008
Monday, June 23, 2008
Friday, June 06, 2008
Minha Banda!

^
Ca
Ladys and Gentleman, apresento-lhes a:
DUNAMA IX LEFLAMI!
Grande sucesso com o CD: Where I've Never Been. ;)
1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco
Copiado do Pargarávio. =D
1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco
Copiado do Pargarávio. =D
Sunday, June 01, 2008
Pork and Beans
"Internet people, who are you?! =D"
O segredo - peguei uma certa neura a usar essa palavra. Parece que estou tentando vender alguma coisa pra algum idiota comprar. Hmm. O que não é totalmente errado no caso do blog, tirando a parte de ganhar algum dinheiro com isso. - da vida é perder o medo do ridículo. Pode ser saudável até certo ponto, sabe, ter medo de pagar mico, porque no geral poupa alguém querido de sofrimento e constrangimento, mas vamos e venhamos, para alguém como eu, ter medo do ridículo te tira várias histórias engraçadas que você poderia colocar num livro ou contar pros seus netos.
Admiro muito aquele cara que escreveu "Ria da Minha Vida antes que eu Ria da Sua". Ele deve ser o maior ownado do universo, mas poxa, que coragem e que esperto o jeito como ele virou o jogo. A vida ownou ele, e ele ownou a vida de volta. Hááá! É bem aquela frase de "se a vida te der limões, faça muitos dinheiros espremendo limonada". =P
Um dia eu ainda vou colocar um vídeo retardado meu no youtube, nem que seja o clássico Free Hugs, que eu sempre quis fazer mas nunca encontrei tempo para fazer... eu queria!
ALL YOUR BASE ARE BELONG TO US!
Coisas mágicas que a gente só vê na internet:
My Dick on a Box
Tapa na pantera!
Sanduíche-íche!
All your base are belong to us!
Snakes on a Plane!
GEEKS IN LOVE!
Angry german kid.
Peanut Butter Jelly Time
Wanna buy a Ghost?
Você comeria uma aranha em troca de uma Ferrari?
Menininho e seu nintendo 64
Super Mario GTA
Todas as propagandas da Sprite - lembra do amigo Sprite?
White and Nerdy
Charlie, the Unicorn 1 e 2!
Evolution of Dance
Chocolate Rain - MUITO FODA!
Laços - vencedor do prêmio youtube.
BERTULINA - pela Marli
O cara do What is the Brother.
Daft Punk Mãozinhas
Aliás, Interstella 5555, por favor.
E todos aqueles clipes toscos antigos que a gente gostava de assistir: Backstreet Boys, Spice Girls, pedaços de filmes, desenhos animados em traduções bizarras e aberturas de desenhos antigos...
E O FILME DO BÁTEMA! Feira da Fruta, aê, feira da fruta ahá! Comé que uma porra dessa pode se verdade, comissário?
Internet people, we love you =D
O segredo - peguei uma certa neura a usar essa palavra. Parece que estou tentando vender alguma coisa pra algum idiota comprar. Hmm. O que não é totalmente errado no caso do blog, tirando a parte de ganhar algum dinheiro com isso. - da vida é perder o medo do ridículo. Pode ser saudável até certo ponto, sabe, ter medo de pagar mico, porque no geral poupa alguém querido de sofrimento e constrangimento, mas vamos e venhamos, para alguém como eu, ter medo do ridículo te tira várias histórias engraçadas que você poderia colocar num livro ou contar pros seus netos.
Admiro muito aquele cara que escreveu "Ria da Minha Vida antes que eu Ria da Sua". Ele deve ser o maior ownado do universo, mas poxa, que coragem e que esperto o jeito como ele virou o jogo. A vida ownou ele, e ele ownou a vida de volta. Hááá! É bem aquela frase de "se a vida te der limões, faça muitos dinheiros espremendo limonada". =P
Um dia eu ainda vou colocar um vídeo retardado meu no youtube, nem que seja o clássico Free Hugs, que eu sempre quis fazer mas nunca encontrei tempo para fazer... eu queria!
ALL YOUR BASE ARE BELONG TO US!
Coisas mágicas que a gente só vê na internet:
My Dick on a Box
Tapa na pantera!
Sanduíche-íche!
All your base are belong to us!
Snakes on a Plane!
GEEKS IN LOVE!
Angry german kid.
Peanut Butter Jelly Time
Wanna buy a Ghost?
Você comeria uma aranha em troca de uma Ferrari?
Menininho e seu nintendo 64
Super Mario GTA
Todas as propagandas da Sprite - lembra do amigo Sprite?
White and Nerdy
Charlie, the Unicorn 1 e 2!
Evolution of Dance
Chocolate Rain - MUITO FODA!
Laços - vencedor do prêmio youtube.
BERTULINA - pela Marli
O cara do What is the Brother.
Daft Punk Mãozinhas
Aliás, Interstella 5555, por favor.
E todos aqueles clipes toscos antigos que a gente gostava de assistir: Backstreet Boys, Spice Girls, pedaços de filmes, desenhos animados em traduções bizarras e aberturas de desenhos antigos...
E O FILME DO BÁTEMA! Feira da Fruta, aê, feira da fruta ahá! Comé que uma porra dessa pode se verdade, comissário?
Internet people, we love you =D
Thursday, May 22, 2008
Profusão de Pensamentos.
Acordo pensando no que sonhei depois de dormir. Com o rosto ainda confuso e marcado por tais sonhos, me arrasto pé-ante-pé até o banheiro, para lavar-me a cara, despertar o cérebro.
Miro o espelho, velho amigo e conhecido de todas as mulheres em suas horas felizes e de mágoas. Dessa vez, ele não reflete uma outra personalidade, uma moça do futuro ou do passado, nem um espírito apavorante, nada que pudesse chamar atenção, mas apenas e tão somente, um eu cansado depois de acordar.
E aí, antes de jogar uma água, puxo meus cabelos para trás e me observo ali, os olhos. Aqueles olhos. Mais vivos do que todo o resto. Tudo pode estar completamente errado, mas meus olhos demonstram o que sinto por dentro: viva.
Estou gorda, meus olhos mostram que vou mudar, estou certa, vamos comemorar, estou errada, vou consertar e assim por diante.
Há anos que não notava direito meus olhos. Sempre tinha gostado muito deles, mas é que às vezes, por causa dos óculos, por causa da vida e dos seus afazeres e correrias, eu simplesmente considerei eles parte do rosto e nada mais.
Postei há muito tempo, um texto com o tema dos olhos janelas-da-alma, e lembrei-me exatamente disso quando me olhei no espelho. Apesar do corpo caído, minha alma anda muito saudável...
[...razbliuto...]
Miro o espelho, velho amigo e conhecido de todas as mulheres em suas horas felizes e de mágoas. Dessa vez, ele não reflete uma outra personalidade, uma moça do futuro ou do passado, nem um espírito apavorante, nada que pudesse chamar atenção, mas apenas e tão somente, um eu cansado depois de acordar.
E aí, antes de jogar uma água, puxo meus cabelos para trás e me observo ali, os olhos. Aqueles olhos. Mais vivos do que todo o resto. Tudo pode estar completamente errado, mas meus olhos demonstram o que sinto por dentro: viva.
Estou gorda, meus olhos mostram que vou mudar, estou certa, vamos comemorar, estou errada, vou consertar e assim por diante.
Há anos que não notava direito meus olhos. Sempre tinha gostado muito deles, mas é que às vezes, por causa dos óculos, por causa da vida e dos seus afazeres e correrias, eu simplesmente considerei eles parte do rosto e nada mais.
Postei há muito tempo, um texto com o tema dos olhos janelas-da-alma, e lembrei-me exatamente disso quando me olhei no espelho. Apesar do corpo caído, minha alma anda muito saudável...
[...razbliuto...]
Wednesday, May 14, 2008
"É assim que as moças como ela costumam agir. Otelo encantou Desdêmona contando-lhe histórias. Mas será que Desdêmona não encantou Otelo pela maneira como escutava?"
Sir. Eustace Pedler, o senhor é um gênio.
["O Homem do Terno Marrom", da Agatha Christie, é um dos meus livros favoritos de todos os tempos. Toda moça com uma gota de romantismo aventureiro na veia deveria ler esse livro. Viva Anne Beddingfeld!]
Sir. Eustace Pedler, o senhor é um gênio.
["O Homem do Terno Marrom", da Agatha Christie, é um dos meus livros favoritos de todos os tempos. Toda moça com uma gota de romantismo aventureiro na veia deveria ler esse livro. Viva Anne Beddingfeld!]
Monday, May 12, 2008
Quentinha
Quando sentei para escrever alguma coisa aqui, pensei primeiramente que gostaria de escrever algo quentinho.
É difícil querer escrever sem ter uma história, sem ter um fio da meada, mas de meu livro de inspiração eu faço o mundo - e o mundo hoje está realmente frio. Estava um dia nem feio nem bonito, cheio de pessoas doentes e gripadas, com seus narizes escorrendo e arrastando o passo pelo corredor da escola.
E quando eu cheguei no fundo da classe, sentada na frente de uma moça de casaco listrado verde e cinza, um tanto quanto falante que me cumprimentou hoje com um "Nossa, você está acabada", percebi que seria um dia realmente frio se eu não fizesse alguma coisa.
Coloquei um casaco e isso aqueceu meu corpo e acalentou minha alma. Voltei-me para as pessoas ao meu redor e tentei sorrir, ser simpática e fazer graça com as melecas do meu nariz - que fungava, fungava e fungava.
O moço ao meu lado estava um tanto quanto sorridente hoje, o que tornou nossa convivência um pouco mais agradável do que vinha sendo ultimamente. O "arcanjo" - como ele costumava se apelidar nas histórias infindáveis que ele escreve no mesmo caderno desde sempre - estava mais parecido com um ser gente hoje.
A moça já citada do casaco listrado estava contente porque seus planos estavam correndo muito bem e eu a via se dando cada vez melhor com o rapaz ao seu lado: um ser smurfético de lentes de contato que às vezes desfocavam. Eles riam e eu percebia que eles não pareciam ter frio hoje.
Olhei para o outro lado: pessoas muito ocupadas em seus afazeres, mas que mesmo com frio procuravam-se se esquentar. O moço alto que costuma ser meu melhor amigo, parecia de bom humor, especialmente porque seu nariz - costumeiramente cheio de 'atchoos' - estava cooperando com seu estado de espírito.
Uma moça de cabelos ruivos estudava e estudava, mas sei que ela pensava num show de guitarra que faria numa sexta-feira próxima. Assim como outra, de cabelo sempre preso em coque e sorriso engraçado, de olhos verdadeiros, que ansiava por alguma coisa que eu não sabia bem o que.
Era com isso que me aquecia: tentando adivinhar o que cada um estava pensando. Sei que a querida estressada estava estudando física compenetradamente, mas em qual dos rapazes que ela vinha me falar estaria pensando?
No fim do dia, eu merecia um descanso enquanto pensava no que vir escrever aqui, e tudo se resumiu com o moço de cabelos compridos falando sobre uma certa (eu) moleca quentinha...
Quentinha, quentinha...
Acho que hoje eu entendo a importância do Superman ser quentinho, Lois... ;D
É difícil querer escrever sem ter uma história, sem ter um fio da meada, mas de meu livro de inspiração eu faço o mundo - e o mundo hoje está realmente frio. Estava um dia nem feio nem bonito, cheio de pessoas doentes e gripadas, com seus narizes escorrendo e arrastando o passo pelo corredor da escola.
E quando eu cheguei no fundo da classe, sentada na frente de uma moça de casaco listrado verde e cinza, um tanto quanto falante que me cumprimentou hoje com um "Nossa, você está acabada", percebi que seria um dia realmente frio se eu não fizesse alguma coisa.
Coloquei um casaco e isso aqueceu meu corpo e acalentou minha alma. Voltei-me para as pessoas ao meu redor e tentei sorrir, ser simpática e fazer graça com as melecas do meu nariz - que fungava, fungava e fungava.
O moço ao meu lado estava um tanto quanto sorridente hoje, o que tornou nossa convivência um pouco mais agradável do que vinha sendo ultimamente. O "arcanjo" - como ele costumava se apelidar nas histórias infindáveis que ele escreve no mesmo caderno desde sempre - estava mais parecido com um ser gente hoje.
A moça já citada do casaco listrado estava contente porque seus planos estavam correndo muito bem e eu a via se dando cada vez melhor com o rapaz ao seu lado: um ser smurfético de lentes de contato que às vezes desfocavam. Eles riam e eu percebia que eles não pareciam ter frio hoje.
Olhei para o outro lado: pessoas muito ocupadas em seus afazeres, mas que mesmo com frio procuravam-se se esquentar. O moço alto que costuma ser meu melhor amigo, parecia de bom humor, especialmente porque seu nariz - costumeiramente cheio de 'atchoos' - estava cooperando com seu estado de espírito.
Uma moça de cabelos ruivos estudava e estudava, mas sei que ela pensava num show de guitarra que faria numa sexta-feira próxima. Assim como outra, de cabelo sempre preso em coque e sorriso engraçado, de olhos verdadeiros, que ansiava por alguma coisa que eu não sabia bem o que.
Era com isso que me aquecia: tentando adivinhar o que cada um estava pensando. Sei que a querida estressada estava estudando física compenetradamente, mas em qual dos rapazes que ela vinha me falar estaria pensando?
No fim do dia, eu merecia um descanso enquanto pensava no que vir escrever aqui, e tudo se resumiu com o moço de cabelos compridos falando sobre uma certa (eu) moleca quentinha...
Quentinha, quentinha...
Acho que hoje eu entendo a importância do Superman ser quentinho, Lois... ;D
Friday, May 09, 2008
Under the Iron Sky... [2]
Parece uma premissa muito muito interessante.
Não sei se sou só eu que gosta desses filmes/livros/coisas onde se mexe em algum pequeno ponto da história no passado e se cria um futuro completamente diferente. Sou fascinada por essas possibilidades e por essas coisas, especialmente se me fazem sentir imersa no universo, lançam um mol de coisas que me façam sentir parte da história.
E sim, parece que temos mais um desse gênero chegando.
Não sei se havia comentado antes sobre "A Mão que Cria", excelente livro do Octavio Aragão, brasileiro muito simpático ao que me consta, que conta a história de um mundo onde híbridos de homens e golfinhos deram origem a uma outra civilização, onde Julio Verne foi presidente da França, as pesquisas do Dr.Moreau foram levadas a cabo, entre outras coisas. Vale a pena ler.
Mas quero falar hoje sobre essa produção sci-fi independente chamada Iron Sky. A proposta parece absurda - e por isso mesmo, encantadora.
Nazistas, pressentindo o fim da guerra, foram instalar uma base na Lua e agora, no ano de 2018, eles vão voltar para uma nova tentativa. Ou é o que parece - quem sabe o que o roteiro aguarda de surpresa para nosotros?
Enfim, fiquem com o delicioso teaser-trailer da produção, que luta para conseguir uma graninha de financiamento:
Não sei se sou só eu que gosta desses filmes/livros/coisas onde se mexe em algum pequeno ponto da história no passado e se cria um futuro completamente diferente. Sou fascinada por essas possibilidades e por essas coisas, especialmente se me fazem sentir imersa no universo, lançam um mol de coisas que me façam sentir parte da história.
E sim, parece que temos mais um desse gênero chegando.
Não sei se havia comentado antes sobre "A Mão que Cria", excelente livro do Octavio Aragão, brasileiro muito simpático ao que me consta, que conta a história de um mundo onde híbridos de homens e golfinhos deram origem a uma outra civilização, onde Julio Verne foi presidente da França, as pesquisas do Dr.Moreau foram levadas a cabo, entre outras coisas. Vale a pena ler.
Mas quero falar hoje sobre essa produção sci-fi independente chamada Iron Sky. A proposta parece absurda - e por isso mesmo, encantadora.
Nazistas, pressentindo o fim da guerra, foram instalar uma base na Lua e agora, no ano de 2018, eles vão voltar para uma nova tentativa. Ou é o que parece - quem sabe o que o roteiro aguarda de surpresa para nosotros?
Enfim, fiquem com o delicioso teaser-trailer da produção, que luta para conseguir uma graninha de financiamento:
Thursday, May 08, 2008
Uma raça muito, mas muito tosca.
Não precisa juntar 2+2 pra saber que estou falando do homem. Como noventa por cento dos meus posts, escrevo em um momento reflexivo, pra exaltar, não as qualidades do ser 'pensante' humano, mas para ressaltar que realmente, nossa raça é MUITO tosca.
É um tanto quanto hipócrita que a gente finja um monte de coisa. Por exemplo, que nos guiamos por outra coisa que não sexo. "Sexo não é tudo, mas é quase.". É. O resto a gente inventou só pra dar um tempo entre um orgasmo e outro.
Acho o sexo masculino extremamente visceral nesse ponto. Sexo é a força motriz dele. É meio chato de encarar, especialmente se você for o que os 'playsson' (ô modinha maldita) chamam de 'barro'. Não, ser inteligente não conta. É, às vezes, um afrodisiaco, mas homem não quer saber disso, no fundo, no fundo. Homem quer uma mulher inteligente pra casar, mas ora, e pra fazer sexo?
Ou vai dizer que a mulher não precisa de sexo de vez em quando também?
Outra coisa que a sociedade mente. Não, mulher não é lá muito desenvolvida, não. Ou não estaria brigando por homem até hoje e sendo bombardeada pela mídia com matérias do tipo "como agarrar seu homem" e, posteriormente, "como manter seu homem.".
Mulher é bicho ruim, é sim. Os homens jogam mais aberto (não sei se por caráter moral, ou se por estarem tão acostumados a usar a força bruta pra conseguirem as coisas, desaprenderam a usar o lado intriguento do cérebro), as mulheres jogam baixo. Nós espalhamos 'rumores', 'fofocas', quebramos amizade, apenas por um cara que nos lançou um olhar certa vez.
Quando somos bonitas, usamos homens quando bem entendemos, mantemo-os na palma da mão, e procuramos as coisas erradas neles. Quando somos feias, manipulamos o jogo ao nosso favor para que alguém sempre esteja devendo algo pra gente, ou então 'se apaixonando'.
Escolhemos os caras que parecem ser menos bonitos que a gente porque é muito fácil manter alguém menos bonito do seu lado do que alguém mais bonito. Dificilmente você vê um cara bonito com uma mina feia, mas você sempre vê por aí mulher lindíssima com caras horríveis.
E me pergunto: quem come as feias? ...
É meio chato encarar tudo isso, porque você cresce, fica velha, beleza sempre vai embora, e aí, quando você pensa que será reconhecido o seu cérebro.... vão embora também os homens que te cercaram, procurando alguém mais nova, que provavelmente vai ficar deslumbrada com seu conhecimento e com sua virilidade de viagra....
E a mulher - ô bicho amaldiçoado - cresce com medo desse dia e quando chega lá (ah, porque tirando algumas afortunadas, que eternizam seu amor no meio do caminho - seja morrendo, ou dizendo que o fazem - para todas o dia chega), envenenam o que há no caminho.
Poucas chegam a uma iluminação espiritual que as permita viver feliz sem.
Nem tampouco virando lésbica a moça está livre desse jogo de artimanha: ou se vira lésbica e procura-se uma mulher com as mesmas características masculinas, ou então, se torna a figura com característica masculina...
Posso estar enganada - e aliás, esse post revela o quão pequena e sem vida eu sou, porque não conheço muito do mundo pra dizer tudo que digo. Daqui uns anos eu refaço isso aqui e tiro uma comparação - mas nunca vi duas moças verdadeiramente 'femininas' juntas.
Acho que mulher combate mulher... o que é uma coisa muito idiota de se fazer, mas é feito ainda assim, consciente ou inconscientemente!
E aí a gente fecha os olhos e finge que tá tudo bem - e esse é o real problema. Se pelo menos dissessem isso tudo na cara-dura, as coisas seriam tão mais simples... - que o amor virá pra redimir a todos e eu já nem sei mais o que pensar quanto a essa história toda...
Chego apenas a conclusão de que é uma raça, muito, muito, mas realmente tosca... Se Deus existe ele esqueceu de colocar uns genes a mais, pra podermos dizer que não somos realmente animais....
"O amor nos contos de fadas, entre uma balada e um blues..."
É um tanto quanto hipócrita que a gente finja um monte de coisa. Por exemplo, que nos guiamos por outra coisa que não sexo. "Sexo não é tudo, mas é quase.". É. O resto a gente inventou só pra dar um tempo entre um orgasmo e outro.
Acho o sexo masculino extremamente visceral nesse ponto. Sexo é a força motriz dele. É meio chato de encarar, especialmente se você for o que os 'playsson' (ô modinha maldita) chamam de 'barro'. Não, ser inteligente não conta. É, às vezes, um afrodisiaco, mas homem não quer saber disso, no fundo, no fundo. Homem quer uma mulher inteligente pra casar, mas ora, e pra fazer sexo?
Ou vai dizer que a mulher não precisa de sexo de vez em quando também?
Outra coisa que a sociedade mente. Não, mulher não é lá muito desenvolvida, não. Ou não estaria brigando por homem até hoje e sendo bombardeada pela mídia com matérias do tipo "como agarrar seu homem" e, posteriormente, "como manter seu homem.".
Mulher é bicho ruim, é sim. Os homens jogam mais aberto (não sei se por caráter moral, ou se por estarem tão acostumados a usar a força bruta pra conseguirem as coisas, desaprenderam a usar o lado intriguento do cérebro), as mulheres jogam baixo. Nós espalhamos 'rumores', 'fofocas', quebramos amizade, apenas por um cara que nos lançou um olhar certa vez.
Quando somos bonitas, usamos homens quando bem entendemos, mantemo-os na palma da mão, e procuramos as coisas erradas neles. Quando somos feias, manipulamos o jogo ao nosso favor para que alguém sempre esteja devendo algo pra gente, ou então 'se apaixonando'.
Escolhemos os caras que parecem ser menos bonitos que a gente porque é muito fácil manter alguém menos bonito do seu lado do que alguém mais bonito. Dificilmente você vê um cara bonito com uma mina feia, mas você sempre vê por aí mulher lindíssima com caras horríveis.
E me pergunto: quem come as feias? ...
É meio chato encarar tudo isso, porque você cresce, fica velha, beleza sempre vai embora, e aí, quando você pensa que será reconhecido o seu cérebro.... vão embora também os homens que te cercaram, procurando alguém mais nova, que provavelmente vai ficar deslumbrada com seu conhecimento e com sua virilidade de viagra....
E a mulher - ô bicho amaldiçoado - cresce com medo desse dia e quando chega lá (ah, porque tirando algumas afortunadas, que eternizam seu amor no meio do caminho - seja morrendo, ou dizendo que o fazem - para todas o dia chega), envenenam o que há no caminho.
Poucas chegam a uma iluminação espiritual que as permita viver feliz sem.
Nem tampouco virando lésbica a moça está livre desse jogo de artimanha: ou se vira lésbica e procura-se uma mulher com as mesmas características masculinas, ou então, se torna a figura com característica masculina...
Posso estar enganada - e aliás, esse post revela o quão pequena e sem vida eu sou, porque não conheço muito do mundo pra dizer tudo que digo. Daqui uns anos eu refaço isso aqui e tiro uma comparação - mas nunca vi duas moças verdadeiramente 'femininas' juntas.
Acho que mulher combate mulher... o que é uma coisa muito idiota de se fazer, mas é feito ainda assim, consciente ou inconscientemente!
E aí a gente fecha os olhos e finge que tá tudo bem - e esse é o real problema. Se pelo menos dissessem isso tudo na cara-dura, as coisas seriam tão mais simples... - que o amor virá pra redimir a todos e eu já nem sei mais o que pensar quanto a essa história toda...
Chego apenas a conclusão de que é uma raça, muito, muito, mas realmente tosca... Se Deus existe ele esqueceu de colocar uns genes a mais, pra podermos dizer que não somos realmente animais....
"O amor nos contos de fadas, entre uma balada e um blues..."
Sunday, May 04, 2008
Ay, caramba!
Só pro Rod não chorar. =D
EU:
• Eu tenho: 16 anos
• Eu desejo: ser independente.
• Eu odeio: que se intrometam [2]
• Eu escuto: todo mundo que tem algo a dizer.
• Eu tenho medo: de esquecer - é por isso que escrevo.
• Eu não estou: louca [?].
• Eu choro: sozinha.
• Eu perco: pessoas, com razoável facilidade.
• Eu preciso: dar um jeito na minha vida.
• Eu devo: focar no estudo [3]
• Me dói: a cabeça, principalmente e quase sempre inesperadamente.
SIM OU NÃO:
• Tem um diário? Sim. Anoto as coisas pra não esquecer da minha vida depois.
• Gosta de cozinhar? Bastante - é terapêutico.
• Gosta de tempestades? Sim.
• Há algum segredo que você não tenha contado a ninguém? Tem. Vários.
• Põe seu relógio uns minutos adiantados? Atrasado.
• Acredita no amor? Quase todo o dia.
• Toma banho todos os dias? Sempre.
• Quer casar? Próxima.
QUEM/QUAL É:
• A pessoa mais estranha: Meus pais.
• A pessoa mais chata: Me dá um F, me dá um R...
• A pessoa que te conhece melhor: Rod. Minha mãe. Thiago [...].
• O professor mais chato: Bosco [2], oh yeah.
• A frase que mais usa no msn: pedaços de músicas.
• Sua(s) banda(s) favorita(s): Kamelot, às vezes.
• Seu maior desejo: "tentar conquistar o mundo!"
ALGUM DIA PODERIA:
• Comer uma lagarta? Talvez.
• Matar alguem? Provável.
• Saltar de paraquedas? Talvez.
• Cantar em um karaokê? Fácil.
• Fazer strip-tease? Muito muito fácil.
• Ser vegetariano? Se necessário.
• Roubar uma loja? Sim.
• Se maquiar em publico? Só com um espelho no bolso, pra me ver.
SE FOSSE:
Se eu fosse um mês seria... julho ;)
Se eu fosse um dia da semana seria... quinta-feira - perto o suficiente da sexta, mas com menos agitação e mais glamour.
Se eu fosse um número seria... 27
Se eu fosse um planeta seria... Marte, só porque o Marciano engraçado dos Looney Toons iria morar comigo.
Se eu fosse uma direção seria... Oposta.
Se eu fosse um móvel seria... armário - sempre confidente, e sempre guardando esqueleto dos outros. Além do quê, sempre tem algo divertido, ou obscuro no armário. ;)
Se eu fosse um líquido seria... Vodka, pra animar as coisas.
Se eu fosse um pecado seria... Gula, porque é bom.
Se eu fosse uma pedra seria... Esmeralda.
Se eu fosse um metal seria... Mithril (valha-me LotR!)
Se eu fosse uma árvore seria... Sakura ;)
Se eu fosse uma fruta seria... Uvas bem roxas, pra fazer vinho tinto.
Se eu fosse uma flor seria... flor-de-liz.
Se eu fosse um clima seria... Frio.
Se eu fosse um instrumento musical seria... Piano.
Se eu fosse um elemento seria... Fogo.
Se eu fosse uma cor seria... Lilás.
Se eu fosse um animal seria... Dragão [conta?]
Se eu fosse um som seria... o assovio de uma pessoa feliz.
Se eu fosse uma letra de música seria... A que cai perfeitamente no momento que você tá passando.
Se eu fosse uma canção seria... Scarborough Fair [?]
Se eu fosse um perfume seria... Floratta in Bleu.
Se eu fosse um sentimento seria... Nostalgia.
Se eu fosse um livro seria... O Misterioso Sr. Quin.
Se eu fosse um personagem de livros seria... pô, aí fodeu. Anne Beddingfield, do Homem do Terno Marrom parece uma boa escolha.
Se eu fosse uma comida seria... AZEITONAS!
Se eu fosse um lugar (cidade) seria... um que tivesse uma vista mó bonita.
Se eu fosse um gosto seria... salgado.
Se eu fosse um cheiro seria... de café recém-moído.
Se eu fosse uma palavra seria... FIRFO. Soa tão bem.
Se eu fosse um verbo seria... Escutar.
Se eu fosse um objeto seria... uma faca - mil e uma utilidades.
Se eu fosse um desenho animado seria... Nadja! [aaaah, é tão firfo] ou Sakura [difícil escolher!]
Se eu fosse um filme seria... atualmente, Homem de Ferro. Eu gostei tanto *-*
Se eu fosse um personagem da TV seria... Cuddy - de House. Mulher foda ;)
Se eu fosse uma roupa seria... Detesto Roupas.
Se eu fosse uma parte do corpo seria... Cerebelo \o/
Se eu fosse uma expressão seria... "Ay, caramba!"
Se eu fosse forma seria... um triângulo-retângulo S2
Se eu fosse uma estação seria... Outono.
Se eu fosse uma frase seria... "Jesus Morreu na Cruz por você, já agradeceu a ele hoje?".
EU:
• Eu tenho: 16 anos
• Eu desejo: ser independente.
• Eu odeio: que se intrometam [2]
• Eu escuto: todo mundo que tem algo a dizer.
• Eu tenho medo: de esquecer - é por isso que escrevo.
• Eu não estou: louca [?].
• Eu choro: sozinha.
• Eu perco: pessoas, com razoável facilidade.
• Eu preciso: dar um jeito na minha vida.
• Eu devo: focar no estudo [3]
• Me dói: a cabeça, principalmente e quase sempre inesperadamente.
SIM OU NÃO:
• Tem um diário? Sim. Anoto as coisas pra não esquecer da minha vida depois.
• Gosta de cozinhar? Bastante - é terapêutico.
• Gosta de tempestades? Sim.
• Há algum segredo que você não tenha contado a ninguém? Tem. Vários.
• Põe seu relógio uns minutos adiantados? Atrasado.
• Acredita no amor? Quase todo o dia.
• Toma banho todos os dias? Sempre.
• Quer casar? Próxima.
QUEM/QUAL É:
• A pessoa mais estranha: Meus pais.
• A pessoa mais chata: Me dá um F, me dá um R...
• A pessoa que te conhece melhor: Rod. Minha mãe. Thiago [...].
• O professor mais chato: Bosco [2], oh yeah.
• A frase que mais usa no msn: pedaços de músicas.
• Sua(s) banda(s) favorita(s): Kamelot, às vezes.
• Seu maior desejo: "tentar conquistar o mundo!"
ALGUM DIA PODERIA:
• Comer uma lagarta? Talvez.
• Matar alguem? Provável.
• Saltar de paraquedas? Talvez.
• Cantar em um karaokê? Fácil.
• Fazer strip-tease? Muito muito fácil.
• Ser vegetariano? Se necessário.
• Roubar uma loja? Sim.
• Se maquiar em publico? Só com um espelho no bolso, pra me ver.
SE FOSSE:
Se eu fosse um mês seria... julho ;)
Se eu fosse um dia da semana seria... quinta-feira - perto o suficiente da sexta, mas com menos agitação e mais glamour.
Se eu fosse um número seria... 27
Se eu fosse um planeta seria... Marte, só porque o Marciano engraçado dos Looney Toons iria morar comigo.
Se eu fosse uma direção seria... Oposta.
Se eu fosse um móvel seria... armário - sempre confidente, e sempre guardando esqueleto dos outros. Além do quê, sempre tem algo divertido, ou obscuro no armário. ;)
Se eu fosse um líquido seria... Vodka, pra animar as coisas.
Se eu fosse um pecado seria... Gula, porque é bom.
Se eu fosse uma pedra seria... Esmeralda.
Se eu fosse um metal seria... Mithril (valha-me LotR!)
Se eu fosse uma árvore seria... Sakura ;)
Se eu fosse uma fruta seria... Uvas bem roxas, pra fazer vinho tinto.
Se eu fosse uma flor seria... flor-de-liz.
Se eu fosse um clima seria... Frio.
Se eu fosse um instrumento musical seria... Piano.
Se eu fosse um elemento seria... Fogo.
Se eu fosse uma cor seria... Lilás.
Se eu fosse um animal seria... Dragão [conta?]
Se eu fosse um som seria... o assovio de uma pessoa feliz.
Se eu fosse uma letra de música seria... A que cai perfeitamente no momento que você tá passando.
Se eu fosse uma canção seria... Scarborough Fair [?]
Se eu fosse um perfume seria... Floratta in Bleu.
Se eu fosse um sentimento seria... Nostalgia.
Se eu fosse um livro seria... O Misterioso Sr. Quin.
Se eu fosse um personagem de livros seria... pô, aí fodeu. Anne Beddingfield, do Homem do Terno Marrom parece uma boa escolha.
Se eu fosse uma comida seria... AZEITONAS!
Se eu fosse um lugar (cidade) seria... um que tivesse uma vista mó bonita.
Se eu fosse um gosto seria... salgado.
Se eu fosse um cheiro seria... de café recém-moído.
Se eu fosse uma palavra seria... FIRFO. Soa tão bem.
Se eu fosse um verbo seria... Escutar.
Se eu fosse um objeto seria... uma faca - mil e uma utilidades.
Se eu fosse um desenho animado seria... Nadja! [aaaah, é tão firfo] ou Sakura [difícil escolher!]
Se eu fosse um filme seria... atualmente, Homem de Ferro. Eu gostei tanto *-*
Se eu fosse um personagem da TV seria... Cuddy - de House. Mulher foda ;)
Se eu fosse uma roupa seria... Detesto Roupas.
Se eu fosse uma parte do corpo seria... Cerebelo \o/
Se eu fosse uma expressão seria... "Ay, caramba!"
Se eu fosse forma seria... um triângulo-retângulo S2
Se eu fosse uma estação seria... Outono.
Se eu fosse uma frase seria... "Jesus Morreu na Cruz por você, já agradeceu a ele hoje?".
Testes
Coisa mais idiota, né?
Mas o blog é meu, então, acho que pelo menos aqui, a gente posta o que quiser. =P Vou por dois que eu vi recentemente: um do Larapius e outro do Crybby.
O primeiro é o do blog do Elessar:
1 -Nome completo:
Raíssa Arlequina.
2 - Apelido:
Rá, Raçança, Arlequina, Deusa, Velha Puta.
3 - Cor favorita:
Vermelho.
4 - Time:
"Doutor, eu não me engano... meu coração é Corinthiano..." (ai, como sofre)
5 - Data de aniversário:
24/07
6 - Onde mora:
Santos
7 - Programa de TV favorito:
O Laboratório de Dexter! [oh, nostalgia!]
8 - O que você tem no mouse pad:
Porra nenhuma!
9 - Cheiros favoritos:
Forno pré-aquecendo...
10 - Pior sentimento do mundo:
Culpa
11 - Melhor sentimento do mundo:
Plenitude.
12 - Dois defeitos seus:
Egoísta e Síndrome de "Coitadinha de mim!"
13 - Duas qualidades:
Modéstia e Ironia ;)
14 - Qual a 1ª coisa que você pensa quando acorda de manhã?
"Trinta motivos para não ir pra escola hoje..."
15 - É romântico?
E como...
16 - Montanha-russa: assustadora ou excitante?
As duas coisas.
17 - Caneta ou lápis?
Lápis. Sem dúvida.
18 - Quantos toques antes de atender o telefone?
A pergunta é "quantas ligações" não quantos toques. Menos de 2 não conta...
19 - É amigo do telefone ou só usa quando necessário?
Telefone é Coisa do Demônio.
20 - Comida?
Oba!
21 - Você se dá bem com seus pais?
Geralmente, sim.
22 - Quem você tem como irmão?
Tales (meu irmão de verdade, não troco ele por ninguém), o Rod, o Duza e o Danilo. =)
23 - Namorar ou ficar?
Depende de como eu estou. Tem horas que namorar é um saco e tem horas que ficar é muito vazio...
24 - Vc tem muitos amigos?
Não muitos, nem em quantidade, nem em qualidade. Às vezes, faz falta.
27 - O que você mais gosta de fazer ?
Escrever.
28 - Chocolate ou baunilha?
Doce de leite \o/
29 - Sorvete preferido:
Limão ;)
30- Torrada ou bancon?
Torrada.
31 - De quem você sente saudade?
De quem eu era, das coisas que eu um dia desejei ser...
33 - Quem você levaria para uma ilha deserta?
Alguém filha da puta pra deixar lá até morrer.
34 - Qual seu signo?
Leão.
35 - Qual o seu escritor favorito?
Complicou, né? Agatha Christie nunca me deixou na mão com livro algum...
36 - Qual sua bebida favorita?
Curiosamente, água. Apesar de eu ter um caso apaixonado com a Coca-Cola. ;)
37 - Para tingir seu cabelo de uma cor, qual seria?
Rosa. Laranja. Algo berrante. Tipo a Clementine, do Brilho Eterno de uma mente Sem Lembranças. Tirando o fato de que provavelmente ia ficar horrível em mim, já que eu não sou nada parecida com ela.
38 - O que tem nas paredes do seu quarto?
Quebra-cabeças.
39 - O que tem debaixo da sua cama?
Canetas, lápis, papéis, bonequinhos, remédios de nariz, um ninho de mafagafos, um monstro que me paga aluguel, um portal interdimensional e toda a sorte de coisa que eu vivo procurando mas nunca acho.
40 - Você é destro, canhoto ou ambi-destro?
Destro
41- Qual seu número favorito?
29.
42 - Noite ou dia?
Crepúsculo.
43 - Qual é o carro dos seus sonhos?
um Fusca vermelho com uma placa escrito "RAS 0666". Eu juro.
44 - Esporte favorito:
DANÇA FLAMENCA! Ah. Conta? Se não, natação tá bom, também.
45 - Um grande amor da sua vida:
Pucco! \o/
46 - Está apaixonado no momento?
Sim, um tantin. =)
47 -Está sendo correspondido?
Sei lá se ele ainda tá apaixonado por mim, mas eu acho. ;)
48 - Vale a pena amar?
"Tudo vale a pena se a alma não é pequena." - não é porque é cliché que deixa de ser verdade.
49 - Que você estava ouvindo enquanto respondia este questionário?
"Million Miles Away From Home" - Akira + som da máquina de lavar batendo.
50 - Melhor beijo:
O beijo do "quero mais.".
51 - Menina que você mais amou na vida:
Julia Horcel Ribeiro, a minha querida amiga moça de cristal! \o/
52 - Medo de alguma coisa?
E quem não tem, né?
53 - Se sim, de que?
Da minha própria cabeça.
54 - Um sonho:
Publicar meu livro.
55 - Hora de dormir:
Boa noite, Cinderela. ;)
56 - Banda preferida:
Kamelot.
57 - Uma frase:
"AAAH!"
58 - Uma música:
Until Kingdom Come - Kamelot.
59 - Uma mania:
/poke.
60 - Diga adeus agora:
No geral, eu só vou embora, sem dar tchau....
Mas o blog é meu, então, acho que pelo menos aqui, a gente posta o que quiser. =P Vou por dois que eu vi recentemente: um do Larapius e outro do Crybby.
O primeiro é o do blog do Elessar:
1 -Nome completo:
Raíssa Arlequina.
2 - Apelido:
Rá, Raçança, Arlequina, Deusa, Velha Puta.
3 - Cor favorita:
Vermelho.
4 - Time:
"Doutor, eu não me engano... meu coração é Corinthiano..." (ai, como sofre)
5 - Data de aniversário:
24/07
6 - Onde mora:
Santos
7 - Programa de TV favorito:
O Laboratório de Dexter! [oh, nostalgia!]
8 - O que você tem no mouse pad:
Porra nenhuma!
9 - Cheiros favoritos:
Forno pré-aquecendo...
10 - Pior sentimento do mundo:
Culpa
11 - Melhor sentimento do mundo:
Plenitude.
12 - Dois defeitos seus:
Egoísta e Síndrome de "Coitadinha de mim!"
13 - Duas qualidades:
Modéstia e Ironia ;)
14 - Qual a 1ª coisa que você pensa quando acorda de manhã?
"Trinta motivos para não ir pra escola hoje..."
15 - É romântico?
E como...
16 - Montanha-russa: assustadora ou excitante?
As duas coisas.
17 - Caneta ou lápis?
Lápis. Sem dúvida.
18 - Quantos toques antes de atender o telefone?
A pergunta é "quantas ligações" não quantos toques. Menos de 2 não conta...
19 - É amigo do telefone ou só usa quando necessário?
Telefone é Coisa do Demônio.
20 - Comida?
Oba!
21 - Você se dá bem com seus pais?
Geralmente, sim.
22 - Quem você tem como irmão?
Tales (meu irmão de verdade, não troco ele por ninguém), o Rod, o Duza e o Danilo. =)
23 - Namorar ou ficar?
Depende de como eu estou. Tem horas que namorar é um saco e tem horas que ficar é muito vazio...
24 - Vc tem muitos amigos?
Não muitos, nem em quantidade, nem em qualidade. Às vezes, faz falta.
27 - O que você mais gosta de fazer ?
Escrever.
28 - Chocolate ou baunilha?
Doce de leite \o/
29 - Sorvete preferido:
Limão ;)
30- Torrada ou bancon?
Torrada.
31 - De quem você sente saudade?
De quem eu era, das coisas que eu um dia desejei ser...
33 - Quem você levaria para uma ilha deserta?
Alguém filha da puta pra deixar lá até morrer.
34 - Qual seu signo?
Leão.
35 - Qual o seu escritor favorito?
Complicou, né? Agatha Christie nunca me deixou na mão com livro algum...
36 - Qual sua bebida favorita?
Curiosamente, água. Apesar de eu ter um caso apaixonado com a Coca-Cola. ;)
37 - Para tingir seu cabelo de uma cor, qual seria?
Rosa. Laranja. Algo berrante. Tipo a Clementine, do Brilho Eterno de uma mente Sem Lembranças. Tirando o fato de que provavelmente ia ficar horrível em mim, já que eu não sou nada parecida com ela.
38 - O que tem nas paredes do seu quarto?
Quebra-cabeças.
39 - O que tem debaixo da sua cama?
Canetas, lápis, papéis, bonequinhos, remédios de nariz, um ninho de mafagafos, um monstro que me paga aluguel, um portal interdimensional e toda a sorte de coisa que eu vivo procurando mas nunca acho.
40 - Você é destro, canhoto ou ambi-destro?
Destro
41- Qual seu número favorito?
29.
42 - Noite ou dia?
Crepúsculo.
43 - Qual é o carro dos seus sonhos?
um Fusca vermelho com uma placa escrito "RAS 0666". Eu juro.
44 - Esporte favorito:
DANÇA FLAMENCA! Ah. Conta? Se não, natação tá bom, também.
45 - Um grande amor da sua vida:
Pucco! \o/
46 - Está apaixonado no momento?
Sim, um tantin. =)
47 -Está sendo correspondido?
Sei lá se ele ainda tá apaixonado por mim, mas eu acho. ;)
48 - Vale a pena amar?
"Tudo vale a pena se a alma não é pequena." - não é porque é cliché que deixa de ser verdade.
49 - Que você estava ouvindo enquanto respondia este questionário?
"Million Miles Away From Home" - Akira + som da máquina de lavar batendo.
50 - Melhor beijo:
O beijo do "quero mais.".
51 - Menina que você mais amou na vida:
Julia Horcel Ribeiro, a minha querida amiga moça de cristal! \o/
52 - Medo de alguma coisa?
E quem não tem, né?
53 - Se sim, de que?
Da minha própria cabeça.
54 - Um sonho:
Publicar meu livro.
55 - Hora de dormir:
Boa noite, Cinderela. ;)
56 - Banda preferida:
Kamelot.
57 - Uma frase:
"AAAH!"
58 - Uma música:
Until Kingdom Come - Kamelot.
59 - Uma mania:
/poke.
60 - Diga adeus agora:
No geral, eu só vou embora, sem dar tchau....
Sunday, April 27, 2008
"O Misterioso Sr.Quin".
Foi uma pechincha - não custou mais do que onze reais. Não ia comprá-lo se não tivesse que escolher rapidamente um livro pelo qual pudesse trocar o presente que ganhei. Me pego pensando quem teria levado-o caso eu não o tivesse feito.
São doze contos que mostram uma progressão entre os personagens neles apresentados. Em todos, dois são recorrentes: Sr.Satterthwite, um homem de quase setenta anos que vivenciou quase todas as experiências que a vida pode oferecer... em segunda mão; e um certo Sr. Quin, alguém cuja especialidade inclui aparecer e desaparecer sem ser notado.
Há uma espécie de cumplicidade entre os dois personagens, um quê de gato-e-rato ali. O Sr. Quin provoca, o Sr.Satterthwite aceita a provocação e segue a linha. Mas não é sobre isso que eu queria falar.
É sobre o que a história por trás da história conta. Sobre quem é o Sr. Quin, algo que só quem leu o livro pode descobrir, e talvez entenda, o que eu vim tentando perceber há tanto tempo e que é uma história mais antiga do que todos nós.
Eu já pensei em emprestar o livro pra várias pessoas, pedir para que elas lessem, mas no fundo, eu tenho ciúme do livro e me considero especial por ter lido ele. No fundo, eu quero continuar sendo a única a entender o que aquilo quer dizer, eu não quero que alguém comum entenda aquilo e banalize algo que eu acho tão importante.
Não quero que alguém leia e ache mais ou menos, eu queria que a pessoa que lesse, se arrepiasse com o último conto e falasse: "Caralho, é isso mesmo" - e eu morro de medo de fazer o julgamento errado e entregar esse 'conhecimento' nas mãos de alguém que depois vai virar e falar: "Ah, é legal, mas nem é tudo isso não."
E eu vou me sentir mó pequenininha e eu nem quero.
Mas quando chegar a hora, eu juro, eu vou largar esse livro um dia no chão, por aí. E alguém vai achar e esse livro vai acabar servindo ao propósito dele, seja para limpar a bunda de alguém ou para algum outro ser como eu olhar e perceber que "tava na cara e eu nem vi."
-+
São doze contos que mostram uma progressão entre os personagens neles apresentados. Em todos, dois são recorrentes: Sr.Satterthwite, um homem de quase setenta anos que vivenciou quase todas as experiências que a vida pode oferecer... em segunda mão; e um certo Sr. Quin, alguém cuja especialidade inclui aparecer e desaparecer sem ser notado.
Há uma espécie de cumplicidade entre os dois personagens, um quê de gato-e-rato ali. O Sr. Quin provoca, o Sr.Satterthwite aceita a provocação e segue a linha. Mas não é sobre isso que eu queria falar.
É sobre o que a história por trás da história conta. Sobre quem é o Sr. Quin, algo que só quem leu o livro pode descobrir, e talvez entenda, o que eu vim tentando perceber há tanto tempo e que é uma história mais antiga do que todos nós.
Eu já pensei em emprestar o livro pra várias pessoas, pedir para que elas lessem, mas no fundo, eu tenho ciúme do livro e me considero especial por ter lido ele. No fundo, eu quero continuar sendo a única a entender o que aquilo quer dizer, eu não quero que alguém comum entenda aquilo e banalize algo que eu acho tão importante.
Não quero que alguém leia e ache mais ou menos, eu queria que a pessoa que lesse, se arrepiasse com o último conto e falasse: "Caralho, é isso mesmo" - e eu morro de medo de fazer o julgamento errado e entregar esse 'conhecimento' nas mãos de alguém que depois vai virar e falar: "Ah, é legal, mas nem é tudo isso não."
E eu vou me sentir mó pequenininha e eu nem quero.
Mas quando chegar a hora, eu juro, eu vou largar esse livro um dia no chão, por aí. E alguém vai achar e esse livro vai acabar servindo ao propósito dele, seja para limpar a bunda de alguém ou para algum outro ser como eu olhar e perceber que "tava na cara e eu nem vi."
-+
Tuesday, March 18, 2008
às vezes troco confidências com a anna
e me pergunto porque ouço todo mundo
e ela me responde:
porque é importante aumentar
seu repertório de pequenas histórias,
causos e lições que os homens há muito ensinam
mas que ninguém tem tempo de ouvir
ninguém tem tempo de aprender.
e ela me conta que havia essa tribo
já bem mais sábia do que hoje é
que a educação se dava por meio dos mais velhos
passando tudo pros mais novos
que depois de assimilarem, podiam questionar
e perguntar e contestar
e então, quem sabe, mudar.
mas que hoje, hoje ninguém liga pros mais velhos
(e existe gente muito velha por aí
com muitas histórias pra contar)
e que eles todos precisam de uma menina linda
como você pra eles poderem passar
tudo que há pra se aprender.
e aí eu me pergunto
os olhos em lágrima, quase chorando
por quê?
qual é o sentido de tudo saber
se ninguém me ouve
se ninguém está preocupado comigo
se todo mundo acha que suas histórias lhes bastam
e que não há nada mais pra perceber.
por que devo ouvir todo mundo se ninguém quer me ouvir dizer?
e ela me diz
pra torcer, apenas torcer,
pra encontrar uma menina
como eu e você.
aninhada nos braços dela
minha verdadeira mãe, cinderela.
eu durmo em paz, sabendo que alguém
por mim há de olhar.
e me pergunto porque ouço todo mundo
e ela me responde:
porque é importante aumentar
seu repertório de pequenas histórias,
causos e lições que os homens há muito ensinam
mas que ninguém tem tempo de ouvir
ninguém tem tempo de aprender.
e ela me conta que havia essa tribo
já bem mais sábia do que hoje é
que a educação se dava por meio dos mais velhos
passando tudo pros mais novos
que depois de assimilarem, podiam questionar
e perguntar e contestar
e então, quem sabe, mudar.
mas que hoje, hoje ninguém liga pros mais velhos
(e existe gente muito velha por aí
com muitas histórias pra contar)
e que eles todos precisam de uma menina linda
como você pra eles poderem passar
tudo que há pra se aprender.
e aí eu me pergunto
os olhos em lágrima, quase chorando
por quê?
qual é o sentido de tudo saber
se ninguém me ouve
se ninguém está preocupado comigo
se todo mundo acha que suas histórias lhes bastam
e que não há nada mais pra perceber.
por que devo ouvir todo mundo se ninguém quer me ouvir dizer?
e ela me diz
pra torcer, apenas torcer,
pra encontrar uma menina
como eu e você.
aninhada nos braços dela
minha verdadeira mãe, cinderela.
eu durmo em paz, sabendo que alguém
por mim há de olhar.
Quartos.
"I've been thinking flowers - maybe daisies - to brighten up the room!
Don't you think some flowers - pretty daisies - might relieve the gloom?"
Às vezes, basta um pequeno detalhe pra animar o nosso dia, pra mudar um astral, cambiar de figura e de retrato completamente. Recentemente, troquei um dos quadros do meu quarto por outro que me remetia à viagens e isto me deixou ansiosa com as coisas que ainda estão por vir, em vez de me lembrar da firfeza do lugar onde estou. A mudança deu certo - a ansiedade superou meu receio de ir embora.
Gosto de flores, gosto mesmo. Gosto bastante de margaridas, lírios, orquídeas, rosas brancas e flores de liz. Já pensei em tatuar uma flor de liz - até descobrir que era o símbolo dos escoteiros e aí desisti.
Às vezes me descubro apegada à coisas que não imaginava que pudesse ser assim, tipo flores, tipo um colante, um desenho bobo. Tanta coisa... Gostaria que pudesse assistir o show do Ozzy. Gostaria mesmo. Pensei diversas vezes em ir sozinha e voltar na manhã seguinte, cansada e feliz.
Um pensamento leva a outro, e quando se vê já está tão longe de onde começou....
Don't you think some flowers - pretty daisies - might relieve the gloom?"
Às vezes, basta um pequeno detalhe pra animar o nosso dia, pra mudar um astral, cambiar de figura e de retrato completamente. Recentemente, troquei um dos quadros do meu quarto por outro que me remetia à viagens e isto me deixou ansiosa com as coisas que ainda estão por vir, em vez de me lembrar da firfeza do lugar onde estou. A mudança deu certo - a ansiedade superou meu receio de ir embora.
Gosto de flores, gosto mesmo. Gosto bastante de margaridas, lírios, orquídeas, rosas brancas e flores de liz. Já pensei em tatuar uma flor de liz - até descobrir que era o símbolo dos escoteiros e aí desisti.
Às vezes me descubro apegada à coisas que não imaginava que pudesse ser assim, tipo flores, tipo um colante, um desenho bobo. Tanta coisa... Gostaria que pudesse assistir o show do Ozzy. Gostaria mesmo. Pensei diversas vezes em ir sozinha e voltar na manhã seguinte, cansada e feliz.
Um pensamento leva a outro, e quando se vê já está tão longe de onde começou....
Monday, March 17, 2008
Aprendiz de Feiticeiro.
"Vai dormir, menina. Isso, bonitinha, deitadinha na cama. Não, nada de reclamar que é cedo, porque não é - é só olhar pra lua, ela já vai alta no céu. Menina levada, para de mordiscar o cobertor. Nada de histórias pra você se você não parar de morder! Tá, isso mesmo, boa menina. Hmmm, história. Era uma vez uma moça muito linda chamada Aurora...tá, você já conhece essa. Não, não quero contar a história da vovó, você sempre ri na parte onde ela morre caindo da escada. Não gosto disso. Não, não adianta prometer, eu sei que você vai rir. Enfim. Hora de dormir, né? Ah, não vem com essa de que tá com medo, que eu não caio mais. Depois você me prende nessa cama e eu fico toda torta enquanto você dorme tranquila. Olha, pega uma estrela pra dormir com você, elas são boazinhas e brilham, você não precisa ter medo delas. Pronto, ó, uma pra você. É bonita, né? Acho que se chama Elisa. Cuida bem dela, e esconde ela embaixo da cama quando acordar, senão ela morre, como a outra lá. Pronto. Eu dou beijinho pra você dormir, mas vê se não me morde, hein? Seus dentes já tão crescendo demais, você precisa parar com essa força toda. Isso, boa menina. Boa noite, Lily."
I'm running.
"Yes, I'm running to a new world!"
Pensamento de "Eyes on the prize" te ajuda a superar muitas dificuldades. Obstáculos são coisas que você vê quando tira os olhos do objetivo.
Eu acredito em tantas possibilidades, eu acredito que dá pra viver feliz pra sempre, acredito que o mundo pode melhorar e acredito no apocalipse pra salvar a humanidade. E todo o dia, a gente precisa de pequenos atos que renovem nossa fé, para que continuemos a acreditar e lutar pelo que acreditamos.
Eu acredito, por exemplo, que o Yes resolva passar por aqui em sua turnê mundial - e mais do que acreditar, eu sei que se eles vierem, eu vou assistir esses desgraçados, com toda a certeza do mundo, nem que eu vá sozinha e fique mendigando pra poder voltar pra casa!
[DANE-SE]
Pensamento de "Eyes on the prize" te ajuda a superar muitas dificuldades. Obstáculos são coisas que você vê quando tira os olhos do objetivo.
Eu acredito em tantas possibilidades, eu acredito que dá pra viver feliz pra sempre, acredito que o mundo pode melhorar e acredito no apocalipse pra salvar a humanidade. E todo o dia, a gente precisa de pequenos atos que renovem nossa fé, para que continuemos a acreditar e lutar pelo que acreditamos.
Eu acredito, por exemplo, que o Yes resolva passar por aqui em sua turnê mundial - e mais do que acreditar, eu sei que se eles vierem, eu vou assistir esses desgraçados, com toda a certeza do mundo, nem que eu vá sozinha e fique mendigando pra poder voltar pra casa!
[DANE-SE]
Thursday, March 13, 2008
Umas cordas e voi lá.
Três notinhas rápidas!
----x----
Me pergunto ouvindo se algumas pessoas sentem o mesmo que eu em relação à certas músicas. Gostaria de poder perguntar para elas, gostaria de saber se sentem o mesmo que eu. Tem gente que já foi tudo e que hoje eu tenho em alta conta e que não sei o que pensa de mim... e que quando eu ouço uma música, me pergunto se trago de a mesma lembrança.
And you and I climbed over valleys of endless seas.
Você foi o hype mais gostoso do mundo.
- Moving on!
----x----
Me pergunto o que será que ficou depois de mim, que tipo de rastro eu deixei pra trás, que tipo de pessoa lembra de mim com carinho, quem percebeu o quanto eu fui filha da puta e quantos me odeiam hoje?
Será que meu saldo é positivo?
---X---
"Jesus morreu na cruz por você hoje".
Você já agradeceu a ele hoje?
----x----
Me pergunto ouvindo se algumas pessoas sentem o mesmo que eu em relação à certas músicas. Gostaria de poder perguntar para elas, gostaria de saber se sentem o mesmo que eu. Tem gente que já foi tudo e que hoje eu tenho em alta conta e que não sei o que pensa de mim... e que quando eu ouço uma música, me pergunto se trago de a mesma lembrança.
And you and I climbed over valleys of endless seas.
Você foi o hype mais gostoso do mundo.
- Moving on!
----x----
Me pergunto o que será que ficou depois de mim, que tipo de rastro eu deixei pra trás, que tipo de pessoa lembra de mim com carinho, quem percebeu o quanto eu fui filha da puta e quantos me odeiam hoje?
Será que meu saldo é positivo?
---X---
"Jesus morreu na cruz por você hoje".
Você já agradeceu a ele hoje?
[Talvez seja verdade
Uma bela mentira
A resposta que sempre nunca vou saber]
Abençoada seja a ignorância.
Te poupando de várias dores.
Todos os dias, todos as noites
que você não dormiria
mergulhada em sonhos de fantasia,
sonhando com pessoas que
você ainda não sabe que
um dia você nunca as encontrará.
E eu lembro que há muito tempo, eu me arrependi de ter sido sincera com aquele rapaz com quem eu terminei: "eu não consigo mais imaginar com você do meu lado. Não consigo sonhar com paraísos perdidos, não consigo imaginar príncipes encantados, não consigo. Não quero estar com alguém que me priva de sonhar e pensar".
Não sei porque me degastei à toa, ele nunca entenderia. Talvez porque com treze anos eu ainda acreditava em tudo isso tão piamente, antes que a porra da realidade me fosse forçada goela abaixo.
às vezes, a consciência moral só atrapalha!
Uma bela mentira
A resposta que sempre nunca vou saber]
Abençoada seja a ignorância.
Te poupando de várias dores.
Todos os dias, todos as noites
que você não dormiria
mergulhada em sonhos de fantasia,
sonhando com pessoas que
você ainda não sabe que
um dia você nunca as encontrará.
E eu lembro que há muito tempo, eu me arrependi de ter sido sincera com aquele rapaz com quem eu terminei: "eu não consigo mais imaginar com você do meu lado. Não consigo sonhar com paraísos perdidos, não consigo imaginar príncipes encantados, não consigo. Não quero estar com alguém que me priva de sonhar e pensar".
Não sei porque me degastei à toa, ele nunca entenderia. Talvez porque com treze anos eu ainda acreditava em tudo isso tão piamente, antes que a porra da realidade me fosse forçada goela abaixo.
às vezes, a consciência moral só atrapalha!
Wednesday, March 12, 2008
Rent.
Aluga-se um quarto
Aluga-se um apê.
Aluga-se um ipê.
Aluga-se um parque.
Aluga-se uma bicicleta.
Aluga-se um país.
Aluga-se um estabelecimento.
Aluga-se um carro.
Aluga-se um trocado.
Aluga-se uma moça.
Aluga-se uma companhia.
Aluga-se um amante.
Aluga-se um irmão.
Aluga-se uma arma.
Aluga-se uma paixão.
Aluga-se uma memória.
Viva la vie bohème.
[ Not in my backyard, utensils. Go back to China.]
Aluga-se um apê.
Aluga-se um ipê.
Aluga-se um parque.
Aluga-se uma bicicleta.
Aluga-se um país.
Aluga-se um estabelecimento.
Aluga-se um carro.
Aluga-se um trocado.
Aluga-se uma moça.
Aluga-se uma companhia.
Aluga-se um amante.
Aluga-se um irmão.
Aluga-se uma arma.
Aluga-se uma paixão.
Aluga-se uma memória.
Viva la vie bohème.
[ Not in my backyard, utensils. Go back to China.]
Sunday, March 09, 2008
Love will find a way.
- If you want it to.
Ela acordou com o sol batendo em sua cara e um sorriso envergonhado do sonho que havia tido. Era um sonho completamente besta que ela não sabia se deveria acreditar ou não. Não havia chego numa conclusão do que era amor, então, não sabia se o casamento era o melhor meio de amar.
Bom, foda-se, ela pensou. Estou muito longe disso pra ficar me preocupando com essas coisas. Ainda tinha que estudar, se formar numa faculdade qualquer e ter dinheiro pra pensar em fazer um monte de coisas. Uma lista enorme se estendia antes da palavra "casamento" e outra ainda maior antes de "filhos".
Ela não vivia exatamente na Terra, por assim dizer. Metade das coisas que acreditava e que lhe davam forças não eram coisas mundanas. Puta merda, no geral, essas coisas eram as que a abatia. Isso às vezes a incomodava, puxar sua energia de coisas que ela, de vez em quando, percebia que o resto das pessoas normais não viam.
Alter-egos, planos de coisas que nunca iam acontecer, reações que nunca teriam uma oportunidade pra serem levadas em conta (não, ela não iria ajudar as pessoas contra uma invasão de zumbis. Nem de vampiros. Nem ia matar um lobisomem no mano-a-mano. Talv..hmm, pensando bem, não. Mesmo.). Sonhos que ela levava a sério demais, pressentimentos que ela confiava e que no geral, não se concretizavam, mas ela continuava acreditando mesmo assim.
Blá, foda-se, ela pensou de novo, enquanto fazia o café da manhã e se trocava pra ir pra escola. Quem liga se o resto do mundo não acredita nisso. Eu ligo. Ou não. - ela não se decidia sobre que atitude tomar então simplesmente resolveu não pensar em mais nada.
Terminou de se trocar e pensou no dia longo que teria pela frente. Jesus, odiava segundas-feira. Dia longo, chato, e com coisas que ela no geral não estava com paciência de fazer.
Ainda bem que ia ver o namorado no fim do dia. Ainda bem. Alguma coisa pela qual esperar, além de toneladas de lições que ela ia ter que fazer por causa de uma prova estúpida no fim do ano que decidiria o rumo da sua vida - ou quase.
Nos breves instantes os quais ela tomava seu café, ela repassou na cabeça tudo que tinham vivido, dos problemas até o atual estado de "felicidade" no qual se encontravam. Estavam felizes entre si, mas felicidade completa só se alcança com todo o resto no lugar e essa parte que tava dificultando as coisas.
Bom, como dizia a música, Love will find a way, if you want it to, love will find a way for me and you.I believe there's a way, if you want it to.
É, é, é, era isso que ela dizia pra todos aqueles que vinham procurá-la, quase como um guru, quando tinham problemas com moças. Gostava de ouvir os problemas dos outros, ela não se sentia sozinha com suas dilemáticas chatas. Riu e falou em voz alta: "Irônico. Seis bilhões de pessoas se sentindo sozinhas. Todas elas.".
"Seres humanos são umas ilhas chatas com uns coqueirinhos engraçados, que a gente reclama pra caralho de ficar. Quando a gente vê outra ilha, achamos que lá é mais legal, e quando chegamos lá, não aguentamos ficar por causa do inferno são os outros. E aí, voltamos, só pra reclamar mais um pouco e escrever um diário que deve vender muito bem, porque todo mundo é capaz de escrever um igualzinho, e aí parece que a distância entre uma ilha e outra diminui. Duvido que consigamos um dia construir um continente. Um paíséco. Um conglomerado como o Japão. Mas é um sonho tão bonito. "
Kingdom Hearts: There are many worlds, but they share the same sky. One sky - one destiny.
"Não sei se acredito nisso, mas é uma frase de efeito legal pra caramba."
Ela riu riu riu riu riu HAHAHAHAHA bem alto, acordando o irmão mais novo que imediatamente gritou "Putamerda, tamo atrasado" e ela não teve tempo pra essas coisas mais.
Ela acordou com o sol batendo em sua cara e um sorriso envergonhado do sonho que havia tido. Era um sonho completamente besta que ela não sabia se deveria acreditar ou não. Não havia chego numa conclusão do que era amor, então, não sabia se o casamento era o melhor meio de amar.
Bom, foda-se, ela pensou. Estou muito longe disso pra ficar me preocupando com essas coisas. Ainda tinha que estudar, se formar numa faculdade qualquer e ter dinheiro pra pensar em fazer um monte de coisas. Uma lista enorme se estendia antes da palavra "casamento" e outra ainda maior antes de "filhos".
Ela não vivia exatamente na Terra, por assim dizer. Metade das coisas que acreditava e que lhe davam forças não eram coisas mundanas. Puta merda, no geral, essas coisas eram as que a abatia. Isso às vezes a incomodava, puxar sua energia de coisas que ela, de vez em quando, percebia que o resto das pessoas normais não viam.
Alter-egos, planos de coisas que nunca iam acontecer, reações que nunca teriam uma oportunidade pra serem levadas em conta (não, ela não iria ajudar as pessoas contra uma invasão de zumbis. Nem de vampiros. Nem ia matar um lobisomem no mano-a-mano. Talv..hmm, pensando bem, não. Mesmo.). Sonhos que ela levava a sério demais, pressentimentos que ela confiava e que no geral, não se concretizavam, mas ela continuava acreditando mesmo assim.
Blá, foda-se, ela pensou de novo, enquanto fazia o café da manhã e se trocava pra ir pra escola. Quem liga se o resto do mundo não acredita nisso. Eu ligo. Ou não. - ela não se decidia sobre que atitude tomar então simplesmente resolveu não pensar em mais nada.
Terminou de se trocar e pensou no dia longo que teria pela frente. Jesus, odiava segundas-feira. Dia longo, chato, e com coisas que ela no geral não estava com paciência de fazer.
Ainda bem que ia ver o namorado no fim do dia. Ainda bem. Alguma coisa pela qual esperar, além de toneladas de lições que ela ia ter que fazer por causa de uma prova estúpida no fim do ano que decidiria o rumo da sua vida - ou quase.
Nos breves instantes os quais ela tomava seu café, ela repassou na cabeça tudo que tinham vivido, dos problemas até o atual estado de "felicidade" no qual se encontravam. Estavam felizes entre si, mas felicidade completa só se alcança com todo o resto no lugar e essa parte que tava dificultando as coisas.
Bom, como dizia a música, Love will find a way, if you want it to, love will find a way for me and you.I believe there's a way, if you want it to.
É, é, é, era isso que ela dizia pra todos aqueles que vinham procurá-la, quase como um guru, quando tinham problemas com moças. Gostava de ouvir os problemas dos outros, ela não se sentia sozinha com suas dilemáticas chatas. Riu e falou em voz alta: "Irônico. Seis bilhões de pessoas se sentindo sozinhas. Todas elas.".
"Seres humanos são umas ilhas chatas com uns coqueirinhos engraçados, que a gente reclama pra caralho de ficar. Quando a gente vê outra ilha, achamos que lá é mais legal, e quando chegamos lá, não aguentamos ficar por causa do inferno são os outros. E aí, voltamos, só pra reclamar mais um pouco e escrever um diário que deve vender muito bem, porque todo mundo é capaz de escrever um igualzinho, e aí parece que a distância entre uma ilha e outra diminui. Duvido que consigamos um dia construir um continente. Um paíséco. Um conglomerado como o Japão. Mas é um sonho tão bonito. "
Kingdom Hearts: There are many worlds, but they share the same sky. One sky - one destiny.
"Não sei se acredito nisso, mas é uma frase de efeito legal pra caramba."
Ela riu riu riu riu riu HAHAHAHAHA bem alto, acordando o irmão mais novo que imediatamente gritou "Putamerda, tamo atrasado" e ela não teve tempo pra essas coisas mais.
Thursday, March 06, 2008
Revirando meu passado para perceber a nova maturidade dos meus textos, percebo um certo desconforto com meus textos. O que aconteceu com a menina idiota que sorria para todos e que pensava que a vida poderia dar certo?
Hoje já não sei se sou engraçada como outrora pensava ser. Não sei se tenho veia artística como já pensei ter. Meus textos amadureceram, a menina amadureceu - a que preço, a que preço? Olhando meus textos de começo de blog: como eles eram mais leves, como eu era mais leve!
Como faz falta os comentários daquela época, como faz falta chorar escondida debaixo da cama e levantar na manhã seguinte pensando que se o mundo ia acabar, que acabasse na minha cabeça e eu ia morrer sorrindo, vitoriosa na sua verdade absoluta de... adolescente.
Não deixei de ser aquela pessoa idiota, me recuso a deixar isso morrer. Ainda sou estabanada, ainda tomo as dores dos outros, ainda sinto falta das mesmas pessoas.
E a pergunta ainda ecooa nas paredes da memória, do poço e do abismo, repetindo infinitas vezes em torno de si, enquanto olho para retratos de pessoas que há muito se foram, outras que há tão pouco chegaram e crio coragem para dizer em voz alta para mim mesma:
O que mudou então?
"Quero continuar andando numa tarde calma de outono, descalça na areia morna da praia da minha memória..."
Hoje já não sei se sou engraçada como outrora pensava ser. Não sei se tenho veia artística como já pensei ter. Meus textos amadureceram, a menina amadureceu - a que preço, a que preço? Olhando meus textos de começo de blog: como eles eram mais leves, como eu era mais leve!
Como faz falta os comentários daquela época, como faz falta chorar escondida debaixo da cama e levantar na manhã seguinte pensando que se o mundo ia acabar, que acabasse na minha cabeça e eu ia morrer sorrindo, vitoriosa na sua verdade absoluta de... adolescente.
Não deixei de ser aquela pessoa idiota, me recuso a deixar isso morrer. Ainda sou estabanada, ainda tomo as dores dos outros, ainda sinto falta das mesmas pessoas.
E a pergunta ainda ecooa nas paredes da memória, do poço e do abismo, repetindo infinitas vezes em torno de si, enquanto olho para retratos de pessoas que há muito se foram, outras que há tão pouco chegaram e crio coragem para dizer em voz alta para mim mesma:
O que mudou então?
"Quero continuar andando numa tarde calma de outono, descalça na areia morna da praia da minha memória..."
Friday, February 22, 2008
A Desesperança soa como várias formas.
Ela soa como uma venda nos seus olhos, que te deixa entre sombras e penumbras. No começo, você se rebela, mas a Desesperança segura sua venda firmemente e depois de um tempo, você mal tem forças para tirá-la. Você se pergunta se isso realmente ia mudar alguma coisa.Você sabe que existem cores, mas depois de muito tempo sem vê-las, você desacredita nelas. E em um momento, você se vê impotente. Não quer tirar a venda, não quer caminhar.
A Desesperança era ter criado um texto fantástico e não conseguir escrever. Ansiar por ver alguém e não se regozijar em ver. Ter boas notícias pra contar e não conseguir lembrar o que falar. Estar calado e não conseguir pensar.
Mas principalmente, com dormir e não querer acordar.
É isso que é desesperança e há muito tempo que ela não vinha me visitar.
Ela soa como uma venda nos seus olhos, que te deixa entre sombras e penumbras. No começo, você se rebela, mas a Desesperança segura sua venda firmemente e depois de um tempo, você mal tem forças para tirá-la. Você se pergunta se isso realmente ia mudar alguma coisa.Você sabe que existem cores, mas depois de muito tempo sem vê-las, você desacredita nelas. E em um momento, você se vê impotente. Não quer tirar a venda, não quer caminhar.
A Desesperança era ter criado um texto fantástico e não conseguir escrever. Ansiar por ver alguém e não se regozijar em ver. Ter boas notícias pra contar e não conseguir lembrar o que falar. Estar calado e não conseguir pensar.
Mas principalmente, com dormir e não querer acordar.
É isso que é desesperança e há muito tempo que ela não vinha me visitar.
Wednesday, February 20, 2008
"A estrada em frente vai seguindo
Deixando a porta onde começa
Agora, ao longe já vai indo...
Devo seguir, nada me impeça.
Por seus encalços vão meus pés
Até a junção com a grande estrada
De muitas sendas através.
Que vem depois?
Não sei mais nada."
Até outra hora, até um outro momento, até mais e obrigada pelos peixes.Deixando a porta onde começa
Agora, ao longe já vai indo...
Devo seguir, nada me impeça.
Por seus encalços vão meus pés
Até a junção com a grande estrada
De muitas sendas através.
Que vem depois?
Não sei mais nada."
[feelings... get out of my life...]
Sunday, February 17, 2008
S.
' That's the same old story, same old song and dance...'
A gente pode conseguir tirar moral pra qualquer coisa na vida a partir de qualquer outra coisa ou às vezes, até da mesma coisa já anteriormente citada. Basta procurar, ter um mínimo de disposição e foco.
Por exemplo, a frase com a qual comecei o texto.
Pensando no meu recente dilema sobre contos e crise de escritor, há muito tempo que não inovo nada. Sempre escrevo a mesma coisa e cada vez é mais difícil ver um autor escrever algo diferente sobre um tema já batido, aproveitar bem um cliché pra trazer algo novo ou simplesmente, inovar. Tudo que leio, reflete o que escrevo, que acaba sendo... a mesma coisa que escrevi ontem. E anteontem. E há anos atrás.
Também não encontro nada de novo nas músicas que ouço. Estou mais fazendo um revival, onde ouço músicas que me lembram uma época específica da minha vida do que construindo uma nova trilha sonora pro momento que estou vivendo.
Meus contatos são cada vez mais antigos. Sinto um esgotamento vindo por parte das minhas antigas amizades. Sinto que o novo já é velho, e o velho que reencontro está mudando tão constantemente que chega a ser novo, tão novo que eu não reconheço mais aquelas pessoas que um dia gostei tanto. As pessoas estão tomando caminhos cada vez mais diferentes e vejo aos poucos que quem sabe está por perto o momento de expandir horizontes.
Até as novidades são velhas. Encontro um museu de grandes novidades a cada porta. Os amigos me contam coisas que eu já sabia. Encontro pessoas que já conhecia. Pessoas que já conhecia me encontram e me sinto tendo um revival de relações também.
Não tenho novos amigos há muito tempo.
Talvez estejamos todos grandes demais pra brincar de casinha numa cidade tão pequena. Talvez seja hora de construir uma nova casinha em outro lugar, descobrir algo novo, mudar.
E ainda procuro o segredo da vida, quando sei que no fundo, ela não tem segredo. Não se importar parece a melhor opção pra não se machucar. Nunca esperar demais de ninguém é impossível de se praticar, mas vamos lá, quem não tenta não consegue nunca mesmo.
Ficar procurando um motivo pra viver a cada dia. Se um dia as pessoas foram motivo pra isso, acho que é hora de mudar o paradigma. É egoísta pensar em não se preocupar com os outros e se voltar pra si mesmo, pra variar, porque os outros só te machucam? Ou é apenas justiça, auto-proteção?
Não, não é uma reclamação, é uma constatação. O método de vida anteriormente descrito ainda está válido, mas sempre podemos aperfeiçoar o modus operandi.
Hoje de tarde eu olhei no espelho e a menina que mora do outro lado me disse que eu estava mais bonita, que parecia mais adulta e amadurecida. E eu perguntei pra ela a que preço, mas ela disse que nem um dinheiro a mais do que os outros um dia teriam que pagar. O meu azar, é que quando me cobraram, eu, pra não ficar devendo o quanto não tinha, acabei tendo que pagar com a água que escorria dos meus olhos.
"Homesick... but i no longer know where Home is."
[... a estrada ao longe vai seguindo, deixando a porta onde começa, agora ao longe já vai indo, devo seguir, nada me impeça...]
A gente pode conseguir tirar moral pra qualquer coisa na vida a partir de qualquer outra coisa ou às vezes, até da mesma coisa já anteriormente citada. Basta procurar, ter um mínimo de disposição e foco.
Por exemplo, a frase com a qual comecei o texto.
Pensando no meu recente dilema sobre contos e crise de escritor, há muito tempo que não inovo nada. Sempre escrevo a mesma coisa e cada vez é mais difícil ver um autor escrever algo diferente sobre um tema já batido, aproveitar bem um cliché pra trazer algo novo ou simplesmente, inovar. Tudo que leio, reflete o que escrevo, que acaba sendo... a mesma coisa que escrevi ontem. E anteontem. E há anos atrás.
Também não encontro nada de novo nas músicas que ouço. Estou mais fazendo um revival, onde ouço músicas que me lembram uma época específica da minha vida do que construindo uma nova trilha sonora pro momento que estou vivendo.
Meus contatos são cada vez mais antigos. Sinto um esgotamento vindo por parte das minhas antigas amizades. Sinto que o novo já é velho, e o velho que reencontro está mudando tão constantemente que chega a ser novo, tão novo que eu não reconheço mais aquelas pessoas que um dia gostei tanto. As pessoas estão tomando caminhos cada vez mais diferentes e vejo aos poucos que quem sabe está por perto o momento de expandir horizontes.
Até as novidades são velhas. Encontro um museu de grandes novidades a cada porta. Os amigos me contam coisas que eu já sabia. Encontro pessoas que já conhecia. Pessoas que já conhecia me encontram e me sinto tendo um revival de relações também.
Não tenho novos amigos há muito tempo.
Talvez estejamos todos grandes demais pra brincar de casinha numa cidade tão pequena. Talvez seja hora de construir uma nova casinha em outro lugar, descobrir algo novo, mudar.
E ainda procuro o segredo da vida, quando sei que no fundo, ela não tem segredo. Não se importar parece a melhor opção pra não se machucar. Nunca esperar demais de ninguém é impossível de se praticar, mas vamos lá, quem não tenta não consegue nunca mesmo.
Ficar procurando um motivo pra viver a cada dia. Se um dia as pessoas foram motivo pra isso, acho que é hora de mudar o paradigma. É egoísta pensar em não se preocupar com os outros e se voltar pra si mesmo, pra variar, porque os outros só te machucam? Ou é apenas justiça, auto-proteção?
Não, não é uma reclamação, é uma constatação. O método de vida anteriormente descrito ainda está válido, mas sempre podemos aperfeiçoar o modus operandi.
Hoje de tarde eu olhei no espelho e a menina que mora do outro lado me disse que eu estava mais bonita, que parecia mais adulta e amadurecida. E eu perguntei pra ela a que preço, mas ela disse que nem um dinheiro a mais do que os outros um dia teriam que pagar. O meu azar, é que quando me cobraram, eu, pra não ficar devendo o quanto não tinha, acabei tendo que pagar com a água que escorria dos meus olhos.
"Homesick... but i no longer know where Home is."
[... a estrada ao longe vai seguindo, deixando a porta onde começa, agora ao longe já vai indo, devo seguir, nada me impeça...]
Monday, February 11, 2008
Paperwork;
Ela virava as páginas de um jornal que continham sempre as mesmas novidades. Ela folheava calmamente, ouvindo o que já ouvia todos os dias, mas persistia até achar alguma coisinha que a agradasse, que fazesse valer a pena o esforço de levantar e abrir o jornal velho.
Sempre as mesmas coisas, as mesmas pessoas, mas isso não a fazia desanimar. Cada dia valia por um motivo diferente. E mesmo quando as páginas frias não podiam trazer algum conforto para ela, quando tudo parecia gelado e ninguém poderia lhe mostrar algo bom, ainda restava algo para acalentá-la.
"Talvez amanhã alguma coisa boa aconteça, talvez eu consiga achar nesses jornais alguma coisa feliz. Talvez eu possa eu mesma conseguir criar uma notícia da qual me orgulhar".
Aí ela fechava o jornal e sorria para si mesmo e, dando boa noite ao mundo, ou, ao menos, a si mesma quando ninguém mais o fazia, ela adormecia um sono recheado de estrelas.
[ Uma grande metáfora para várias coisas ]
Sempre as mesmas coisas, as mesmas pessoas, mas isso não a fazia desanimar. Cada dia valia por um motivo diferente. E mesmo quando as páginas frias não podiam trazer algum conforto para ela, quando tudo parecia gelado e ninguém poderia lhe mostrar algo bom, ainda restava algo para acalentá-la.
"Talvez amanhã alguma coisa boa aconteça, talvez eu consiga achar nesses jornais alguma coisa feliz. Talvez eu possa eu mesma conseguir criar uma notícia da qual me orgulhar".
Aí ela fechava o jornal e sorria para si mesmo e, dando boa noite ao mundo, ou, ao menos, a si mesma quando ninguém mais o fazia, ela adormecia um sono recheado de estrelas.
[ Uma grande metáfora para várias coisas ]
Monday, February 04, 2008
"If everyone cared, nobody cried
If everyone loved, nobody lied
If everyone shared and swallowed their pride
We'd see the day when nobody died"
=-=
E aí a gente sentou no banco da praia e ficou olhando as nuvens que apareciam no céu, formando figuras engraçadas. Discutíamos as pequenas coisas que faziam de cada um especial. Tem gente que tinha um tique com as mãos, pessoas que sempre precisavam estar em constante contato com quem estava do seu lado.
Uma garota precisava acenar para navios que partiam, helicópteros que passavam - talvez fosse seu modo de desejar boa viagem. Ela precisava tomar sorvete se babando inteira, ela tinha que dar as mãos e beijar cada dedo, estalar beijos nas bochechas de quem ela gostava. Sorrir para estranhos, fazer caretas pra crianças, piscar para quem a encarava. Tinha que andar na frente e proteger quem estava atrás.
Recitava poesias em voz alta, quotava filmes e músicas em seus textos, mordia pessoas queridas e também aos próprios dedos quando nervosa, da mesma forma que quase arrancava o pingente do colar que gostava de carregar.
Era completamente única, como qualquer ser humano, e que precisava de pequenas manias pra manter a sanidade mental.
=-=
[... não, não tá bom ainda...]
If everyone loved, nobody lied
If everyone shared and swallowed their pride
We'd see the day when nobody died"
=-=
E aí a gente sentou no banco da praia e ficou olhando as nuvens que apareciam no céu, formando figuras engraçadas. Discutíamos as pequenas coisas que faziam de cada um especial. Tem gente que tinha um tique com as mãos, pessoas que sempre precisavam estar em constante contato com quem estava do seu lado.
Uma garota precisava acenar para navios que partiam, helicópteros que passavam - talvez fosse seu modo de desejar boa viagem. Ela precisava tomar sorvete se babando inteira, ela tinha que dar as mãos e beijar cada dedo, estalar beijos nas bochechas de quem ela gostava. Sorrir para estranhos, fazer caretas pra crianças, piscar para quem a encarava. Tinha que andar na frente e proteger quem estava atrás.
Recitava poesias em voz alta, quotava filmes e músicas em seus textos, mordia pessoas queridas e também aos próprios dedos quando nervosa, da mesma forma que quase arrancava o pingente do colar que gostava de carregar.
Era completamente única, como qualquer ser humano, e que precisava de pequenas manias pra manter a sanidade mental.
=-=
[... não, não tá bom ainda...]
Wednesday, January 16, 2008
É meio aquela velha sensação, o vazio já bem conhecido por mim. Estar sem fazer nada, sem algum objetivo em mente que eu possa fazer já. Nessas horas, eu sei, eu deveria desligar o computador antes que por algum motivo ele me deixe depressiva. Talvez eu devesse dormir antes que meus pensamentos viajem para universos como "porque-todo-mundo-está-fazendo-algo-mó-legal-e-eu-estou -no-pc-como-uma-loser-qualquer?".
Não é legal e eu já vi esse filme suficientes vezes no ano passado, não acha?
Estou sem caderno pra escrever, o blog virou quase um desabafo, do jeito que eu faria se estivesse com uma folha em branco e um lápis em mãos. Era bom quando eu tinha algo pra assistir, sei lá, Nadja por exemplo. Ocupava a cabeça.
Preciso de algo que me desperte a atenção. Blé. Outra vez me volta a frase que eu mais escrevi no ano passado "Me sinto meio idiota". Meu, perdi a conta de quantas vezes escrevi isso. Pior, das bilhares de vezes que pensei, mas não escrevi.
Dizem que é um mal da minha geração, o medo do ócio de verdade. Não o ócio prazeiroso, o ócio do NADA. Não ter realmente NADA pra fazer assusta. A gente sempre tem que viver o máximo por segundo, porque talvez no segundo seguinte o mundo acabe. É quase inconsciente, mas sinto que quem falou isso está certo.
Estamos sempre acelerados. Não suportamos não fazer nada, deixar o tempo correr olhando pro nada, nem que seja pra aproveitar os segundos que sobram pra dormir.
É o meu caso, penso. E é o que vejo, quem quiser falar por si, não vou julgar mais do que já julguei. Não precisava escrever esse texto, mas é como se algo me compelisse a isso... eu precisava fazer alguma coisa nessa uma hora e meia que me falta até o horário de dormir. Se nada mais interessante aparecer, é capaz que eu durma mais cedo.
O que não pode acontecer é cair a produtividade. =D
[... que saudade dos que matavam tempo comigo... ]
Valleys of Endless Seas..
Não é legal e eu já vi esse filme suficientes vezes no ano passado, não acha?
Estou sem caderno pra escrever, o blog virou quase um desabafo, do jeito que eu faria se estivesse com uma folha em branco e um lápis em mãos. Era bom quando eu tinha algo pra assistir, sei lá, Nadja por exemplo. Ocupava a cabeça.
Preciso de algo que me desperte a atenção. Blé. Outra vez me volta a frase que eu mais escrevi no ano passado "Me sinto meio idiota". Meu, perdi a conta de quantas vezes escrevi isso. Pior, das bilhares de vezes que pensei, mas não escrevi.
Dizem que é um mal da minha geração, o medo do ócio de verdade. Não o ócio prazeiroso, o ócio do NADA. Não ter realmente NADA pra fazer assusta. A gente sempre tem que viver o máximo por segundo, porque talvez no segundo seguinte o mundo acabe. É quase inconsciente, mas sinto que quem falou isso está certo.
Estamos sempre acelerados. Não suportamos não fazer nada, deixar o tempo correr olhando pro nada, nem que seja pra aproveitar os segundos que sobram pra dormir.
É o meu caso, penso. E é o que vejo, quem quiser falar por si, não vou julgar mais do que já julguei. Não precisava escrever esse texto, mas é como se algo me compelisse a isso... eu precisava fazer alguma coisa nessa uma hora e meia que me falta até o horário de dormir. Se nada mais interessante aparecer, é capaz que eu durma mais cedo.
O que não pode acontecer é cair a produtividade. =D
[... que saudade dos que matavam tempo comigo... ]
Valleys of Endless Seas..
Saturday, January 12, 2008
Pequenas Coisas.
É apenas um pensamento que me ocorreu em função de vários acontecimentos recentes. A vida é constituída de anos, que são feitos de meses e estes, por fim, de dias. Poderíamos continuar essa linha de raciocínio dizendo que os dias são feitos de horas, minutos, segundos, mas não é verdade. Os dias são feitos de momentos. Pequenos momentos, acontecimentos, ocorridos, fatos.
Poderíamos dizer que a vida também é constituída de momentos e tal, mas a gente parece que só percebe essas coisas quando já é passado, e aí não faz tanto sentido, falando em termos práticos. Se você começa a pensar diariamente, no presente, você consegue agir na sua vida.
Parece coisa de auto-ajuda, né? Mas a única pessoa que estou tentando ajudar é a mim mesma, clarificando tudo que estava na minha cabeça. Não tenho a finalidade de catequizar ninguém, apenas de expor um ponto de vista.
Dito isso, continuo.
As pequenas coisas, por incrível que pareça, são as que mais conseguem fazer diferença no meu dia. A palavra não dita, o beijo esquecido, o ídolo já sem graça, o amuleto que caiu, o banho não tomado, um tom gelado numa voz, uma conversa mal-sucedida. Tantas pequenas coisas tristes que parecem uma conspiração do destino para afundar seu humor, mesmo que o dia esteja maravilhoso. Nesses casos, é questão de tentar sorrir, engolir a mágoa e pensar nas outras tantas grandes coisas que deram certo. O sorriso de repente torna-se mais verdadeiro e o coração, mais leve. "Acredite no Amanhã."
E são as mesmas pequenas coisas que por vezes, transformam um dia péssimo num dia memorável. O encontro inesperado, uma palavra de amizade vinda de alguém que há muito não se via, um livro que termina bem, um anime divertido que te faz lembrar do que é importante, linhas que viram desenhos e figuras na parede. Um cachecol colorido, um guarda-chuva engraçado, lembranças tiradas de uma caixa de memórias. Sorvete de limão num dia quente. Um abraço.
É questão de discernimento, de bom senso, e, por que não?, de criatividade. Ou você cavalga o vento ou deixa que ele te sopre pra longe. Em vez de fazer uma escolha inconsciente, estou fazendo o meu melhor pra torná-la a escolha certa.
É como uma vez me disseram. Não importa qual a escolha que você faça, desde que você esteja disposto a fazê-la dar certo. Algumas vezes é impossível, noutras, nem tanto. Ninguém tem vocação pra santo ou tem um reservatório tão grande de lágrimas, mas, de qualquer forma, estou testando os meus limites.
Poderíamos dizer que a vida também é constituída de momentos e tal, mas a gente parece que só percebe essas coisas quando já é passado, e aí não faz tanto sentido, falando em termos práticos. Se você começa a pensar diariamente, no presente, você consegue agir na sua vida.
Parece coisa de auto-ajuda, né? Mas a única pessoa que estou tentando ajudar é a mim mesma, clarificando tudo que estava na minha cabeça. Não tenho a finalidade de catequizar ninguém, apenas de expor um ponto de vista.
Dito isso, continuo.
As pequenas coisas, por incrível que pareça, são as que mais conseguem fazer diferença no meu dia. A palavra não dita, o beijo esquecido, o ídolo já sem graça, o amuleto que caiu, o banho não tomado, um tom gelado numa voz, uma conversa mal-sucedida. Tantas pequenas coisas tristes que parecem uma conspiração do destino para afundar seu humor, mesmo que o dia esteja maravilhoso. Nesses casos, é questão de tentar sorrir, engolir a mágoa e pensar nas outras tantas grandes coisas que deram certo. O sorriso de repente torna-se mais verdadeiro e o coração, mais leve. "Acredite no Amanhã."
E são as mesmas pequenas coisas que por vezes, transformam um dia péssimo num dia memorável. O encontro inesperado, uma palavra de amizade vinda de alguém que há muito não se via, um livro que termina bem, um anime divertido que te faz lembrar do que é importante, linhas que viram desenhos e figuras na parede. Um cachecol colorido, um guarda-chuva engraçado, lembranças tiradas de uma caixa de memórias. Sorvete de limão num dia quente. Um abraço.
É questão de discernimento, de bom senso, e, por que não?, de criatividade. Ou você cavalga o vento ou deixa que ele te sopre pra longe. Em vez de fazer uma escolha inconsciente, estou fazendo o meu melhor pra torná-la a escolha certa.
É como uma vez me disseram. Não importa qual a escolha que você faça, desde que você esteja disposto a fazê-la dar certo. Algumas vezes é impossível, noutras, nem tanto. Ninguém tem vocação pra santo ou tem um reservatório tão grande de lágrimas, mas, de qualquer forma, estou testando os meus limites.
Wednesday, January 09, 2008
Hay que creer en el mañana!
Escutem-me. Só o que queria é que as pessoas nesse mundo fossem livres, que o status economico não fosse importante. É por isso que continuava roubando as pessoas que faziam injustiças. Só por isso lutava. Mas alguém que me é importante está pagando caro pelos meus ideais e é por isso que nessa noite, o ladrão Rosa Negra vai deixar de existir e voltar às sombras. Antes, entretanto, quero dizer a todos algo: conheci uma jovenzinha que mesmo tendo passado por muitos obstáculos, não se dá por vencida. E mesmo que passe por um momento difícil, ela continuará lutando pela felicidade do amanhã. Logo chegará uma época, onde as pessoas não serão julgadas pelo dinheiro e seus esforços serão recompensados! Tempos melhores virão! Por isso, peço que não se deem por vencidos, não se rendam, não se resignem, lutem pra seguir adiante! Acreditem no amanhã!
[...é nisso que acredito. Eu acredito no amanhã....]
[...é nisso que acredito. Eu acredito no amanhã....]
Tuesday, December 25, 2007
"Céu de Londres quando abre lembra Paris..."
A ficção é a mais perfeita serva humana, ela refletia numa noite de natal. Porque ao mesmo tempo que nos distrai da realidade, ela também nos faz pensar sobre ela. Talvez com olhos mais brandos, talvez com uma esperança que o concreto do muro não nos permita ter no dia-a-dia.
Há quem encontre o surrealismo presente na entidade da flor, há quem o faça com tudo. Mas às vezes, é necessário uma boa dose de ficção, como um colírio para renovar nossos olhos espirituais.
---
Não gostaria de ser como ninguém além de mim mesma, porque o grande problema das histórias é que se você continua-as demais, elas acabam em morte, tristezas. O final é onde você estabelece, porque há passagens tristes e felizes na vida de todas as pessoas e personagens, mas só a gente pode chamar de final felizes-pra-sempre quando sabemos onde por o ponto final.
Obrigado, mundo de sonhos, cucos e castelos de fantasia, Obrigada por todo o apoio que às vezes, não encontramos onde gostariamos de ter.
Há quem encontre o surrealismo presente na entidade da flor, há quem o faça com tudo. Mas às vezes, é necessário uma boa dose de ficção, como um colírio para renovar nossos olhos espirituais.
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Não gostaria de ser como ninguém além de mim mesma, porque o grande problema das histórias é que se você continua-as demais, elas acabam em morte, tristezas. O final é onde você estabelece, porque há passagens tristes e felizes na vida de todas as pessoas e personagens, mas só a gente pode chamar de final felizes-pra-sempre quando sabemos onde por o ponto final.
Obrigado, mundo de sonhos, cucos e castelos de fantasia, Obrigada por todo o apoio que às vezes, não encontramos onde gostariamos de ter.
Saturday, December 22, 2007
Dream on.
Tinha sido um sonho dentro de um sonho e essa era uma daquelas sensações muito estranhas que acometiam as pessoas de vez em quando. É claro que ela não percebera a princípio que fora, apenas quando acordara de verdade em sua cama com um enorme ponto de interrogação em sua cabeça.
Se tinha algo que ela detestava era o fundo do mar. Não era tudo calmo, tranquilo e bonito como diria Jacques Costeau. Não, era escuro, assustador e com criaturas que não era preciso ter uma imaginação muito aguçada para chamar de "monstros".
Estava no sofá com seu irmão e um outro rapaz de quem ela parecia ser muito próxima. Não lembrava direito dos dois. Pareciam ter ido-se fazia muito, muito tempo. Eles jogavam um jogo que ela já havia fechado fazia muito tempo e eles fechavam a cara a cada intromissão dela.
Ela mandou os dois tomarem em seus respectivos rabos quando ele a mandou calar a boca e foi dormir. Sonhou que estava na fase 3 do jogo, e era um navio que o personagem-ela acordava. Estava afundando. Era logo depois dela ter jogado a fase do Templo Imperial do Vôo, onde ela enganara um imperador usando a forma de um simples passarinho em vez do Dragão.
A luz daquele mundo estava acabando e não havia mais criaturas. Havia um templo submerso que estava roubando a energia dos mundos e logo não haveria mais criaturas aquáticas firfas que viveriam. Apenas coisas como aquele "polvo" de milhares de tentáculos e um olho gigante no meio da cara. O olho emitia uma luz estranha e ela pretendia defender-se como podia.
Outras criaturas assomavam-se à luz do olho gigante do polvo estranho e nenhuma delas parecia menos ameaçadora. Ela tentou nadar para longe, muito longe, mas as roupas estranhas que usava pareciam apenas atrapalhá-la. E ela precisava respirar e salvar as pessoas que estavam no barco e...
Uma de suas pernas foi puxada por alguns dos tentáculos da criatura e ela se sentiu puxada pra baixo, sufocando cada vez mais. Não havia mais ar, não havia mais luz, apenas monstros...
A menina acordou em sua cama, mas já não era mais uma menina. Era uma moça de vinte e poucos anos, com os cachos um pouco desfigurados e o rosto molhado - talvez de lágrimas, talvez do mar onde ela estivera afogando em seu sonho...
Alguém dormia ao seu lado. Era jovem, de cabelos ondulados pretos e ainda encontrava-se adormecido com a mão entrelaçada à sua. Ela se desvencilhou e perguntou em voz alta por que ele estava ali.
Não se lembrava de nada da noite anterior. Tentava lembrar o que sonhara, mas apenas um ponto de interrogação surgia em sua mente. Lembrava de ter ido para um bar na noite anterior, não lembrava de ter saído de lá. Foi com o pessoal da faculdade. Gente que ela gostava. Alguns, sinceramente.
Ele era uma dessas pessoas que ela gostava. Ele acordou. e levantou-se na cama, sentando-se e olhando pra ela.
- Tá melhor agora? - ele perguntou, esfregando os olhos.
- Melhor?
- Você disse pra mim que estava com medo ontem à noite. Medo de dormir, medo de acordar. Achei que pudesse ser uma outra crise sua e tive medo que tentasse se matar tomando remédios pra dormir.
- Eu não tentaria me matar com isso. - ela respondeu. - Por isso você ficou aqui?
- Você não lembra? Você me pediu pra ficar.
- Eu pedi?
- Pediu. Pediu, não, implorou. Não precisava ter feito isso. Eu provavelmente teria dormido na sala de qualquer jeito. Se você tomasse remédios pra dormir com a quantidade de vodka que tomamos ontem à noite, você realmente não teria acordado.
- Que nobre da sua parte. E como você acabou vindo parar na minha cama?
- Você falou que estava com medo, eu sentei na sua cama pra te acalmar. Você dormiu no meu colo e quando eu fui levantar, você disse que eu podia ficar ali mesmo. Eu deitei do seu lado e a gente dormiu.
- ...
- Que foi?
- A gente não... você sabe...
- Não! Que é isso, moça? Você acha que eu teria me aproveitado de você naquele estado? Assim me ofende. Além do quê, eu tenho medo de apanhar do seu namorado, você sabe disso.
- Ah. é.
- É sim.
- Ufa.
Ela levantou e foi fazer chá na cozinha. Ele ficou para trás, ainda deitado na cama. Ela era uma amiga que dava muito trabalho, era verdade, mas ninguém mais poderia ser tão amiga quanto ela. Era bonita, inteligente e sempre tentava arranjá-lo com alguém. Especialmente porque ela tinha namorado. Droga.
Ela sorriu enquanto pensava em quanto era grata por ter um amigo como ele. Fora muito melhor acordar de mãos dadas com alguém, especialmente depois do sonho muito estranho que tivera. A chaleira apitou.
Chamou o nome dele e sentou-se na cadeira da cozinha-sala apertada. Abraçou as próprias pernas e ficou pensando. O chá quente fumegava na sua frente e ela deveria beber para se acalmar e desacelerar o ritmo do seu coração. Tentou lembrar do sonho e pensou no que aconteceu.
Daria um bom conto, certamente.
- = -
[... bom dia do foda-se, para todos vocês....]
Se tinha algo que ela detestava era o fundo do mar. Não era tudo calmo, tranquilo e bonito como diria Jacques Costeau. Não, era escuro, assustador e com criaturas que não era preciso ter uma imaginação muito aguçada para chamar de "monstros".
Estava no sofá com seu irmão e um outro rapaz de quem ela parecia ser muito próxima. Não lembrava direito dos dois. Pareciam ter ido-se fazia muito, muito tempo. Eles jogavam um jogo que ela já havia fechado fazia muito tempo e eles fechavam a cara a cada intromissão dela.
Ela mandou os dois tomarem em seus respectivos rabos quando ele a mandou calar a boca e foi dormir. Sonhou que estava na fase 3 do jogo, e era um navio que o personagem-ela acordava. Estava afundando. Era logo depois dela ter jogado a fase do Templo Imperial do Vôo, onde ela enganara um imperador usando a forma de um simples passarinho em vez do Dragão.
A luz daquele mundo estava acabando e não havia mais criaturas. Havia um templo submerso que estava roubando a energia dos mundos e logo não haveria mais criaturas aquáticas firfas que viveriam. Apenas coisas como aquele "polvo" de milhares de tentáculos e um olho gigante no meio da cara. O olho emitia uma luz estranha e ela pretendia defender-se como podia.
Outras criaturas assomavam-se à luz do olho gigante do polvo estranho e nenhuma delas parecia menos ameaçadora. Ela tentou nadar para longe, muito longe, mas as roupas estranhas que usava pareciam apenas atrapalhá-la. E ela precisava respirar e salvar as pessoas que estavam no barco e...
Uma de suas pernas foi puxada por alguns dos tentáculos da criatura e ela se sentiu puxada pra baixo, sufocando cada vez mais. Não havia mais ar, não havia mais luz, apenas monstros...
A menina acordou em sua cama, mas já não era mais uma menina. Era uma moça de vinte e poucos anos, com os cachos um pouco desfigurados e o rosto molhado - talvez de lágrimas, talvez do mar onde ela estivera afogando em seu sonho...
Alguém dormia ao seu lado. Era jovem, de cabelos ondulados pretos e ainda encontrava-se adormecido com a mão entrelaçada à sua. Ela se desvencilhou e perguntou em voz alta por que ele estava ali.
Não se lembrava de nada da noite anterior. Tentava lembrar o que sonhara, mas apenas um ponto de interrogação surgia em sua mente. Lembrava de ter ido para um bar na noite anterior, não lembrava de ter saído de lá. Foi com o pessoal da faculdade. Gente que ela gostava. Alguns, sinceramente.
Ele era uma dessas pessoas que ela gostava. Ele acordou. e levantou-se na cama, sentando-se e olhando pra ela.
- Tá melhor agora? - ele perguntou, esfregando os olhos.
- Melhor?
- Você disse pra mim que estava com medo ontem à noite. Medo de dormir, medo de acordar. Achei que pudesse ser uma outra crise sua e tive medo que tentasse se matar tomando remédios pra dormir.
- Eu não tentaria me matar com isso. - ela respondeu. - Por isso você ficou aqui?
- Você não lembra? Você me pediu pra ficar.
- Eu pedi?
- Pediu. Pediu, não, implorou. Não precisava ter feito isso. Eu provavelmente teria dormido na sala de qualquer jeito. Se você tomasse remédios pra dormir com a quantidade de vodka que tomamos ontem à noite, você realmente não teria acordado.
- Que nobre da sua parte. E como você acabou vindo parar na minha cama?
- Você falou que estava com medo, eu sentei na sua cama pra te acalmar. Você dormiu no meu colo e quando eu fui levantar, você disse que eu podia ficar ali mesmo. Eu deitei do seu lado e a gente dormiu.
- ...
- Que foi?
- A gente não... você sabe...
- Não! Que é isso, moça? Você acha que eu teria me aproveitado de você naquele estado? Assim me ofende. Além do quê, eu tenho medo de apanhar do seu namorado, você sabe disso.
- Ah. é.
- É sim.
- Ufa.
Ela levantou e foi fazer chá na cozinha. Ele ficou para trás, ainda deitado na cama. Ela era uma amiga que dava muito trabalho, era verdade, mas ninguém mais poderia ser tão amiga quanto ela. Era bonita, inteligente e sempre tentava arranjá-lo com alguém. Especialmente porque ela tinha namorado. Droga.
Ela sorriu enquanto pensava em quanto era grata por ter um amigo como ele. Fora muito melhor acordar de mãos dadas com alguém, especialmente depois do sonho muito estranho que tivera. A chaleira apitou.
Chamou o nome dele e sentou-se na cadeira da cozinha-sala apertada. Abraçou as próprias pernas e ficou pensando. O chá quente fumegava na sua frente e ela deveria beber para se acalmar e desacelerar o ritmo do seu coração. Tentou lembrar do sonho e pensou no que aconteceu.
Daria um bom conto, certamente.
- = -
[... bom dia do foda-se, para todos vocês....]
Thursday, December 20, 2007
I'd Rather Dance With You.
"No mais, ou você encontra mais alguém que possa te pegar quando você cair ou então, é claro, você pode ficar aí sentada atrás do sofá preto e pensar num jeito de explodir a humanidade da sua vida.Eu provavelmente ficaria mais feliz de te ajudar na segunda opção."
- Anna.
- Anna.
Sunday, December 16, 2007
Across the Universe
Ela correu com todas as forças que tinha pra longe dele e daquilo tudo que a perseguia. Ouvia-o gritar seu nome, mas o rapaz que ela deixara pra trás não tinha como fazer tudo aquilo que ela fazia no momento: corria.
As lágrimas voavam do seu rosto dada a velocidade com a qual ela pretendia se afastar, mas ela já não sabia mais porque estava chorando. Por hoje ou por ontem. Ou talvez, pela falta do amanhã.
Não conseguia pensar em futuro - não havia futuro para celebrar. Ela tinha medo, muito medo do amanhã, de acordar no dia seguinte e não saber o que estava acontecendo. Aí, ela fazia de tudo no hoje, para que o amanhã fosse imprevisivelmente planejado: já que amanhã poderia destruir tudo que ela construiu hoje com carinho, ela sempre dava um jeito durante a noite para que no dia seguinte, fosse um novo dia, como se não houvesse um ontem, já que não havia amanhã.
E ela lembrava dos ontem's como se fossem outras vidas, vidas distantes, boas e ruins, que nada, nada tinham a ver com o que ela vivia naquele exato momento. Lembrava dos homens que passaram por sua vida, das pessoas que amou, das pessoas que a machucaram e cada cicatriz de quem ela machucou.
"Só se vive uma vez, mas se você fizer direito, uma vez é o suficiente.". Pra uma vida ser suficiente, ela tinha que ser muitas. Para ser muitas, um dia tinha que valer por uma vida. E quem havia de condená-la, se o futuro estava condenado além dos poderes dela para salvá-lo?
Ela amou intensamente tantas vezes que às vezes nem sabia se já tinha amado mesmo. Seu sorriso encantou tanta gente e seu choro baixo nos cantos das casas mostrava a cada instante quem ela era, e ela era uma a cada instante.
E em alguns momentos, ela jurava pra si mesmo que o amanhã existia, quase num ato de fé. E que se ele existisse, ela jurava, de pé junto, que era a última vez, mas o eu que morava dentro dela já não mais acreditava.
Ela lembrava de cada beijo e abraço que dera. De cada um deles, dos sorrisos e de como ela era e fora feliz. Era estranho.
Mas estranho mesmo era como ela não conseguia fugir daquele homem que gritava seu nome e que ela conseguia ouvir mesmo depois das curvas que fizera. Era um cara comum e talvez no fundo, ela não sabia se era isso que ela queria. Continuar fugindo pra sempre. Era estranho, muito estranho.
Não, ela tinha que aprender a lidar com o próprio passado antes de querer aprender a lidar com os outros. Ou talvez, fosse só um problema deles.
And if the band you're in starts play in different tunes...
Bom, ela corria pro lado escuro da Lua.
Quem sabe alguém não ia encontrá-la lá?
[No day, but today.]
As lágrimas voavam do seu rosto dada a velocidade com a qual ela pretendia se afastar, mas ela já não sabia mais porque estava chorando. Por hoje ou por ontem. Ou talvez, pela falta do amanhã.
Não conseguia pensar em futuro - não havia futuro para celebrar. Ela tinha medo, muito medo do amanhã, de acordar no dia seguinte e não saber o que estava acontecendo. Aí, ela fazia de tudo no hoje, para que o amanhã fosse imprevisivelmente planejado: já que amanhã poderia destruir tudo que ela construiu hoje com carinho, ela sempre dava um jeito durante a noite para que no dia seguinte, fosse um novo dia, como se não houvesse um ontem, já que não havia amanhã.
E ela lembrava dos ontem's como se fossem outras vidas, vidas distantes, boas e ruins, que nada, nada tinham a ver com o que ela vivia naquele exato momento. Lembrava dos homens que passaram por sua vida, das pessoas que amou, das pessoas que a machucaram e cada cicatriz de quem ela machucou.
"Só se vive uma vez, mas se você fizer direito, uma vez é o suficiente.". Pra uma vida ser suficiente, ela tinha que ser muitas. Para ser muitas, um dia tinha que valer por uma vida. E quem havia de condená-la, se o futuro estava condenado além dos poderes dela para salvá-lo?
Ela amou intensamente tantas vezes que às vezes nem sabia se já tinha amado mesmo. Seu sorriso encantou tanta gente e seu choro baixo nos cantos das casas mostrava a cada instante quem ela era, e ela era uma a cada instante.
E em alguns momentos, ela jurava pra si mesmo que o amanhã existia, quase num ato de fé. E que se ele existisse, ela jurava, de pé junto, que era a última vez, mas o eu que morava dentro dela já não mais acreditava.
Ela lembrava de cada beijo e abraço que dera. De cada um deles, dos sorrisos e de como ela era e fora feliz. Era estranho.
Mas estranho mesmo era como ela não conseguia fugir daquele homem que gritava seu nome e que ela conseguia ouvir mesmo depois das curvas que fizera. Era um cara comum e talvez no fundo, ela não sabia se era isso que ela queria. Continuar fugindo pra sempre. Era estranho, muito estranho.
Não, ela tinha que aprender a lidar com o próprio passado antes de querer aprender a lidar com os outros. Ou talvez, fosse só um problema deles.
And if the band you're in starts play in different tunes...
Bom, ela corria pro lado escuro da Lua.
Quem sabe alguém não ia encontrá-la lá?
[No day, but today.]
Wednesday, December 12, 2007
Lembro-me que muitas vezes, os melhores momentos da minha vida eram quando eu ia dormir. Não havia nada que me esperasse no dia seguinte e eu embalava num sono de sonhos psicodélicos, fantasiosos, amores perdidos e romances idealizados.
Quando acordava, frustrada porque tudo que vi e vivi foi só um sonho - mas, ora, quem disse que os sonhos não são tão vivos e reais quanto a realidade? - eu anotava cada pequeno detalhe que me lembrasse num caderno.
Era um desses cadernos de papelarias quaisquer. Não tinha nada de especial. Fiz isso durante algum tempo, bastante tempo, mais do que consigo contabilizar. Muitas vezes esses sonhos me rendiam belos contos que eu deixava ali para ninguém-eu ver.
Até hoje consigo me lembrar da maioria deles, mas talvez a essência, o grande barato de ser um sonho muitas vezes perdia-se entre as páginas anormalmente brancas daquele caderno barato. Não tinha as exatas sensações. Quem pode descrever afinal o que é voar?
Nunca deixei de sonhar, mas minhas noites tem ficado curtas. Curtas e cada vez mais cheias de turbulências. Sempre detestei quando a vida real invadia o sonho.
O sonhar ainda será meu último refúgio, meu último eu a cair por Terra.
[todo o meu passado]
Quando acordava, frustrada porque tudo que vi e vivi foi só um sonho - mas, ora, quem disse que os sonhos não são tão vivos e reais quanto a realidade? - eu anotava cada pequeno detalhe que me lembrasse num caderno.
Era um desses cadernos de papelarias quaisquer. Não tinha nada de especial. Fiz isso durante algum tempo, bastante tempo, mais do que consigo contabilizar. Muitas vezes esses sonhos me rendiam belos contos que eu deixava ali para ninguém-eu ver.
Até hoje consigo me lembrar da maioria deles, mas talvez a essência, o grande barato de ser um sonho muitas vezes perdia-se entre as páginas anormalmente brancas daquele caderno barato. Não tinha as exatas sensações. Quem pode descrever afinal o que é voar?
Nunca deixei de sonhar, mas minhas noites tem ficado curtas. Curtas e cada vez mais cheias de turbulências. Sempre detestei quando a vida real invadia o sonho.
O sonhar ainda será meu último refúgio, meu último eu a cair por Terra.
[todo o meu passado]
Tuesday, December 11, 2007
"In musicals, there's always a happy ending. But in life, sometimes, when you get what you want, you end up missing what you left behind. Wheter is a roommate, time spent with your child... or even the music that you used to hear in your head."
- Scrubs.
O preço de se ter aquilo que se quer é se ter aquilo que um dia se quis. Talvez esse seja o grande paradoxo que o mundo enfrenta. As pessoas não conseguem ficar felizes com o que se tem, às vezes, sentem falta do que era antes, quando tinham um objetivo a perseguir.
E é por isso que a vida tem um monte de dificuldades. Dizem que as pessoas valorizam mais o que tem quando lutam por isso.
- Scrubs.
O preço de se ter aquilo que se quer é se ter aquilo que um dia se quis. Talvez esse seja o grande paradoxo que o mundo enfrenta. As pessoas não conseguem ficar felizes com o que se tem, às vezes, sentem falta do que era antes, quando tinham um objetivo a perseguir.
E é por isso que a vida tem um monte de dificuldades. Dizem que as pessoas valorizam mais o que tem quando lutam por isso.
Friday, December 07, 2007
Diamantes & Diamentes.
Lembro-me bem quando li em Watchmen - e mesmo cheguei a escrever um post aqui sobre o assunto - o que o Dr. Manhattan dizia: "O tempo é como um diamante, que os humanos insistem em enxergar uma faceta de cada vez.".
Ao mesmo tempo que acho uma pena não termos essa capacidade que tem o Dr.Manhattan de viver tudo ao mesmo tempo agora, acho que isso nos dá algumas surpresas muito agradáveis na vida.
Pensando, enquanto esperava o sono chegar, fiquei me perguntando qual era a graça de ver tudo aquilo acontecendo ao mesmo tempo. Quer dizer, se fossemos pensar nos nossos conceitos de passado, presente e futuro (que só existem pelo fato de vermos uma faceta do diamante de cada vez), seria bom revisitar alguns momentos passados. Outros, não. Outros a gente prefere esquecer, e pra isso, convenientemente existe a memória humana. Todo mundo já deve ter percebido que ela é razoavelmente seletiva. Algumas coisas, lembramos, outras, esquecemos, vai de cada um.
E pra que alguém gostaria de saber o futuro? Tenho medo de que se alguém consiga ver o futuro, ele se torne imutável. Porque uma vez visto, seus esforços serão ou direcionados para fugir dele (o que muitas vezes, à lá Édipo, quanto mais fugimos, mais corremos em direção) ou então, o perseguiremos incansavelmente.
O futuro, então, torna-se senhor do nosso tempo.
Se tudo fosse presente, qual seria a graça de viver a vida? Ou seria eternamente graça?
É engraçado. Não sei porque nos fascinamos nos "E Se.", como esse. Como "E se pudessemos viver tudo como num presente só?". Contando com o que temos, eu acredito que essa analogia do diamante possa estar certa.
Penso na memória e nos nossos sonhos como janelas para as outras facetas do diamante. A memória deixa algumas facetas visíveis para quando queremos admirar o que foi o tempo que vivemos. Ela nos deixa ver, lembrar dos sentimentos daquele minúsculo pedaço da pedra preciosa lapidada.
Os sonhos, talvez, nos mostrem as faces internas do diamante. Partes maciças que seguram as outras facetas, que dão sentido ao resto. Ou talvez seja só uma divagação tosca de quem estava prestes a dormir e gostaria de ter alguma coisa mais a acreditar...
Ao mesmo tempo que acho uma pena não termos essa capacidade que tem o Dr.Manhattan de viver tudo ao mesmo tempo agora, acho que isso nos dá algumas surpresas muito agradáveis na vida.
Pensando, enquanto esperava o sono chegar, fiquei me perguntando qual era a graça de ver tudo aquilo acontecendo ao mesmo tempo. Quer dizer, se fossemos pensar nos nossos conceitos de passado, presente e futuro (que só existem pelo fato de vermos uma faceta do diamante de cada vez), seria bom revisitar alguns momentos passados. Outros, não. Outros a gente prefere esquecer, e pra isso, convenientemente existe a memória humana. Todo mundo já deve ter percebido que ela é razoavelmente seletiva. Algumas coisas, lembramos, outras, esquecemos, vai de cada um.
E pra que alguém gostaria de saber o futuro? Tenho medo de que se alguém consiga ver o futuro, ele se torne imutável. Porque uma vez visto, seus esforços serão ou direcionados para fugir dele (o que muitas vezes, à lá Édipo, quanto mais fugimos, mais corremos em direção) ou então, o perseguiremos incansavelmente.
O futuro, então, torna-se senhor do nosso tempo.
Se tudo fosse presente, qual seria a graça de viver a vida? Ou seria eternamente graça?
É engraçado. Não sei porque nos fascinamos nos "E Se.", como esse. Como "E se pudessemos viver tudo como num presente só?". Contando com o que temos, eu acredito que essa analogia do diamante possa estar certa.
Penso na memória e nos nossos sonhos como janelas para as outras facetas do diamante. A memória deixa algumas facetas visíveis para quando queremos admirar o que foi o tempo que vivemos. Ela nos deixa ver, lembrar dos sentimentos daquele minúsculo pedaço da pedra preciosa lapidada.
Os sonhos, talvez, nos mostrem as faces internas do diamante. Partes maciças que seguram as outras facetas, que dão sentido ao resto. Ou talvez seja só uma divagação tosca de quem estava prestes a dormir e gostaria de ter alguma coisa mais a acreditar...
Wednesday, December 05, 2007
Marcos.
[From my seat I see the fields move by,
coulours strong- it's been a long, long time...]
Pessoas precisam de símbolos. Eu preciso de símbolos. Sem símbolos, não há magia, não se constroem lembranças de pedra no deserto de areia... Pequenos marcos lembrando passagens especiais da sua vida, de uma história, pequenos marca-páginas que você gosta de tocar e, às vezes, dizer em voz alta.
Às vezes eles vêm na forma de pessoas. Pessoas que você não vê faz muito tempo, mas sonha com elas num passado perdido. Às vezes, elas cresceram, mas mantiveram a cara de criança com a qual você sempre se lembrou.
Meu último sonho teve um quê disso. Ver grandes amigos com corpo de adulto e carinha de crianças foi divertido e trouxe um monte de pequenas pedrinhas da memória de volta à superfície. São figuras queridas que me fizeram abrir o velho folheto com todas as fotos dos colegas que tive de pequena.
Não é hipócrita, eu gostaria de rever todas essas pessoas que um dia foram minhas amigas ou um dia me maltrataram. Gostaria de ver em que seres humanos elas se tornaram.
Como o velho moço por quem eu tinha uma leve queda que um dia foi embora para Zurique, como a moça que era muito amiga que foi para Joinville, como tantos outros...
E há ainda as pessoas que eu nunca conheci e que marcaram um ponto na minha vida. Há senhores do sonho espalhados pelos quatro cantos da minha imaginação, homens que nunca vi e que sempre me cativaram na hora de dormir.
[... I feel at home here - in the middle of nowhere...]
Existem marcos físicos na minha vida também. Há um banco na praia pra uma pessoa, outro banco pra outra pessoa, um marco no meio do canal que sempre me lembra a história que um dia eu ouvi da boca de quem amei.
Há lugares que guardam mais que uma memória, há lugares que a gente tenta suplantar memórias ruins com boas, mas no fundo, elas sempre coexistem, como coexistem os grãos de areia no deserto/jardim da memória.
Na minha vida, aprendi que as pessoas que amo sempre vão embora em algum momento. As pessoas que me amam, um dia voltam.
[...gostaria de ir embora....]
coulours strong- it's been a long, long time...]
Pessoas precisam de símbolos. Eu preciso de símbolos. Sem símbolos, não há magia, não se constroem lembranças de pedra no deserto de areia... Pequenos marcos lembrando passagens especiais da sua vida, de uma história, pequenos marca-páginas que você gosta de tocar e, às vezes, dizer em voz alta.
Às vezes eles vêm na forma de pessoas. Pessoas que você não vê faz muito tempo, mas sonha com elas num passado perdido. Às vezes, elas cresceram, mas mantiveram a cara de criança com a qual você sempre se lembrou.
Meu último sonho teve um quê disso. Ver grandes amigos com corpo de adulto e carinha de crianças foi divertido e trouxe um monte de pequenas pedrinhas da memória de volta à superfície. São figuras queridas que me fizeram abrir o velho folheto com todas as fotos dos colegas que tive de pequena.
Não é hipócrita, eu gostaria de rever todas essas pessoas que um dia foram minhas amigas ou um dia me maltrataram. Gostaria de ver em que seres humanos elas se tornaram.
Como o velho moço por quem eu tinha uma leve queda que um dia foi embora para Zurique, como a moça que era muito amiga que foi para Joinville, como tantos outros...
E há ainda as pessoas que eu nunca conheci e que marcaram um ponto na minha vida. Há senhores do sonho espalhados pelos quatro cantos da minha imaginação, homens que nunca vi e que sempre me cativaram na hora de dormir.
[... I feel at home here - in the middle of nowhere...]
Existem marcos físicos na minha vida também. Há um banco na praia pra uma pessoa, outro banco pra outra pessoa, um marco no meio do canal que sempre me lembra a história que um dia eu ouvi da boca de quem amei.
Há lugares que guardam mais que uma memória, há lugares que a gente tenta suplantar memórias ruins com boas, mas no fundo, elas sempre coexistem, como coexistem os grãos de areia no deserto/jardim da memória.
Na minha vida, aprendi que as pessoas que amo sempre vão embora em algum momento. As pessoas que me amam, um dia voltam.
[...gostaria de ir embora....]
Sunday, December 02, 2007
We could leave this town and run forever.
Quando chega o fim de noite, dá aquele frio e a vontade de abraçar alguém. Quando chegamos nesse estado de consciência, dá vontade de ficar aninhado no peito de alguém, de qualquer um que possa suprir o vazio que fica do dia inteiro ocupado por coisas ainda mais vazias.
Depois de um tempo a gente vê que o vazio nunca é suprido. Que o vazio quem acostuma, quem oprime, quem escolhe o que fazer com ele é você mesmo, que nunca outra pessoa poderá fazer aquilo por você.
Depois de um tempo a gente vê que o vazio nunca é suprido. Que o vazio quem acostuma, quem oprime, quem escolhe o que fazer com ele é você mesmo, que nunca outra pessoa poderá fazer aquilo por você.
Friday, November 30, 2007
"Se você é um garoto de 14 anos, não tem que aceitar tudo que o mundo lhe oferece. Você não tem a obrigação de ser sexualmente ativo, de usar drogas; não significa que tem que ser como alguém de 19 anos antes da sua hora. Seja inocente o quanto mais você puder! Não deixe o mundo dizer pra onde você deve ir. Não deixe Hollywood dizer que você é um imbecil porque não faz sexo todas as noites. Há uma grande inocência em ser adolescente, pela qual você deve passar".
Obrigada, tio Alice Cooper.
Ultimamente, ninguém conseguiu traduzir melhor meus sentimentos do que ele nessas palavras.
Obrigada, tio Alice Cooper.
Ultimamente, ninguém conseguiu traduzir melhor meus sentimentos do que ele nessas palavras.
Monday, November 26, 2007
Thursday, November 22, 2007
In my Life.
Peço licença aos poucos e parcos leitores do meu blog, para abrir um pequeno grande parênteses da minha vida para vocês e deixar aqui, uma carta para uma amiga maravilhosa que, talvez não saiba, mas é uma das pessoas que mais marcaram minha vida e que me fizeram chegar ao que sou hoje com alguma sanidade....
[
Para minha Irmá-Gema-de-Comê,
Não sabe o quão difícil está sendo escrever esta carta. Minha garganta fechou e subiram algumas lágrimas nos meus olhos quando revisitei seu profile, e procurei ansiosamente por uma fotografia que mostrasse o seu rosto de novo - queria saber se você continuava linda como sempre foi, se seu sorrisso ainda encantava todos ao seu redor e se você estava feliz, com a vida que construiu para si em Joinville.
Se posso dizer que sou hoje uma pessoa mais humana, posso dizer que você teve uma participação enorme nisso. Que você sempre será uma das Julias especiais da minha vida (junto com a outra, que formava a nossa trigela-de-bebê) e que eu sinto muito por ter te magoado em algum ponto da minha vida, sinto muito por não ter conseguido aparecer no seu último aniversário aqui (quando era o que eu mais queria). Sinto muito por não ter conseguido ligar pra pedir desculpas.
Talvez você nem lembre disso, talvez isso tenha ficado marcado só na minha cabeça, mas nunca vou me esquecer de toda a força que nos demos frente àquela classe bizarra da qual fazíamos parte.
Você sempre foi uma das minhas melhores amigas e eu tenho orgulho de um dia ter sido uma das melhores das suas! Foi você quem me ensinou a sorrir sempre diante das incertezas, a acreditar nas pessoas e eu sou grata à você até hoje.
Não sei se algum dia terei coragem de te deixar um scrap ou mostrar o link dessa carta, mas se algum dia você achá-la, saiba que foi escrita com todo coração.
Torço com todas as minhas forças pela sua felicidade, porque eu sei que dentre milhares de pessoas, você merece.
Espero que seus pais e seu irmão, Pedro, estejam bem também, pois sempre simpatizei muito com sua família.
Lembro dos momentos que passei na sua casa, no sol, conversando e rindo.
Obrigada por todos eles.
Com carinho...
Raíssa
(a irmã-gema-de-comê)
]
[
Para minha Irmá-Gema-de-Comê,
Não sabe o quão difícil está sendo escrever esta carta. Minha garganta fechou e subiram algumas lágrimas nos meus olhos quando revisitei seu profile, e procurei ansiosamente por uma fotografia que mostrasse o seu rosto de novo - queria saber se você continuava linda como sempre foi, se seu sorrisso ainda encantava todos ao seu redor e se você estava feliz, com a vida que construiu para si em Joinville.
Se posso dizer que sou hoje uma pessoa mais humana, posso dizer que você teve uma participação enorme nisso. Que você sempre será uma das Julias especiais da minha vida (junto com a outra, que formava a nossa trigela-de-bebê) e que eu sinto muito por ter te magoado em algum ponto da minha vida, sinto muito por não ter conseguido aparecer no seu último aniversário aqui (quando era o que eu mais queria). Sinto muito por não ter conseguido ligar pra pedir desculpas.
Talvez você nem lembre disso, talvez isso tenha ficado marcado só na minha cabeça, mas nunca vou me esquecer de toda a força que nos demos frente àquela classe bizarra da qual fazíamos parte.
Você sempre foi uma das minhas melhores amigas e eu tenho orgulho de um dia ter sido uma das melhores das suas! Foi você quem me ensinou a sorrir sempre diante das incertezas, a acreditar nas pessoas e eu sou grata à você até hoje.
Não sei se algum dia terei coragem de te deixar um scrap ou mostrar o link dessa carta, mas se algum dia você achá-la, saiba que foi escrita com todo coração.
Torço com todas as minhas forças pela sua felicidade, porque eu sei que dentre milhares de pessoas, você merece.
Espero que seus pais e seu irmão, Pedro, estejam bem também, pois sempre simpatizei muito com sua família.
Lembro dos momentos que passei na sua casa, no sol, conversando e rindo.
Obrigada por todos eles.
Com carinho...
Raíssa
(a irmã-gema-de-comê)
]
Sunday, November 18, 2007
Thursday, November 15, 2007
O Fim.
"Gostaria de reter-te - continuou ela, amargamente - até que ambos morrêssemos! Que me importaria o que sofresses? Não dou importância aos teus sofrimentos. E por que não sofrerias? Eu sofro! Esquecer-me-ás? Serás feliz quando eu estiver debaixo da terra?
Poderás dizer, daqui a vinte anos: "Este túmulo é de Catarina Earnshaw. Amei-a faz muito tempo, e fui bem infeliz no exato momento em que a perdi. Mas já passou. Amei muitas outras depois disso. Meus filhos me são mais caros do que ela e, quando eu morrer, não me alegrarei por ter de ir ao seu encontro. Ficarei triste por ter de abandoná-los!".
Não é isso que haverás de dizer, Heathcliff?"
Não quero ser Catarina, não quero ser Guinevere, não quero ser Agnes, não quero ser (H)elena, não quero ser Sue, nem Arwen, nem Éowny, nem Yvaine, nem mesmo Satine, Elizabeth, Amélie, Clementine, Jessica, Sophie.
Quero ser Raíssa, quero ser Arlequina. Quero ser pra sempre amada, quero viver feliz para sempre, quero descobrir o que move o mundo.
Não quero morrer e ser lembrada como uma pessoa que passou. Não quero morrer e prender alguém ao fardo da minha morte.
Espero que não haja a tal vida pós-morte. Espero que não haja um jeito de olhar tudo de cima e acompanhar os passos daqueles pra quem um dia eu já fui importante.
Espero que o fim seja realmente o fim.
Ou então que o fim seja como o sono, do qual um dia iremos despertar e nascer novamente em algum outro lugar.
Poderás dizer, daqui a vinte anos: "Este túmulo é de Catarina Earnshaw. Amei-a faz muito tempo, e fui bem infeliz no exato momento em que a perdi. Mas já passou. Amei muitas outras depois disso. Meus filhos me são mais caros do que ela e, quando eu morrer, não me alegrarei por ter de ir ao seu encontro. Ficarei triste por ter de abandoná-los!".
Não é isso que haverás de dizer, Heathcliff?"
Não quero ser Catarina, não quero ser Guinevere, não quero ser Agnes, não quero ser (H)elena, não quero ser Sue, nem Arwen, nem Éowny, nem Yvaine, nem mesmo Satine, Elizabeth, Amélie, Clementine, Jessica, Sophie.
Quero ser Raíssa, quero ser Arlequina. Quero ser pra sempre amada, quero viver feliz para sempre, quero descobrir o que move o mundo.
Não quero morrer e ser lembrada como uma pessoa que passou. Não quero morrer e prender alguém ao fardo da minha morte.
Espero que não haja a tal vida pós-morte. Espero que não haja um jeito de olhar tudo de cima e acompanhar os passos daqueles pra quem um dia eu já fui importante.
Espero que o fim seja realmente o fim.
Ou então que o fim seja como o sono, do qual um dia iremos despertar e nascer novamente em algum outro lugar.
Tuesday, November 13, 2007
Do me a favour.
Eu havia acordado com aquela história na cabeça, ela ainda vívida na cabeça do sonho que tivera naquela noite. Eu via as palavras aparecendo na tela do computador, no caderno durante as aulas, em todos os lugares possíveis e a história fosse tomando forma e preenchendo o vão que ficara dentro de mim.
Era uma boa história, eu havia dito para mim mesma, era uma boa história e que valia ser contada. Eu pensara em matutá-la e maturá-la até que ficasse no ponto certo para que eu pudesse mostrá-la para quem quisesse ver.
Alguém que já tinha visto essa história provavelmente não havia gostado dela e quando a oportunidade apareceu, não surgiam as palavras que eu antes havia visto e apreciado com tanto prazer.
Só pensamentos escusos de situações que eu não gostaria de reviver, pensamentos escusos que eu não teria coragem de mostrar pra ninguém e quanto mais a mim mesma. Mágoas e risadas que eu não tinha coragem de dividir, um alívio ou uma certeza muito perigosa que surgiam em minha mente nos momentos em que ela supostamente não deveria estar trabalhando nisso.
Não há tempo, não há cabeça, não há uma chance para fazer brotar a história e eu temo que ela será relegada ao limbo como todas as outras que eu um dia dediquei esse tipo de pensamento ao acordar e um suspiro antes de dormir.
E é uma pena, certamente.
Era uma boa história.
How to tear apart the ties that bind,
Perhaps fuck off, might be too kind.
Era uma boa história, eu havia dito para mim mesma, era uma boa história e que valia ser contada. Eu pensara em matutá-la e maturá-la até que ficasse no ponto certo para que eu pudesse mostrá-la para quem quisesse ver.
Alguém que já tinha visto essa história provavelmente não havia gostado dela e quando a oportunidade apareceu, não surgiam as palavras que eu antes havia visto e apreciado com tanto prazer.
Só pensamentos escusos de situações que eu não gostaria de reviver, pensamentos escusos que eu não teria coragem de mostrar pra ninguém e quanto mais a mim mesma. Mágoas e risadas que eu não tinha coragem de dividir, um alívio ou uma certeza muito perigosa que surgiam em minha mente nos momentos em que ela supostamente não deveria estar trabalhando nisso.
Não há tempo, não há cabeça, não há uma chance para fazer brotar a história e eu temo que ela será relegada ao limbo como todas as outras que eu um dia dediquei esse tipo de pensamento ao acordar e um suspiro antes de dormir.
E é uma pena, certamente.
Era uma boa história.
How to tear apart the ties that bind,
Perhaps fuck off, might be too kind.
Thursday, November 08, 2007
Canção de Amor.
Confesso ser um tanto quanto seletiva quando páro pra pensar em músicas de amor. Não gosto do amor trágico dos emos, não gosto da dor de corno falsa dos sertanejos, não consigo acreditar nas declarações do pop e o rockeiro me parece muito mais interessado em sexo do que em amor de verdade. O jazz me parece meio galante cafajeste e o samba é compromissado em termos. Alguns são eternos apaixonados de diversas amantes.
Por incrível que pareça, pra mim, as canções mais 'firfas' são aqueles forrós, feitos pra dançar juntinho. Não aquele forró "Você é o morango aqui do nordeste", que também acho pentelhinho. Geraldo Azevedo tem músicas firfas, por exemplo: "Dona da Minha Cabeça"!
Obviamente, isso tudo passa pela minha cabeça só quando eu paro pra pensar sobre o assunto aleatório.
Deletando em cinco, quatro, três, dois, um...
Do que eu estava falando mesmo?
Por incrível que pareça, pra mim, as canções mais 'firfas' são aqueles forrós, feitos pra dançar juntinho. Não aquele forró "Você é o morango aqui do nordeste", que também acho pentelhinho. Geraldo Azevedo tem músicas firfas, por exemplo: "Dona da Minha Cabeça"!
Obviamente, isso tudo passa pela minha cabeça só quando eu paro pra pensar sobre o assunto aleatório.
Deletando em cinco, quatro, três, dois, um...
Do que eu estava falando mesmo?
Saturday, November 03, 2007
Festa do Ridículo.
As pessoas se vestem de ridículas
para a tal festa do ridículo,
mas é nessa ocasião,
para uma festa do ridículo,
que pessoas vestidas assim
estão tudo menos ridículas.
Percebe-se então,
que para ser ridículo,
ridículo mesmo, de verdade,
nada mais ridículo,
do que vestir-se normalmente,
agir normalmente,
sorrir normalmente,
nessa festa abençoada,
e quem sabe alguma alma,
perspicaz, menos irritada
com a audácia do diferente,
possa perceber que,
ridículo no seu ápice,
finesse das finesses,
é a atitude ridícula
de seres humanos ridiculamente
normais, num cotidiano diário
(nada mais, nada menos)
ridículo.
[.... esse poema ridículo veio num sonho ridículo do qual eu ridiculamente não lembro mais nada após acordar...]
para a tal festa do ridículo,
mas é nessa ocasião,
para uma festa do ridículo,
que pessoas vestidas assim
estão tudo menos ridículas.
Percebe-se então,
que para ser ridículo,
ridículo mesmo, de verdade,
nada mais ridículo,
do que vestir-se normalmente,
agir normalmente,
sorrir normalmente,
nessa festa abençoada,
e quem sabe alguma alma,
perspicaz, menos irritada
com a audácia do diferente,
possa perceber que,
ridículo no seu ápice,
finesse das finesses,
é a atitude ridícula
de seres humanos ridiculamente
normais, num cotidiano diário
(nada mais, nada menos)
ridículo.
[.... esse poema ridículo veio num sonho ridículo do qual eu ridiculamente não lembro mais nada após acordar...]
Friday, November 02, 2007
All you people are vampire.
Às vezes, são as coisas mínimas que me despertam uma sensação que, do ponto de vista comum, é totalmente sem sentido. Por exemplo, "O gosto amargo na boca dela deixava uma sensação de foda-se no ar palpável.".
E é verdade. O gosto da minha boca, aquele gosto de doente, sabem?; me deixa com essa sensação latente!
Eu tenho uma série de músicas pra esse tipo de sentimento e adoro alimentar esse espírito abençoado de 'Foda-se': o que tiver de vir, eu encaro de peito aberto e boto abaixo.
Essa coisa de sorrir de forma cínica na pior hora do dia e dizer "Pede pra sair!", uma sensação de que eu posso (quase) tudo, à lá John Constantine e tantos outros como ele. Aquele desespero que vem antes e a calmaria que vem depois, é delicioso.
Mesmo que eu não tivesse o desespero antes da calmaria, mesmo que tudo viesse de repente. Mandar todos aqueles que eu não queria por perto se foderem era delicioso! Como eu gostaria de gritar bem alto e sair andando com toda a classe e estilo que conseguisse reunir depois daquele momento de selvageria.
Oh, yeah, these boots are made for walking and that's just what they'll do.
A única hora da minha vida que consigo usar as pessoas é quando elas me usam pro que elas querem, e nessa hora, é o tal do jumpisquete que um dia me falaram, e eu gosto de saber disso, de ter essa certeza de que tenho esse limite muito bem impresso em minha cabeça.
Acho que a hora do "FODA-SE" é aquele momento mais livre da sua vida, onde você é o que é, sem se importar com os que os outros pensam, no máximo, com o que você pensa. Nessa hora você descobre o mais íntimo possível.
E, se pra muita gente, o cigarro é o acessório indispensável, pra mim, não consigo deixar passar sem um pirulito na boca ou chiclete. Chiclete quando tem muita roupa, pirulito, quando tem pouca.
Está incluso no pacote do "FODA-SE" um sentimento orgulhoso de quem você é. Pra mim, isso inclui, sem erro, fazer a pose mais sexy que eu tiver em mão (e todas elas ficam iradas quando você tem um pirulito na boca). Porque, no fim das contas, se a gente é mulher e mulher só se fode nessa vida, o "FODA-SE" me permite levar alguém junto. E eu escolho esse alguém a dedo.
Nesses momentos, eu acredito nas minhas opções. Se elas existem (ah, e eu as crio...), eu aproveito o melhor de todas elas. Se a questão é de homem, então, eu escolho quem vale a pena ser escolhido. Quem não me ama sacana como eu sou? Bom, foda-se. Se a questão é profissional, eu sei que estou a altura do que vier pela frente e o que eu me preparei na minha vida me permite escolher. E a essa altura do campeonato, também, foda-se. Se a questão é amizade, vou gostar quem gosta de mim. E quem não gosta? Você entendeu o recado.
Como valem a pena uma boa guitarra e um bom baixo.
Espanquem essa bateria atrás de mim que eu quero ouvir ela gritar comigo!
"Liberto-os, assim, de quaisquer apodos,
Uma bela noite pra vocês
E que se fodam a todos!"
E é verdade. O gosto da minha boca, aquele gosto de doente, sabem?; me deixa com essa sensação latente!
Eu tenho uma série de músicas pra esse tipo de sentimento e adoro alimentar esse espírito abençoado de 'Foda-se': o que tiver de vir, eu encaro de peito aberto e boto abaixo.
Essa coisa de sorrir de forma cínica na pior hora do dia e dizer "Pede pra sair!", uma sensação de que eu posso (quase) tudo, à lá John Constantine e tantos outros como ele. Aquele desespero que vem antes e a calmaria que vem depois, é delicioso.
Mesmo que eu não tivesse o desespero antes da calmaria, mesmo que tudo viesse de repente. Mandar todos aqueles que eu não queria por perto se foderem era delicioso! Como eu gostaria de gritar bem alto e sair andando com toda a classe e estilo que conseguisse reunir depois daquele momento de selvageria.
Oh, yeah, these boots are made for walking and that's just what they'll do.
A única hora da minha vida que consigo usar as pessoas é quando elas me usam pro que elas querem, e nessa hora, é o tal do jumpisquete que um dia me falaram, e eu gosto de saber disso, de ter essa certeza de que tenho esse limite muito bem impresso em minha cabeça.
Acho que a hora do "FODA-SE" é aquele momento mais livre da sua vida, onde você é o que é, sem se importar com os que os outros pensam, no máximo, com o que você pensa. Nessa hora você descobre o mais íntimo possível.
E, se pra muita gente, o cigarro é o acessório indispensável, pra mim, não consigo deixar passar sem um pirulito na boca ou chiclete. Chiclete quando tem muita roupa, pirulito, quando tem pouca.
Está incluso no pacote do "FODA-SE" um sentimento orgulhoso de quem você é. Pra mim, isso inclui, sem erro, fazer a pose mais sexy que eu tiver em mão (e todas elas ficam iradas quando você tem um pirulito na boca). Porque, no fim das contas, se a gente é mulher e mulher só se fode nessa vida, o "FODA-SE" me permite levar alguém junto. E eu escolho esse alguém a dedo.
Nesses momentos, eu acredito nas minhas opções. Se elas existem (ah, e eu as crio...), eu aproveito o melhor de todas elas. Se a questão é de homem, então, eu escolho quem vale a pena ser escolhido. Quem não me ama sacana como eu sou? Bom, foda-se. Se a questão é profissional, eu sei que estou a altura do que vier pela frente e o que eu me preparei na minha vida me permite escolher. E a essa altura do campeonato, também, foda-se. Se a questão é amizade, vou gostar quem gosta de mim. E quem não gosta? Você entendeu o recado.
Como valem a pena uma boa guitarra e um bom baixo.
Espanquem essa bateria atrás de mim que eu quero ouvir ela gritar comigo!
"Liberto-os, assim, de quaisquer apodos,
Uma bela noite pra vocês
E que se fodam a todos!"
Monday, October 29, 2007
Anúncios de Procura-se no Jornal da Manhã.
[Procura-se: cálice de vinho, rosas, de preferência, tinto, um jantar legal, boa conversa, noite agradável de sexo selvagem e depois uma boa noite de sono com sonhos perdidos.]
[Procura-se: sonho perdido durante viagem inesquecível por deserto da Patagônia. Paga-se bem.]
[Procura-se: companheira de brincadeiras para boneca bem arremendada]
[Procura-se: menina dos olhos para olhar de sonhador.]
[Procura-se: mensagem na garrafa para náufrago solitário, mas bem apessoado.]
[Procura-se: princesa abandonada para trono usurpado por madrasta maléfica. Povo desesperado. Tratar com príncipe subvertido, empobrecido e encantado.]
[Procura-se: sorriso de alegria para moleca de coração partido.]
[Procura-se: delicado artista para desenhar tatuagem de bobo da corte. Tratar com a dona desse anúncio-blog.]
[Procura-se: sonho perdido durante viagem inesquecível por deserto da Patagônia. Paga-se bem.]
[Procura-se: companheira de brincadeiras para boneca bem arremendada]
[Procura-se: menina dos olhos para olhar de sonhador.]
[Procura-se: mensagem na garrafa para náufrago solitário, mas bem apessoado.]
[Procura-se: princesa abandonada para trono usurpado por madrasta maléfica. Povo desesperado. Tratar com príncipe subvertido, empobrecido e encantado.]
[Procura-se: sorriso de alegria para moleca de coração partido.]
[Procura-se: delicado artista para desenhar tatuagem de bobo da corte. Tratar com a dona desse anúncio-blog.]
Sunday, October 28, 2007
Lost in Space
Era um homem forte, diferente de todos os outros que eu já havia conhecido um dia. Ele tinha um sorriso forte e de dentes brancos, que ele tão pouco usava e quando usava era como se o dia se iluminasse. Ele era forte sem ser musculoso, era homem em todas as suas atitudes, sem precisar ostentar nenhuma delas, o que era uma novidade pra mim.
Não fazia as coisas por mim, fazia-as por ele mesmo. Eu era apenas uma menina em sua companhia e eu não sabia exatamente quem eu era perto dele. Ele era apenas um homem e eu era apenas uma menina, mas ao mesmo tempo, não parecia ser só isso. Ele dava uma das mãos para mim e eu me senti protegida, porque sabia que ele não ia correr, mas sabia que não era por mim, era por ele.
Era uma sensação estranha que invadia meu corpo e eu me sentia aquecida perto dele. Ele era tão bonito. Tinha a pele morena e um tanto quanto áspera, parecia a de alguém muito calejado pelo sol, aquele moreno avermelhado. Seu cabelo era castanho-escuro e vinha até os ombros.
Seus olhos impressionavam. Lembravam olhos de águia e ao mesmo tempo, eles eram fluídos feito água. Ele parecia enxergar toda minha alma, enxergava todas as minhas falhas, todos os erros que havia cometido na vida, e quando ele via, eu sabia o que ele estava vendo e não poderia deixar de me envergonhar, mas nunca, nunca eu tiraria os olhos dos dele. Eu não iria me esconder e abaixar a cabeça ou não seria digna da presença dele, eu simplesmente sabia.
Ele era um homem no sentido mais idealizado da palavra. Ele era o que todos os homens deveriam ter sido um dia, o que todos os homens deveriam voltar a ser um dia. Seus olhos me deixavam ver o que eu quisesse, eu sabia quem ele era, o que havia errado, o que havia feito certo, e todos aqueles sentimentos que ele tinha chocavam-se como ondas em uma barreira que era sua face.
Eu não sabia onde estava, nem ele parecia imaginar, mas estava fazendo seu melhor para descobrir. Era uma superfície árida, pedregosa, e perigosamente deserta. Algumas placas indicavam coisas em uma linguagem que não conhecíamos. A noite era limpa e eu via estrelas muito maiores do que qualquer uma que eu já tinha visto na Terra.
A Lua era vermelha e eu não conseguia parar de pensar em como deveria ser seu lado escuro. Ele sorriu pela primeira vez quando ouviu meus pensamentos quase infantis e me levantou em seu colo, quase como uma menina de seis anos.
Chegamos em algum ponto onde viamos pessoas, algumas desfiguradas e outras com roupas que um dia deveriam ter sido limpas e normais na nossa Terra. Não sei se elas nos viam, mas eu sentia que não. Eu me perguntava quem eram, o que teria acontecido para chegarem ali, mas logo depois percebi que eu mesma não sabia quem eu era e o que tinha me acontecido para chegar ali.
Não era como se eu estivesse perdida. Era só como se eu não soubesse onde estava. Eu não me importava muito, contudo, desde que Ele estava comigo, eu nunca tivera sensações tão boas como em qualquer outro momento da minha não tão longa vida.
Parecia que iriamos ficar muito tempo juntos e parecia que viveriamos eternamente vagando de um lugar para outro, sem saber exatamente onde estavamos ou o que eramos, mas seguros e 'felizes' de estarmos juntos.
Porque um dia talvez nos desaparecessemos, tão breve e inesperadamente quanto surgíramos. E aquele conhecimento, de que seja lá o que fossemos, era pouco maior ou pouco menor do que poeira de estrela no espaço, faria com que vivessemos intensamente aqueles dias, meses, anos ou nanossegundos que nos restasse.
Acho que eu o amava.
Não fazia as coisas por mim, fazia-as por ele mesmo. Eu era apenas uma menina em sua companhia e eu não sabia exatamente quem eu era perto dele. Ele era apenas um homem e eu era apenas uma menina, mas ao mesmo tempo, não parecia ser só isso. Ele dava uma das mãos para mim e eu me senti protegida, porque sabia que ele não ia correr, mas sabia que não era por mim, era por ele.
Era uma sensação estranha que invadia meu corpo e eu me sentia aquecida perto dele. Ele era tão bonito. Tinha a pele morena e um tanto quanto áspera, parecia a de alguém muito calejado pelo sol, aquele moreno avermelhado. Seu cabelo era castanho-escuro e vinha até os ombros.
Seus olhos impressionavam. Lembravam olhos de águia e ao mesmo tempo, eles eram fluídos feito água. Ele parecia enxergar toda minha alma, enxergava todas as minhas falhas, todos os erros que havia cometido na vida, e quando ele via, eu sabia o que ele estava vendo e não poderia deixar de me envergonhar, mas nunca, nunca eu tiraria os olhos dos dele. Eu não iria me esconder e abaixar a cabeça ou não seria digna da presença dele, eu simplesmente sabia.
Ele era um homem no sentido mais idealizado da palavra. Ele era o que todos os homens deveriam ter sido um dia, o que todos os homens deveriam voltar a ser um dia. Seus olhos me deixavam ver o que eu quisesse, eu sabia quem ele era, o que havia errado, o que havia feito certo, e todos aqueles sentimentos que ele tinha chocavam-se como ondas em uma barreira que era sua face.
Eu não sabia onde estava, nem ele parecia imaginar, mas estava fazendo seu melhor para descobrir. Era uma superfície árida, pedregosa, e perigosamente deserta. Algumas placas indicavam coisas em uma linguagem que não conhecíamos. A noite era limpa e eu via estrelas muito maiores do que qualquer uma que eu já tinha visto na Terra.
A Lua era vermelha e eu não conseguia parar de pensar em como deveria ser seu lado escuro. Ele sorriu pela primeira vez quando ouviu meus pensamentos quase infantis e me levantou em seu colo, quase como uma menina de seis anos.
Chegamos em algum ponto onde viamos pessoas, algumas desfiguradas e outras com roupas que um dia deveriam ter sido limpas e normais na nossa Terra. Não sei se elas nos viam, mas eu sentia que não. Eu me perguntava quem eram, o que teria acontecido para chegarem ali, mas logo depois percebi que eu mesma não sabia quem eu era e o que tinha me acontecido para chegar ali.
Não era como se eu estivesse perdida. Era só como se eu não soubesse onde estava. Eu não me importava muito, contudo, desde que Ele estava comigo, eu nunca tivera sensações tão boas como em qualquer outro momento da minha não tão longa vida.
Parecia que iriamos ficar muito tempo juntos e parecia que viveriamos eternamente vagando de um lugar para outro, sem saber exatamente onde estavamos ou o que eramos, mas seguros e 'felizes' de estarmos juntos.
Porque um dia talvez nos desaparecessemos, tão breve e inesperadamente quanto surgíramos. E aquele conhecimento, de que seja lá o que fossemos, era pouco maior ou pouco menor do que poeira de estrela no espaço, faria com que vivessemos intensamente aqueles dias, meses, anos ou nanossegundos que nos restasse.
Acho que eu o amava.
Friday, October 26, 2007
Eclipse.
Ela acordou com aquele mal pressentimento que a avisava do dia horrível que se seguiria. Percebeu que seria ownada desde o momento que falara com sua mãe pela primeira vez e ouvira uma patada sem necessidade. A escola, as pessoas que estavam nela, tudo que se seguira não fora menos bizarro do que aquele primeiro instante estúpido do seu dia.
Fora tudo um borrão naqueles tempos calmos e de felicidade que antecederam ao dia fatídico. Não parecera parte do cotidiano, parecia que tudo fora feito para dar errado. A cabeça explodia de dor, o corpo não aguentava de cansaço e parecia pedir um tempo de qualquer atividade, qualquer coisa.
O jogo parecia lhe distrair, uma droga entre o meio de tantas outras com baratos menos fortes. Até mesmo a outra parecia saber que o dia fora difícil pois ela a levara na escola, junto com todas as pessoas normais. Queria, talvez, desejar boa sorte à sua menina.
Ele sorria, ela não sabia se ele entendia, mas tinha que confiar, como sempre, pra variar, porque era assim que se construia um amor. Ela deitava a cabeça no seu colo e esperava confiar e confiava e descansava. Era um barato no meio de tantos outros. Ela o amava.
A Lua estava linda naquele que pra ela era um fim de noite. Cheia, adornada em volta por nuvens rasteiras que nunca cobririam seu esplendor. "Ótimo", pensou ela, ao olhar para cima então. " Onde estará o lado escuro da Lua agora?"
Nem chorar a deixavam mais, mas no fundo, acho que ela não sentia falta disso.
Remember when you were young,
you shone like the sun.
Shine on you crazy diamond.
Now there's a look in your eyes,
like black holes in the sky.
[...]
Come on you boy child, you winner and loser, come on you miner for truth and delusion,
and shine!.
Fora tudo um borrão naqueles tempos calmos e de felicidade que antecederam ao dia fatídico. Não parecera parte do cotidiano, parecia que tudo fora feito para dar errado. A cabeça explodia de dor, o corpo não aguentava de cansaço e parecia pedir um tempo de qualquer atividade, qualquer coisa.
O jogo parecia lhe distrair, uma droga entre o meio de tantas outras com baratos menos fortes. Até mesmo a outra parecia saber que o dia fora difícil pois ela a levara na escola, junto com todas as pessoas normais. Queria, talvez, desejar boa sorte à sua menina.
Ele sorria, ela não sabia se ele entendia, mas tinha que confiar, como sempre, pra variar, porque era assim que se construia um amor. Ela deitava a cabeça no seu colo e esperava confiar e confiava e descansava. Era um barato no meio de tantos outros. Ela o amava.
A Lua estava linda naquele que pra ela era um fim de noite. Cheia, adornada em volta por nuvens rasteiras que nunca cobririam seu esplendor. "Ótimo", pensou ela, ao olhar para cima então. " Onde estará o lado escuro da Lua agora?"
Nem chorar a deixavam mais, mas no fundo, acho que ela não sentia falta disso.
Remember when you were young,
you shone like the sun.
Shine on you crazy diamond.
Now there's a look in your eyes,
like black holes in the sky.
[...]
Come on you boy child, you winner and loser, come on you miner for truth and delusion,
and shine!.
Thursday, October 25, 2007
Crazy on You
Ela tava se olhando no espelho de um modo meio contemplativo. O que haveria do outro lado dele, de verdade, ela não sabia, mas o que via, às vezes, desagradava. Estava semi-nua porque acabara de se levantar da cama, seus cabelos desarrumados e ela só colocara o óculos porque não havia sentido em olhar-se no espelho sem enxergar.
Os olhos por trás do óculos de gatinho estavam cansados, mas um sonho ruim não a deixara dormir. Seu sorriso era um tanto quanto forçado para ver como ficava naquele corpo. Ela não entendia porque estava se sentindo assim.
Sacudiu a cabeça e levantou, em vez de ficar sentada feito uma louca na frente do espelho de corpo inteiro. Colocou os braços na cintura e respirou fundo. Era mentira, não era feia como já pensara ou já dissera. Podia não ser a coisa mais bonita do mundo, podia perder fácil pra tantas outras, mas não era horrível.
Mexeu no cabelo e ele caiu de forma a formar mais cachos do que antes, estava agora assim orgulhosa de si. Sorria de novo e piscou para si mesma. O homem com quem estivera levantou-se da cama, estranhando porque a namorada estava sorrindo e fazendo caretas pro espelho.
"Ela sempre foi meio louquinha", pensou e ficou dividido entre levantar e voltar a dormir. Resolveu levantar. "Ela tá bonita", pensou novamente pela trigésima vez na noite. Abraçou-a por trás.
A moça sorriu ao ver o namorado no espelho abraçado a ela. Formavam um casal bonito. Ela o amava de verdade e talvez, se não fosse ele, tivesse dificuldade de amar a si própria também. Sorriu e ele a beijou, perdendo então, toda vontade de dormir de novo.
Os olhos por trás do óculos de gatinho estavam cansados, mas um sonho ruim não a deixara dormir. Seu sorriso era um tanto quanto forçado para ver como ficava naquele corpo. Ela não entendia porque estava se sentindo assim.
Sacudiu a cabeça e levantou, em vez de ficar sentada feito uma louca na frente do espelho de corpo inteiro. Colocou os braços na cintura e respirou fundo. Era mentira, não era feia como já pensara ou já dissera. Podia não ser a coisa mais bonita do mundo, podia perder fácil pra tantas outras, mas não era horrível.
Mexeu no cabelo e ele caiu de forma a formar mais cachos do que antes, estava agora assim orgulhosa de si. Sorria de novo e piscou para si mesma. O homem com quem estivera levantou-se da cama, estranhando porque a namorada estava sorrindo e fazendo caretas pro espelho.
"Ela sempre foi meio louquinha", pensou e ficou dividido entre levantar e voltar a dormir. Resolveu levantar. "Ela tá bonita", pensou novamente pela trigésima vez na noite. Abraçou-a por trás.
A moça sorriu ao ver o namorado no espelho abraçado a ela. Formavam um casal bonito. Ela o amava de verdade e talvez, se não fosse ele, tivesse dificuldade de amar a si própria também. Sorriu e ele a beijou, perdendo então, toda vontade de dormir de novo.
Tuesday, October 23, 2007
Dark Side of the Moon
E ela sempre se perguntou, antes de começar qualquer relacionamento, com cautela, com a racionalidade que seus poucos anos de vida iam lhe concedendo: "Was it love? Or was it the idea of being in love?". Ela ouvira aquela citação numa música no toca-discos do pai e depois que entendera o que significava, o quão de verdade aquilo significava, nunca mais abandonara, assim como o nome que escolhera para si.
Não que houvesse adiantado muito, nessas horas a cabeça nunca está no lugar mais certo. O tempo passava, passava, mas o que conta é o tempo vivido, não o tempo perdido, nada de ficar se desesperando como um inglês. Às vezes ela via alguns desses escorregões que cometera em sua vida passando por um campo perdido de memórias.
Ela e eles passeavam de mãos dadas perdidos naquele campo infundado de certezas de papel machê. Os lunáticos deitavam na grama ao lado deles e sorriam quando ela contava estórias para distrair a pessoa que estava em sua cabeça.
Ela olhava para o céu e procurava nuvens coloridas entre a noite escura. E sorria, sorria como uma moça muito apaixonada e ela era, porque, talvez, gostasse da idéia de estar apaixonada, mas era de verdade (como todas as outras vezes).
E se tudo desse errado de novo, ela veria todos eles no lado escuro da Lua.
(There is no dark side of the moon really. Matter of fact it's all dark.)
Não que houvesse adiantado muito, nessas horas a cabeça nunca está no lugar mais certo. O tempo passava, passava, mas o que conta é o tempo vivido, não o tempo perdido, nada de ficar se desesperando como um inglês. Às vezes ela via alguns desses escorregões que cometera em sua vida passando por um campo perdido de memórias.
Ela e eles passeavam de mãos dadas perdidos naquele campo infundado de certezas de papel machê. Os lunáticos deitavam na grama ao lado deles e sorriam quando ela contava estórias para distrair a pessoa que estava em sua cabeça.
Ela olhava para o céu e procurava nuvens coloridas entre a noite escura. E sorria, sorria como uma moça muito apaixonada e ela era, porque, talvez, gostasse da idéia de estar apaixonada, mas era de verdade (como todas as outras vezes).
E se tudo desse errado de novo, ela veria todos eles no lado escuro da Lua.
(There is no dark side of the moon really. Matter of fact it's all dark.)
Sunday, October 21, 2007
"Amar não é encontrar a pessoa perfeita e amá-la por isso, amar é encontrar uma pessoa imperfeita e amá-la também por suas imperfeições."
A igualdade dos sexos é mal interpretada. Não acho que a igualdade seja no sentido de direitos iguais, até porque não é justo dar direitos iguais pra quem tem necessidades diferentes. Você precisa fazer de uma forma que atenda as necessidades em particular de cada sexo pra ser justo de verdade. A igualdade dos sexos é no sentido de que nenhum é melhor que o outro e nenhum deveria por isso, abusar do outro.
Essa coisa de mulher frustrada com homem virar feminista não é bem assim. Eu tive boas experiências com homens até então, e me considerava feminista. E hoje, com o cara que eu realmente amo, com o cara que eu penso em passar o resto da minha vida, é que foram quebrados todos os conceitos que me levavam a ser feminista e por uma frustração enorme na minha vida.
Uma frustração não com homens, mas com nós, mulheres. E com a máquina de propaganda que rege o mundo. Por que todas as nossas revistas tem que ser voltadas para "Como conseguir seu homem e depois de conseguir, como agradá-lo?". Me venderam imagens de coisas que não existem. Ninguém me contou o que realmente leva você a ser mulher. Ninguém me disse nada sobre o que leva uma menina a virar mulher.
Parece que nós estamos jogando contra nós mesmas! Estamos sempre competindo por alguma coisa entre nós, estamos sempre usando joguinhos e no final, isso se resume a procurar um homem - como bem manda a máquina da propaganda. A mulher que gosta de sexo é discriminada como puta quando dá pra vários homens, sem prometer mundos e fundos pra cada um. Discriminada pelas próprias amigas!
Eu me sinto entristecida toda vez que toco nesse assunto, de igualdade dos sexos. Porque enquanto nós mulheres discriminarmos nós mesmas, seremos sempre o lado mais fraco da corda mesmo, não porque não temos capacidade, mas porque nos colocamos assim.
Eu ainda estou meio desiludida com meu sexo. Na próxima vida, já pedi pra fazer xixi de pé.
A igualdade dos sexos é mal interpretada. Não acho que a igualdade seja no sentido de direitos iguais, até porque não é justo dar direitos iguais pra quem tem necessidades diferentes. Você precisa fazer de uma forma que atenda as necessidades em particular de cada sexo pra ser justo de verdade. A igualdade dos sexos é no sentido de que nenhum é melhor que o outro e nenhum deveria por isso, abusar do outro.
Essa coisa de mulher frustrada com homem virar feminista não é bem assim. Eu tive boas experiências com homens até então, e me considerava feminista. E hoje, com o cara que eu realmente amo, com o cara que eu penso em passar o resto da minha vida, é que foram quebrados todos os conceitos que me levavam a ser feminista e por uma frustração enorme na minha vida.
Uma frustração não com homens, mas com nós, mulheres. E com a máquina de propaganda que rege o mundo. Por que todas as nossas revistas tem que ser voltadas para "Como conseguir seu homem e depois de conseguir, como agradá-lo?". Me venderam imagens de coisas que não existem. Ninguém me contou o que realmente leva você a ser mulher. Ninguém me disse nada sobre o que leva uma menina a virar mulher.
Parece que nós estamos jogando contra nós mesmas! Estamos sempre competindo por alguma coisa entre nós, estamos sempre usando joguinhos e no final, isso se resume a procurar um homem - como bem manda a máquina da propaganda. A mulher que gosta de sexo é discriminada como puta quando dá pra vários homens, sem prometer mundos e fundos pra cada um. Discriminada pelas próprias amigas!
Eu me sinto entristecida toda vez que toco nesse assunto, de igualdade dos sexos. Porque enquanto nós mulheres discriminarmos nós mesmas, seremos sempre o lado mais fraco da corda mesmo, não porque não temos capacidade, mas porque nos colocamos assim.
Eu ainda estou meio desiludida com meu sexo. Na próxima vida, já pedi pra fazer xixi de pé.
Monday, October 15, 2007
Ne pleure pas...
Ele foi embora numa manhã fria de inverno, logo após a noite de nossas vidas e nunca disse adeus. A canção que dançamos ainda ecoava em minha mente e eu tinha vontade de chorar até nunca mais parar. Eu sei que ele nunca havia me prometido nada, e eu sei que eu nunca poderia impedi-lo em sua busca por respostas, mas por que ele nunca me deixou ajudá-lo?
Talvez ele quisesse que eu o esperasse, talvez ele quisesse que eu o amasse até o fim e das duas dúvidas, apenas para uma eu tenho resposta positiva. Não serei como nenhuma das outras mulheres, eu não sou dada a sacrifícios próprios em vãos.
Eu tenho minhas próprias perguntas pra fazer, outros mundos para conhecer, e amar, amarei-o até o fim, da mesma forma e na mesma moeda como sou amada: de um jeito próprio e quase irreconhecível.
Minha vez de dizer 'adeus' e nunca mais chorar.
[... Épica & The Black Halo...]
Talvez ele quisesse que eu o esperasse, talvez ele quisesse que eu o amasse até o fim e das duas dúvidas, apenas para uma eu tenho resposta positiva. Não serei como nenhuma das outras mulheres, eu não sou dada a sacrifícios próprios em vãos.
Eu tenho minhas próprias perguntas pra fazer, outros mundos para conhecer, e amar, amarei-o até o fim, da mesma forma e na mesma moeda como sou amada: de um jeito próprio e quase irreconhecível.
Minha vez de dizer 'adeus' e nunca mais chorar.
[... Épica & The Black Halo...]
Saturday, October 13, 2007
"Remember when you were young...."
[...you shone like the sun...]
Pessoas jovens às vezes crescem, às vezes crescem e não amadurecem. Talvez seja uma questão de sorte, de trocas, de pedidos, de perdas e ganhos. Pessoas jovens acreditam que não morrem, pessoas jovens que acreditam que morrem não vivem plenamente sua juventude.
Vamos embora, vamos embora pra Santa Santa Fé. É uma terra ensolarada, é um dia bonito numa praia semi-deserta, é a última garrafa de água no deserto, é o último recanto de cores num mundo cinza.
Quem sabe, quando a gente voltar, a gente não consegue recuperar esse brilho que nasce e morre com os jovens que querem viver e pintar o mundo com um arco-íris engraçado.
Wednesday, October 10, 2007
Piano Bar
Todos os dias venho ao mesmo lugar e às vezes ele parece tudo que há mais de diferente nesse mundo. O neón que colore a avenida faz parecer que há mil luas espalhadas no céu. Era como se o ser humano estivesse tentando competir com a lua pelo brilho do sol.
Ontem à noite, eu conheci uma menina. Ela era a menina mais bonita, mais brilhante que todos os sóis e luas humanos ou não. O fogo que brilhava em seus olhos era tão intenso, tão mágico, que parecia tão fugaz. Foi o princípio do precipício, caí feito um condenado diante dela.
Ela apareceu, parecia tão sozinha, quase parecia que era minha aquela solidão... e talvez por isso que as luzes faltaram e os neóns se apagaram, talvez fosse só aquele brilho nos olhos. Essa é a magia: toda vez que falta luz (o neón), toda vez que algo nos falta (a solidão), o invisível nos salta aos olhos.
Eu tinha certeza de que já a conhecia, foram tantos carnavais, tantas fantasias, e eu tinha cada vez mais firmeza, mesmo sem falar nada, que ela era destinada a ser a pessoa mais importante do meu universo. E o "nada" que eu dizia, era uma palavra esperando tradução...
Seus olhos brilhavam, o fogo da paixão queimava, o dia amanhecia. Ela pagou a cerveja, o café, terminou a música no piano, levantou e foi embora.
Mas tudo bem.
Todos os dias eu venho ao mesmo lugar, toda vez que falta luz, a Menina me salta aos olhos e é um salto no escuro na piscina.
[;)]
Ontem à noite, eu conheci uma menina. Ela era a menina mais bonita, mais brilhante que todos os sóis e luas humanos ou não. O fogo que brilhava em seus olhos era tão intenso, tão mágico, que parecia tão fugaz. Foi o princípio do precipício, caí feito um condenado diante dela.
Ela apareceu, parecia tão sozinha, quase parecia que era minha aquela solidão... e talvez por isso que as luzes faltaram e os neóns se apagaram, talvez fosse só aquele brilho nos olhos. Essa é a magia: toda vez que falta luz (o neón), toda vez que algo nos falta (a solidão), o invisível nos salta aos olhos.
Eu tinha certeza de que já a conhecia, foram tantos carnavais, tantas fantasias, e eu tinha cada vez mais firmeza, mesmo sem falar nada, que ela era destinada a ser a pessoa mais importante do meu universo. E o "nada" que eu dizia, era uma palavra esperando tradução...
Seus olhos brilhavam, o fogo da paixão queimava, o dia amanhecia. Ela pagou a cerveja, o café, terminou a música no piano, levantou e foi embora.
Mas tudo bem.
Todos os dias eu venho ao mesmo lugar, toda vez que falta luz, a Menina me salta aos olhos e é um salto no escuro na piscina.
[;)]
Sunday, October 07, 2007
Vento no Litoral
Um dos meus maiores medos sempre foi esquecer. Esquecer de tudo, o anulamento da memória, não lembrar do que e de quem me é importante, isso tudo me apavora. Talvez seja por isso que escrevo.
Às vezes, a memória tem certos gatilhos... só não posso me esquecer deles também.
Escrevo feito uma condenada para nunca me esquecer do que é verdadeiro. Das minhas conquistas, das minhas quedas, em quem devo ou não confiar. Minha memória às vezes me é tão traiçoeira, sinto-a como uma grande praia, que às vezes, bate um vento e leva alguns grãos de areia pra longe.
Acho que, talvez, o pior flagelo pra mim não seja a morte, mas sim ter aquelas doenças que nos fazem esquecer progressivamente. Não quero nunca esquecer do verão de 2006 para 2007, porque acho que nunca terei um verão tão mágico quanto aquele. Foi a melhor coisa que já me aconteceu na vida e eu gostaria que isso ficasse registrado aqui para sempre.
Eu sou uma pessoa muito nostalgica pra sobreviver a um golpe desses.
Minto, sobreviver, sobreviverei: como é que posso sentir falta de algo que não lembro?
Às vezes, a memória tem certos gatilhos... só não posso me esquecer deles também.
Escrevo feito uma condenada para nunca me esquecer do que é verdadeiro. Das minhas conquistas, das minhas quedas, em quem devo ou não confiar. Minha memória às vezes me é tão traiçoeira, sinto-a como uma grande praia, que às vezes, bate um vento e leva alguns grãos de areia pra longe.
Acho que, talvez, o pior flagelo pra mim não seja a morte, mas sim ter aquelas doenças que nos fazem esquecer progressivamente. Não quero nunca esquecer do verão de 2006 para 2007, porque acho que nunca terei um verão tão mágico quanto aquele. Foi a melhor coisa que já me aconteceu na vida e eu gostaria que isso ficasse registrado aqui para sempre.
Eu sou uma pessoa muito nostalgica pra sobreviver a um golpe desses.
Minto, sobreviver, sobreviverei: como é que posso sentir falta de algo que não lembro?
Tuesday, October 02, 2007
E se isso conta como poesia...
E aí, eu estava esperando alguma coisa acontecer, sentada na mureta do prédio, inquieta com meus próprios pensamentos. Havia essa árvore, e não havia nada demais nela, ao mesmo tempo que sim, ela parecia bonita e importante.
Estava um dia bonito, com aquele céu azul limpo, sem uma única nuvem, e já era fim de tarde. Eu estava cansada, e ninguém chegava. Os carros não passavam e eu não havia no que prestar atenção que não fosse naquela árvore.
Era atacarrada e as folhas que tinham nos mirrados galhos estavam caindo, lentamente, cobrindo o chão com um tapete. Em minha mente, eu queria fazer algo com aquilo que descobria, e que eu tentava obter, mas não conseguia fazer sair uma poesia...
Mas no fundo, eu só gostaria de que meu fim fosse como o fim daquela folha. Fim de uma parte de algo maior, começo de algo tão grande quanto...
Estava um dia bonito, com aquele céu azul limpo, sem uma única nuvem, e já era fim de tarde. Eu estava cansada, e ninguém chegava. Os carros não passavam e eu não havia no que prestar atenção que não fosse naquela árvore.
Era atacarrada e as folhas que tinham nos mirrados galhos estavam caindo, lentamente, cobrindo o chão com um tapete. Em minha mente, eu queria fazer algo com aquilo que descobria, e que eu tentava obter, mas não conseguia fazer sair uma poesia...
Mas no fundo, eu só gostaria de que meu fim fosse como o fim daquela folha. Fim de uma parte de algo maior, começo de algo tão grande quanto...
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